
A Liga Portugal caminha a passos largos para o seu final, mas as decisões ainda não estão totalmente definidas. Esta noite, pelas 20h15, Alverca e Arouca, os dois FCA’s dão início à jornada 31 do campeonato, que poderá ser uma jornada de festa para um dos dois clubes. Se o Alverca ou o Arouca (ambos os clubes têm 35 pontos) vencerem e o Casa Pia perder na segunda-feira na ida a Barcelos, o vencedor do Alverca x Arouca garante a manutenção.
O FC Alverca, com os mesmos pontos que o FC Arouca, mas em 11º lugar (devido à vantagem dos arouquenses no confronto direto), parte para este encontro vindo de um desaire, pela margem mínima, na Choupana, desaire esse que interrompeu um ciclo de 2 vitórias consecutivas (que, ainda assim, são as 2 únicas vitórias que o Alverca tem nos últimos 12 jogos). Defensivamente, têm sido permeáveis, dado que sofreram golos em cada um dos últimos 5 encontros (9 golos sofridos no total da mão cheia de partidas).
Já os arouquenses vêm de um triunfo caseiro, pela margem mínima (1-0), na receção ao Estrela da Amadora, tendo 3 triunfos nos últimos 5 encontros. Para além da meta pontual que aqui já referimos, os Lobos de Arouca certamente procurarão também chegar às 3 vitórias consecutivas, algo que nunca conseguiram esta época e que poderão conseguir, em caso de triunfo esta noite e na próxima jornada, na receção ao Santa Clara (15h30 de sábado, 2 de maio).
João Valido, por lesão, e Javi Sánchez, por suspensão (viu o 5º amarelo na jornada anterior), são ausências confirmadas. Dylan Nandín está em dúvida.
Estas foram algumas das questões colocadas ao treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, na conferência de imprensa de antevisão:
«Espero um adversário difícil. A verdade é que o Alverca, nos últimos 10 jogos perde apenas com Sporting e Porto, o que revela a capacidade que a equipa tem para ser altamente competitiva. Tem feito sempre muitos pontos, é verdade que tem muitos empates, mas é uma equipa muito consistente, muito compacta, tem muito bons valores individuais, bem treinada pelo Custódio.
Fez uma época muito consistente, durante toda a época foi sempre mais ou menos igual. Está num momento muito estável da temporada. Só sendo um grande é que nós conseguimos tirar os 3 pontos do jogo. Por isso, temos mesmo que ser equipa grande em Alverca, porque vamos defrontar um adversário com estas virtudes, estas competências, e nas quais nós temos que demonstrar também o nosso crescimento, aquilo que tem vindo a ser a nossa sustentação.
Na 2ª volta, temos 21 pontos conquistados, temos que agarrar nisso e demonstrar a nossa humildade e capacidade de sofrimento, como tivemos no último jogo, para que possamos dar continuidade a essa busca que queremos de fazer melhor que a época anterior, e isso ainda não está conquistado.»
«Defensivamente, é uma equipa difícil, que consegue alternar uma pressão alta ou um bloco mais intermédio ou baixo, está preparada para poder, mesmo dentro do próprio jogo, fazer diferentes tipos de pressão, e é uma equipa que nessa pressão tem sempre habitualmente uma linha de 5 com depois 2 médios e 3 jogadores à frente que podem juntar-se à linha média ou não.
É uma equipa difícil de bater, nós temos que estar muito preparados porque eles vão alternando indicadores de pressão e também vão alternando momentos em que estão em bloco ou momentos em que passam para pressão alta. Nós temos que saber lidar com uma coisa e com outra, tentando naturalmente impor o nosso jogo, e depois, ofensivamente, é uma equipa também que tem qualidade individual, que se propõe ao jogo. Não é uma equipa de constante jogo direto ou jogo de transições, tem bons valores individuais, tem muita velocidade na frente.
Como disse há pouco, só estando como grande é que vamos conseguir tirar os 3 pontos do jogo, por isso, temos que ir com essa ambição e coragem.»
«Há vários fatores sempre, há muitas coisas que vão acontecendo e nós dificilmente apontamos uma causa em particular. Já na altura dizíamos isso, há um conjunto de fatores que, por vezes, acabam por influenciar determinadas fases, e essas fases, por vezes, não têm explicação clara e identificativa.
Vou-lhe dar um exemplo claro: nós sofríamos alguns golos de bola parada. O nosso investimento na bola parada é tão grande agora como era no passado. Depois fomos melhorando, obviamente, a colocação dos apoios, o ataque à bola, a perceção dos posicionamentos, a forma como a equipa fica mais ligada, mais focada nos diferentes momentos. Ou seja, nós, nessa altura, aquilo que sentíamos é que também, em qualquer momento, nós perdíamos a bola e estávamos sempre em aflição, perdíamos a bola e praticamente o adversário terminava na nossa baliza. Tinha tudo a ver com a gestão de todo o processo, a adaptação dos jogadores que estavam a chegar novos, há jogadores que neste momento estão num momento de forma completamente distinto do que estavam nessa fase.
Isso também tem a ver com o próprio período de adaptação, o período de adaptação ao clube, à vila, ao campeonato, às diferenças do campeonato, as relações entre os jogadores, a dinâmica da equipa técnica com eles. Nós também mudamos e fizemos alguns ajustes táticos em relação àquilo que a equipa estava a fazer, porque sentíamos que num ou noutro momento uma ou outra forma de pressionar eventualmente nos estava a expor mais e fizemos algumas alterações. Em termos de preparação da perda, ou seja, no momento que temos a bola, também tivemos mais atenção a alguns dados, para não expor tanto e a equipa ficar também mais consistente.
Houve também o mercado de janeiro, portanto, houve aqui várias coisas que nós fizemos e que foram sempre no sentido de processo, de crescimento. No meio disto tudo, penso que o principal continuou a ser o alinhamento que fomos tendo sempre entre nós, presidente, diretor-geral e equipa. Todo esse alinhamento que existiu dentro do clube, com todo o staff, com toda a gente que torce para o mesmo lado, as coisas mantiveram-se sempre numa linha que nós queríamos seguir.
Faltam 4 jogos. Não é ainda balanço, porque nós temos 12 pontos para conquistar e não vamos desviar atenções do que quer que seja, porque o nosso foco, é claro, é um jogo de cada vez, 3 pontos em disputa e temos que ser altamente competitivos.»

Onzes prováveis de FC Alverca e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: FC Alverca

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