
Após a paragem para seleções, o FC Arouca regressa à competição esta tarde. Pelas 18h00 deste domingo, a equipa de terras de Santa Mafalda irá receber o sempre exigente Casa Pia. Os arouquenses (em 9º lugar) parem para este duelo vindos de dois empates seguidos, enquanto os casapianos (no 16º posto) vêm de uma sequência negativa de duas derrotas consecutivas.
O histórico de confrontos entre as duas equipas comprova a exigência que referimos anteriormente: nos oito duelos disputados, três terminaram com vitória do Casa Pia, outros três com empate e os dois que faltam com triunfo arouquense. O cenário é ligeiramente mais favorável se olharmos apenas para os jogos disputados no Estádio Municipal de Arouca (4), dos quais metade (2) terminaram com os três pontos a permanecerem em Arouca.
Na conferência de imprensa pré-jogo, Vasco Seabra analisou o adversário, apontando as características do bloco baixo e coeso dos casapianos, bem como algumas das formas de o combater, e comentou também a indecisão à volta do FC Arouca x FC Porto, bem como a avaliação insatisfatória do Conselho de Arbitragem perante a arbitragem do Vitória de Guimarães x FC Arouca. Estas foram algumas das questões colocadas ao treinador:
“Não tem efeito nenhum, o nosso foco é no Casa Pia. A nossa administração tem uma grande vantagem: não me deixa pensar nessas coisas. Não tenho nada que me preocupar com isso, eu sei que eles fazem sempre o melhor, tentam fazer o melhor para que nós possamos ter as melhores condições. Quando essa data for marcada, a gente vai para jogo e tentar jogar para ganhar”.
“Eu acho que cada jogo é um jogo, são circunstâncias. Naquele jogo queixei-me, normalmente até nem falo da postura dos adversários, porque cada um usa a estratégia que deve usar e isso não tenho de o criticar. Na altura foi também pelas sensações finais do jogo.
Essencialmente, sentimos que é um adversário difícil, que fez um bom mercado, penso que o plantel até ficou mais próximo das ideias e das intenções do treinador em função da ideia de jogo. É uma equipa agressiva, difícil de bater, tem um bloco normalmente muito coeso, sofre poucos golos. Na sua pressão, é difícil, porque não se desestabiliza em função da construção do adversário.
Vai-nos sempre criar, nessa paciência, a necessidade de sermos audazes, corajosos, de termos essa paciência para conseguirmos jogar, mas, ao mesmo tempo, estarmos em alerta máxima no momento de ganho de bola do Casa Pia, porque é uma equipa muito vertiginosa, com jogadores também de dimensão muito grande em termos físicos para se poderem projectar.
Um jogo difícil, que vai naturalmente exigir de nós, mas estamos na Primeira Liga também, todos os jogos são muito competitivos. Este será mais um, temos que estar no nosso máximo e limite”.
“Temos vindo a evoluir com a equipa, porque, apesar de termos mantido uma grande base do ano anterior, a verdade é que entraram também bastantes jogadores, o que acaba por ser também um número grande perante aquilo que é o plantel. E, naturalmente, essas próprias relações, as ligações que criámos, necessitam desse tempo para conseguir interiorizar-se e também desse estofo de confiança e de segurança para a ideia de jogo coletivo e todos se sentirem peixe na água dentro do aquário, dentro daquilo que nós fazemos.
Nesse momento, quanto mais crescemos enquanto equipa pelas relações, mais dificuldades conseguimos também criar no adversário. Além disso, com essas incidências que falou, obriga-nos a ter mais alternativas para conseguirmos colocar mais gente dentro do bloco, ter mais soluções, de conseguirmos que a linha defensiva e a linha média sejam puxadas a determinados momentos de pressão para conseguirmos encontrar esses espaços e fazê-los mexerem-se, porque se nós não os fizermos mexer, se andarmos muito passivos no jogo e na construção, naturalmente o Casa Pia fica cada vez mais estável e esses espaços não vão ser encontrados. Então nós temos que criar essas condições.
Tem sempre a ver com esta busca de procurar atrair para conseguir explorar, procurar criar dúvida em quem marca quem para nós podermos ter essas soluções. Isso naturalmente implica frescura do ponto de vista mental para conseguirmos decidir bem naquilo que é o jogo e, portanto, temos que estar muito frescos, mas também muito agressivos e proativos, tanto defensivamente como ofensivamente.
Às vezes falamos muito da nossa parte ofensiva, porque naturalmente somos uma equipa que é muito protagonista no jogo, mas também sabemos que temos que ser muito capazes do ponto de vista defensivo, temos que também ser muito agressivos, porque esse é um momento muito importante do jogo e que se não fizermos o Casa Pia, sentindo-se tranquilo com a bola, também nos criará muitas dificuldades”.
“Repare, eu acho que o facto de o Conselho de Arbitragem já ter partilhado a sua própria opinião, inclusivamente externamente, já também fizeram a análise do próprio lance, nós não vamos mandar mais achas para a fogueira. Foi decidido, foi divulgado, todas as pessoas falham, nós também, eu como treinador, os jogadores que jogam também falham”.
Jose Fontán e Arnau Solà estão em dúvida para este encontro, enquanto Mateo Flores é ausência confirmada (estima-se que ficará de fora dos convocados entre 3 a 4 meses) para este encontro. Os últimos reforços a chegar a Arouca, Espen Van Ee e Romualdas Jansonas, já poderão figurar na ficha de jogo.

Onzes prováveis de FC Arouca e Casa Pia AC
Texto e Foto: Simão Duarte

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.