Fazer tempestades dentro de um Portugal cheio de água

Os últimos dias foram assoberbados pelo mau tempo que se fez sentir em, praticamente, todas as zonas do país.

Se no verão os tópicos relacionados a intempéries ditam sempre o mesmo problema: incêndios e a sua destruição massiva. No inverno, o problema passa pelas consequências inerentes à abundância de chuva e ventos fortes.

As tempestades invernais têm sido constantes ao longo dos anos, e nós, como país prevenido que somos conseguimos prever e diminuir os estragos. Ora, se fosse verdade, estaríamos bem.

Evidentemente, será impossível realizar uma previsão exata deste tipo de fenómenos. No entanto, não será menos verdade, afirmar com firmeza que o aumento destas catástrofes naturais será uma realidade nas próximas décadas, atendendo às alterações climáticas.

A prevenção, terá de passar, primeiramente, pela consciencialização destas alterações. Em segundo plano, tornam-se evidentes as “deficientes” planificações das infraestruturas (quer públicas, quer privadas) que acabam por se tornar um “alvo” fácil do vento e das chuvas.

Acrescido ao problema apontado, as zonas mais rurais como Cinfães, Arouca e Castelo de Paiva, sofrem com a evidente proximidade à natureza, desde: queda de árvores, deslizamento de terras e verificação do aumento dos caudais dos rios.

Quando isto sucede, os prejuízos imputados ascendem a valores milionários, a título de exemplo podemos observar as declarações do Presidente da Câmara de Cinfães à agência Lusa, onde são estimados danos no valor de 2 milhões de euros.

O balanço humano é igualmente pesado: já morreram seis pessoas em resultado direto desta calamidade, em vários pontos do país, e muitas outras sofreram ferimentos e ficaram em risco enquanto tentavam proteger as suas propriedades. Perante tanta desgraça, neste âmbito e até ao momento, não se registaram quaisquer vítimas mortais nas localizações referidas.

Perante este cenário, torna-se inevitável refletir sobre a urgência de agir, esta tempestade não só expôs a fragilidade do território, como também a incapacidade da E-Redes em chegar atempadamente a várias zonas afetadas, lembrando-nos de que só com investimento, prevenção e responsabilidade coletiva será possível proteger pessoas, bens e o futuro da nossa região.

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Paulo Soares
Discurso Direto
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