
Para que fique bem claro e para quem ainda não sabe, vou transcrever o que está na lei da Imprensa, passo a transcrever:
“O atentado à liberdade de imprensa é um crime punido com pena de prisão de 3 meses a 2 anos ou multa de 25 a 100 dias. Constitui crime a conduta daquele que, fora dos casos previstos na lei e com o intuito de atentar contra a liberdade de imprensa: a) impedir ou perturbar a composição, impressão, distribuição e livre circulação de publicações; b) apreender quaisquer publicações; c) apreender ou danificar quaisquer materiais necessários ao exercício da atividade jornalística. Se o infrator for agente do Estado ou de pessoa coletiva pública e agir nessa qualidade, é punido com prisão de 3 meses a 3 anos ou multa de 30 a 150 dias, se pena mais grave lhe não couber nos termos da lei penal. O crime de atentado à liberdade de imprensa encontra-se previsto na Lei de Imprensa, aprovada pela Lei n.º 2/99, de 13 de janeiro, na redação atual.”
Agora vou dar um exemplo: se um presidente de câmara pedir ou, pior ainda, mandar retirar uma notícia publicada, sabe certamente que está a cometer um crime que até é agravado por ser titular de um cargo público.
Se alguém pedir para dar o aval ou confirmar uma notícia antes de ser publicada está a cometer uma prática que também é crime, chama-se censura e existia no tempo da ditadura de Salazar. Se não sabe, deveria saber porque é uma das bases da Democracia, ou então poderá estar a ser mal aconselhado ou ainda poderá pensar que tem esse poder, porque é o presidente eleito e da vontade dele dependem muitos contractos de trabalho ou negócios.
Quem já teve oportunidade de falar comigo sobre isso sabe que não cedo a esse tipo de pressões, há muito que paguei o preço da independência e não será um presidente de câmara, ou de um clube de futebol ou de qualquer instituição que vai mudar a minha convicção. Aliás, não consigo perceber como é que alguém corre esse risco sabendo que pode ser alvo de uma queixa e condenado. Claro que pode contornar-me enquanto directora e tentar influenciar de outra forma, mas isso então é ainda mais grave e claro está deixa rasto ou provas. Será que vale a pena controlar a imprensa numa época em que as redes sociais mostram o que acontece a toda a hora?!
O que se espera de um responsável após a publicação de uma notícia da qual não gosta, possivelmente porque não lhe é favorável, é que vá investigar o que se passou e tentar resolver a situação, foi para isso que foi eleito. Assim sendo, se há uma notícia com fotos a mostrar que algo não vai bem “no paraíso” a reacção deveria ser esclarecer o porquê e se possível adiantar a solução, é isso que os munícipes e os jornalistas esperam de quem foi eleito. Se a notícia estiver errada, o meu compromisso é que será corrigida e terá o mesmo destaque que a notícia original. Ou seja, seguiremos as regras e a ética profissional.
Lamento informar mas o jornalismo não é o espelho da madrasta da Branca de Neve.
PS: para evitar especulações devo deixar claro que não estou a referir-me à C.M.A., volto a repetir, isto não aconteceu com a Câmara de Arouca, mas já aconteceu com outras entidades e não foi só uma vez.
Tempo ainda para chamar a atenção, nesta edição para três entrevistas que são uma agradável surpresa; uma entrevista muito interessante com respostas muito concretas que publicamos na pág 7 ao Sr. Pedro Bastos, deputado da Assembleia Municipal de Arouca. Outra entrevista igualmente cativante na pág.18 ao treinador do Futebol Clube de Arouca, Vasco Seabra, e já sabe, não há duas sem três, destaque também para a entrevista à Presidente da Junta de Freguesia de Rossas, Isabel Paiva, uma mulher cheia de garra. Publicamos também com todo o gosto a abertura de mais serviços de apoio à terceira idade e às crianças, para ler na pág. 3 e pág. 4.
Junho é o mês das festas e Santos Populares, como não podia deixar de ser, mostramos as fotos de momentos que se repetem ano após ano, alegria, tradição e Paz. Sim, vivemos em Paz e “se nos unirmos conseguimos” como diz Pedro Bastos.
Não posso terminar sem deixar aqui um apelo “VIGILÂNCIA contra INCÊNDIOS” por favor esteja atento e avise, contacte de imediato a linha 117 (Número Nacional de Protecção à Floresta, para focos de incêndio florestal). Estas chamadas são gratuitas e estão disponíveis 24 horas por dia.

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