
Escrevo esta crónica precisamente no dia em que o nosso FC Arouca, ao deslocar-se a Tondela, concluiu a primeira volta da Liga com uma derrota. Já falarei do jogo, mas, antes disso, e de um modo geral, não posso ignorar as profecias que têm sido feitas quanto ao destino no final da época: quero só recordar que faltam 17 jornadas, 51 pontos em disputa! Têm sido anunciados reforços e há sinais de mudança. Podem não ser imediatos e 100% eficazes, confesso, mas faz parte de um processo, nada se transforma em ouro do dia para a noite, tudo leva o seu tempo. Basta manter a confiança de que, grão a grão, vamos garantir a manutenção.
Defendi anteriormente que era necessária uma mudança no momento defensivo. Temos assistido a isso nos últimos quatro duelos do FCA, frente a Alverca, Santa Clara, Gil e Tondela. Mais do que a adição de um homem, tornando a defesa numa linha de 5, sinto que os dois principais pormenores que tem contribuído para esse registo são as escolhas dos dois centrais, alternando a dupla entre Matías Rocha (tem crescido exibicionalmente a olhos vistos), Omar Fayed e Popovic, e também a dupla de meio campo de Espen van Ee e Pedro Santos, com o primeiro a mostrar-se forte na recuperação alta de bolas e o segundo na capacidade de ligar jogo.
Com o Alverca, a expulsão ajudou o controlo já visível dos Lobos e Lee apareceu para o golo, que era esperado, mas tardava em aparecer. Nos Açores, jogo muito amarrado, com muita capacidade defensiva de parte a parte e pouco espaço para as frentes de ataque aparecerem. Novamente em casa, frente ao Gil, assinamos de rajada dois belos golos, mas não conseguimos conter o crescimento adversário, que, de bola parada, fez o que não conseguiu fazer em jogo corrido.
De certa forma, foi o mesmo que aconteceu com o Tondela, onde o Arouca, mesmo tendo bola, viu o adversário gerir o jogo como lhe apeteceu: refiro-me ao ritmo, que começou alto, e acabou baixo, porque, já em vantagem, os tondelenses fizeram de tudo para condicionar o nosso jogar. Prova disso foi o facto dos Lobos terem tido mais bola durante todo o encontro mas, na segunda parte, quando o Tondela estava em vantagem, só conseguiram fazer um único remate, para fora.
Qual o ponto de situação à entrada para a 2ª volta? Já vivemos dias piores, atualmente estamos no melhor momento, e não estamos sequer próximos desse momento antigo. Sente-se que a equipa tem uma confiança minimamente estável atualmente e não têm existido sequências de eventos para a desestabilizar. Restará trabalhar as bolas paradas defensivas e a travessia será seguramente mais linear e tranquila.

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