
Antes de mais aqui ficam os meus votos de Feliz Ano Novo, com saúde, Paz e Democracia, diz-nos a realidade que nenhuma delas está garantida o melhor é cuidarmos da que temos.
Nesta edição do jornal publicamos dois casos de dois jovens que levam com eles Arouca no coração. Um é adepto de futebol e foi o único a assistir ao jogo do Arouca com o Santa Clara, nos Açores. Francisco Esteves deu uma entrevista ao Jornalista Simão Duarte que quis ir além da notícia e conseguiu entrevistar o jovem arouquense que vive em Vila Nova de Gaia.
O outro caso de Arouca no coração é uma estreia neste jornal, jovem arouquense actualmente a viver e a estudar em Lisboa, é escritor desde muito cedo e começou este ano a publicar uma crónica no nosso jornal, vale a pena ler a sensibilidade e o talento literário de Rodrigo Samuel Duarte.
Ainda sobre as gentes de Arouca, sabemos que a população está a envelhecer à semelhança do que acontece em todo o país, sabemos também que “parar é morrer” por isso fomos saber quais as actividades físicas que a Câmara Municipal criou para os seus eleitores seniores. As actividades de grupo têm a dupla vantagem de manter as pessoas activas do ponto de vista físico e social, criando assim laços saudáveis na comunidade.
Um bom exemplo de uma excelente actividade e esta não escolhe idades é o projecto Arouca Agrícola. Começou como uma iniciativa municipal com o lema “ produzir local, consumir local” e continuou com o Geoparque. O projecto funciona bem, recolhe e distribui produtos agrícolas locais, o Jornalista Pedro Gonçalves acompanhou uma recolha junto dos pequenos produtores e verificou que além de uma actividade económica completar, esta rede de comércio é também uma forma de manter e criar laços sociais.
Numa altura em que os agricultores europeus lutam contra a concorrência que afirmam ser desleal, o acordo de parceria e comércio entre a EU e o Mercosul (Mercado Comum do Sul, com países sul-americanos) e ainda contra a redução dos apoios europeus à agricultura, falámos com o Presidente da Cooperativa agrícola de Arouca que fala dos subsídios com outro olhar, de forma bem pragmática diz-nos que os apoios mais não são do que um pagamento para manter a agricultura activa e se assim não fosse os produtos alimentares seriam tão caros que nem todos os poderiam pagar.
E Arouca está também no coração da natureza, montanhosa, florestal, abençoada com rios e riachos. A Floresta, a agricultura já não são a principal riqueza do concelho mas são a principal riqueza natural, sem ela, sem a natureza o que seria de Arouca?! Desenvolvemos o tema e publicamos vários artigos que mostram qual o peso do Sector Primário em Arouca. Não querendo antecipar os conteúdos, as opiniões, os dados e os factos, podemos afirmar que neste sector todos são importantes e se uns começam a falhar, a desaparecer, todos os outros se ressentem. Ouvimos as entidades públicas e privadas e percebemos que há dois grandes inimigos a atacar o coração de Arouca, os incêndios e o abandono da terra. É triste sim, principalmente para quem vive com Arouca no coração.

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