De trás para a frente, respira-se maior tranquilidade

Como tenho vindo a referir neste espaço, a ideia de jogo e a performance de uma equipa ao longo de uma época desportiva são um processo, com altos e baixos, mas uma constante: é que, com tempo, mentalidade e as peças certas, tudo se alcança a seu tempo. O FC Arouca mexeu nas peças que tinha de mexer, conseguiu cimentar a mentalidade vencedora e tem estado manifestamente melhor.

Depois da deslocação a Tondela, exigia-se uma boa resposta, tendo em conta até as condições com que o jogo se desenrolou. E foi precisamente isso que se assistiu na ida às Aves, onde os arouquenses fizeram um bom primeiro tempo de controlo constante, criaram várias chances e, até pela expulsão de um defensor adversário aos 4 minutos, havia a “obrigação” de ir para o intervalo a vencer, o que aconteceu, com a estreia de Barbero a marcar. No segundo tempo, notava-se a apreensão natural dos arouquenses e haviam razões para isso: não só o resultado era curto como a equipa foi-se encolhendo, isto enquanto os da casa foram crescendo novamente, ainda que os seus argumentos nunca fossem muitos.

Havia a expetativa de que, dado o crescimento constante da equipa, a que se aliaram intérpretes novos e melhores dentro de campo, o FC Arouca pudesse fazer uma “gracinha” na receção ao Sporting. E assim foi: depois de uma primeira parte de muito sofrimento, onde Suárez fez o 0-1 para os leões, os lobos entraram no 2º tempo aproveitando da melhor forma o adormecer adversário, fazendo o 1-1 (excelente trabalho de Barbero em todo o lance). Não conseguiram fazer o 2-1, apesar das ocasiões para tal e, como é hábito nos jogos frente aos grandes, estes têm sempre mais argumentos e a sorte parece bafejar quase sempre quem é mais forte. Moral da história: Suárez fez o 1-2 e o Sporting levou 3 pontos, quando pelo menos 1 devia ter ficado em Arouca.

O último encontro antes desta crónica foi uma vitória sem espinhas frente a um Rio Ave combalido, que nunca conseguiu fazer qualquer tipo de frente. Defenderam-se como conseguiam, mas não puderam negar o poderio arouquense, que fez 3 golos e, possivelmente, a melhor exibição atacante da temporada.

O sucesso recente veio para ficar e há alguns jogadores que merecem menções especiais a esse propósito: Arruabarrena transmite máxima segurança aos seus defesas e, por ter à sua frente um central como Javi Sánchez, também a defesa transmite segurança ao nosso guardião. No ataque, a máquina esteve sempre oleada, mas agora Barbero vai fazendo o gosto ao pé. Curioso para ver a continuidade deste onze e ainda os reforços que chegaram.

Crónica referente aos encontros do FC Arouca frente a AFS, Sporting e Rio Ave

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