
Plantar uma árvore é um sinal de vida, de esperança, de continuidade e prosperidade. Por isso lhe dedicamos um dia de celebração todos os anos.
Foi nessa altura, em Março que fiz uma viagem em terras de Portugal e Espanha, o início da Primavera é realmente uma altura muito bonita para viajar , a natureza renova-se . Durante a viagem, é inevitável , fui fazendo comparações entre os dois países, a primeira é que viajamos em estradas iguais às nossas auto-estradas sem pagar portagens. A segunda é que mudamos de uma estrada para outra, percorremos o país sempre em estradas de qualidade, sempre gratuitas. A terceira é quando paramos para abastecer, o combustível é mais barato, não admira que eles viajem mais do que nós.
As diferenças não ficam por aqui, mas vou referir apenas mais uma, as terras em Espanha estão repletas de novas árvores plantadas, ordenadas, cuidadas. Extensas áreas de oliveiras e árvores de fruto, muitas delas já a florir. É claro que o país é maior e por isso tem maiores extensões de terra, mas são tantas…que ficamos a pensar, então e nós?!
Por cá, não tarda nada, vamos festejar a Revolução de Abril, a democracia e a liberdade, sem guerras, sem prisões políticas mas com muitos jogos e compadrios partidários, nessa matéria os nossos vizinhos espanhóis parecem estar pior do que nós (notícias sobre casos de corrupção com ligações ao primeiro-ministro espanhol).
Nesta edição do Jornal Discurso Directo, destaque para a política e o 25 de Abril de 1974 que tudo indica foi tranquilo em Arouca . Entrevistámos três políticos com três percursos muito diferentes, comecemos pelas senhoras, Marina Granja, professora entrou na política em Cinfães numa altura em que as mulheres nem sequer falavam de política. Actualmente com 90 anos foi e ainda é um exemplo de emancipação, considera que a política ainda conserva traços de machismo.
Em Arouca falámos com o primeiro Presidente eleito após o 25 de Abril. Zeferino Duarte Brandão, professor de matemática, eleito pelo PPD, um humanista que tanto se preocupava com o património como com as pessoas que lhe batiam à porta. Reformado mas atento ao se passa por cá e no mundo, aos 88 anos de idade ainda está disponível para servir a terra onde nasceu. No activo e bem activo Rui Vilar, falou sobre Arouca e estratégias para o concelho, frontal e bastante empenhado é um político que mostra a mesma garra para os assuntos nacionais que já lidou enquanto deputado no Parlamento como para os locais que continua a lidar como vereador.
Termino com uma errata relativa à edição do mês de março, na pág 7 , onde se lê “raça arouquense , leia-se raça arouquesa”. Um lapso que não foi detectado nem pela tecnologia nem pelo nossos olhos. Pelo engano as nossas desculpas.
Votos de uma páscoa feliz!

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