
A frase reflecte sobre a natureza altruísta do ser humano e a capacidade que os actos de generosidade têm de inspirar outros (o chamado contágio social ou elevação moral), lamentando, contudo, o individualismo ou a indiferença de grande parte da sociedade actual.
Às vezes esta frase é confundida ou cruzada com o pensamento do escritor António Lobo Antunes, que também reflectiu sobre valores humanos ao afirmar, por exemplo, que «temos a mania de que a inteligência é a maior virtude, mas a bondade é a maior».
Lobo Antunes, médico, foi uma das figuras mais marcantes da sociedade e da medicina portuguesa contemporânea. Conhecido pela sua brilhante carreira e pelo seu profundo humanismo, foi frequentemente apelidado de “Príncipe da Medicina”.
Daqui, deste pensamento tão reconfortante salto para outros “príncipes”, os” príncipes do ecrã” em que a vida não existe se não for partilhada nas redes sociais onde se procura o melhor ângulo, a melhor expressão, o melhor cenário para projectar o melhor de si próprio. Mas será o melhor ou será apenas uma chamada de atenção “ olhem para mim” ou um sinal dos tempos em que o egocentrismo, o individualismo se sobrepõem a outros valores que têm mantido a sociedade e o mundo saudáveis e sustentáveis.
Vivemos tempos difíceis, transição de época social, económica e energética, ao contrário do que acontecia nos nossos tempos de escola a transição não acontece com um virar de página ou capítulo, todas as fases de transição são dolorosas, são de excessos, de oportunismos e demoram vários anos. Estou a dizer que daqui para a frente vai ser pior ainda? Possivelmente vai…possivelmente vamos assistir a muito pior do que as televisões vão mostrando, sim porque as televisões apenas mostram um bocadinho da realidade e muitas vezes enviesado,
Por exemplo as “acampadas em Lisboa e no Porto”, vistas de cima são dezenas de pessoas, possivelmente nem chegam a mil, com poucas dezenas de polícias em confronto. Mas se forem vistas de perto, com uma foto ou imagem de vídeo em grande plano parecem quase uma guerra civil. Outro exemplo, houve uma tentativa de golpe de estado na Polônia, na ausência do Presidente o Primeiro-ministro tentou ocupar o poder. O Presidente regressou de imediato e a população saiu à rua em peso para defender a escolha que tinha feito recentemente nas urnas. O que viram sobre isso nas TVs e jornais portugueses?
Voltando à sociedade civil, o que aconteceu e está a acontecer em França e em várias capitais europeias é grave e preocupante; violência, roubos, destruição e muitos gritos em nome de Alá e do Islão, se olharmos para todos os tumultos e atentados terroristas mais recentes o denominador comum é sempre o mesmo “Em nome de Alá”. O Islamismo, sim o islamismo que não se esconde e diz alto e bom som, “queremos invadir a europa, queremos impor a nossa lei, a lei da Sharia” e nós assistimos, impotentes ou indiferentes a esta invasão que não olha a meios para atingir fins. Todos os dias há ataques de facadas a pessoas que apenas estavam a seguir o seu caminho ou a passear o cão. Também há violações de jovens meninas em muito maior número do que alguma vez aconteceu na europa. Onde estão as manifestações contra estes crimes que não param de aumentar? Alguns até guardam silêncio, fecham os olhos para não serem acusados de racismo e xenofobia. Vamos continuar a assistir com a chamada “empatia suicida”?
Uma coisa eu digo porque acredito e já foi demonstrado, a bondade é contagiosa e a solidariedade torna-nos mais fortes, mas também não podemos esquecer outra grande frase “ se queres ter paz prepara-te para a guerra” A frase original em latim “Igitur qui desiderat pacem, præparet bellum”, é atribuída ao escritor e estrategista militar romano, Públio Flávio Vegécio, que a registou no século IV ou V d.C. na sua obra Epitoma Rei Militaris.
Termino com aquilo que todos sabemos, a sociedade auto-regula-se, tal como o planeta são “organismos vivos “ que tendem para a sobrevivência.

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