
Tenho salientado aqui o crescimento evidente do FC Arouca e pretendo reforçá-lo ainda mais na introdução a esta crónica: escrevo este texto horas depois da ida ao Dragão, cujos contornos do jogo já abordarei, mas quero começar por salientar que, para lá da evidente dificuldade que os ditos “3 grandes” vêm tendo para ganhar, a receção ao Sporting e a deslocação ao terreno do Porto são também a prova do crescimento arouquense. Na primeira volta, sofremos goleadas nesses jogos, cada um deles com contextos específicos e que, a meu ver, explicam os resultados em questão. Agora, tudo mudou e não é nenhuma mentira afirmar que os Lobos mereciam ter pontuado nesses 2 jogos.
Na habitual retrospetiva dos jogos decorridos desde a última vez que vos escrevi, a receção ao Vitória de Guimarães foi imprópria para cardíacos! Depois de um 1º tempo em que o adversário fez 2 golos e foi dominando o centro do terreno, no reatar do encontro, os arouquenses passaram a controlar o meio campo e, galvanizados pelo 1-2 marcado pouco antes do intervalo, partiram em busca de mais. O final foi um épico e histórico 3-2, que provou a atual melhor capacidade de resposta da equipa às adversidades que possam surgir.
Em Rio Maior, frente ao Casa Pia, os arouquenses foram exímios na bola parada, mas concederam golos em rápidas e letais transições adversárias e num penálti, no mínimo, duvidoso. Houve todo um 2º tempo para reverter isso, mas a abordagem defensiva adversária é praticamente impenetrável.
Coincidentemente, os arouquenses foram exímios em explorar a defensiva do Nacional, recebendo-os e batendo-os por 3-0, num jogo em que podiam até ter entrado, pelo menos, outros 3 golos (refiro-me aos dois anulados e à clara chance de Bas Kuipers).
O último jogo, a ida ao Dragão, teve tanto de bom como de mau. De bom, a capacidade de saber sofrer dos arouquenses no 1º tempo, quando o adversário marcou cedo e foi atrás de mais, e a resposta no 2º período, com o golo do empate e, até lá, um crescimento na performance. Mas, como curiosamente acontece nos jogos com os ditos “3 grandes”, há sempre algo que, miraculosamente, aparece do nada para o seu lado. Neste caso, um penálti extremamente dúbio que desbloqueou o resultado.

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