
Os últimos dias foram assoberbados pelo mau tempo que se fez sentir em, praticamente, todas as zonas do país.
Se no verão os tópicos relacionados a intempéries ditam sempre o mesmo problema: incêndios e a sua destruição massiva. No inverno, o problema passa pelas consequências inerentes à abundância de chuva e ventos fortes.
As tempestades invernais têm sido constantes ao longo dos anos, e nós, como país prevenido que somos conseguimos prever e diminuir os estragos. Ora, se fosse verdade, estaríamos bem.
Evidentemente, será impossível realizar uma previsão exata deste tipo de fenómenos. No entanto, não será menos verdade, afirmar com firmeza que o aumento destas catástrofes naturais será uma realidade nas próximas décadas, atendendo às alterações climáticas.
A prevenção, terá de passar, primeiramente, pela consciencialização destas alterações. Em segundo plano, tornam-se evidentes as “deficientes” planificações das infraestruturas (quer públicas, quer privadas) que acabam por se tornar um “alvo” fácil do vento e das chuvas.
Acrescido ao problema apontado, as zonas mais rurais como Cinfães, Arouca e Castelo de Paiva, sofrem com a evidente proximidade à natureza, desde: queda de árvores, deslizamento de terras e verificação do aumento dos caudais dos rios.
Quando isto sucede, os prejuízos imputados ascendem a valores milionários, a título de exemplo podemos observar as declarações do Presidente da Câmara de Cinfães à agência Lusa, onde são estimados danos no valor de 2 milhões de euros.
O balanço humano é igualmente pesado: já morreram seis pessoas em resultado direto desta calamidade, em vários pontos do país, e muitas outras sofreram ferimentos e ficaram em risco enquanto tentavam proteger as suas propriedades. Perante tanta desgraça, neste âmbito e até ao momento, não se registaram quaisquer vítimas mortais nas localizações referidas.
Perante este cenário, torna-se inevitável refletir sobre a urgência de agir, esta tempestade não só expôs a fragilidade do território, como também a incapacidade da E-Redes em chegar atempadamente a várias zonas afetadas, lembrando-nos de que só com investimento, prevenção e responsabilidade coletiva será possível proteger pessoas, bens e o futuro da nossa região.

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