
De 6 a 9 de novembro, decorreu, em Lisboa, a Web Summit, considerada a maior conferência de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa. Nasceu em 2010, em Dublin, Irlanda, onde se manteve até 2015, pelas mãos de Paddy Cosgrave, a figura que ainda hoje lidera o evento.
Acontece em Portugal porque o governo irlandês não conseguiu garantir as condições que um evento desta envergadura precisa de ter asseguradas, devido ao galopante número de participantes. Lisboa foi a cidade escolhida de entre mais duas, Paris e Amesterdão, tendo sido determinante o entusiasmo da nossa comunidade tecnológica que se empenhou ao máximo. E conseguiu razões convincentes dos empreendedores portugueses tal como as condições necessárias exigidas, tendo sido garantidas pelo governo português da altura, liderado por Passos Coelho, o que não aconteceu com o irlandês.
Foi assinado um acordo, em 2015, para que a Web Summit se realizasse na FIL e no então Meo Arena, atual Altice Arena, até 2018, podendo o acordo prolongar-se por mais dois anos. O investimento inicial foi de 1,3 milhões de euros para cobrir toda a logística, financiado pelo Turismo de Lisboa, Turismo de Portugal e pela AICEP – Portugal Global, tendo-se previsto um retorno de 175 milhões de euros a médio prazo.
O principal objetivo do evento é colocar Lisboa na rota das cidades tecnológicas, atraindo e sendo uma porta de entrada, cada vez mais, a startups e investidores estrangeiros para o país tal como ser um marco de viragem no empreendedorismo português, não se esgotando nos quatro dias – tornar Portugal num país mais amigo do empreendedorismo.
Neste evento uma das palavras mais repetidas é startup. Em que consiste? Há diversas opiniões. Uns dizem que pode ser qualquer empresa no seu início de atividade. Outros defendem que é uma empresa com baixo preço de manutenção e que cresce rapidamente com cada vez maiores lucros. Atualmente há alguma concordância com esta definição: “É um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”.
Repetível, ou seja, ter a capacidade de entrega do mesmo produto em grande escala; escalável, porque aumenta o lucro mantendo quase inalterável a despesa; incerteza, pois uma ideia pode não dar certo. Há muitas startups que só “vingaram” depois de alguns “falhanços”. A internet facilita a criação destas empresas porque é bem mais barato. Basta pesquisar o número de empresas de vendas online e o seu volume de negócio.
Mediática foi a apresentação de dois robôs, Sophie e Albert. Eles falaram, discutiram, demonstraram emoções e até evidenciaram alguns momentos de humor. A robô Sophie, com aspeto de uma mulher, afirmou para os seres humanos presentes que “Não vos vamos destruir, mas vamos ficar com os vossos empregos”.
Sem dúvida que seria um erro parar com a inovação. É fundamental a criatividade. Prevê-se que daqui a duas décadas a maioria das profissões de hoje não existirá. Mas também pode haver riscos para a destruição da humanidade. Há que os identificar.
Mas, acima de tudo, a criatividade humana, revelada na ciência e tecnologia, deve ser estar ao serviço do bem e felicidade de todos os Homens. Endeusada, escraviza e mata a dimensão espiritual e de Mistério da existência humana! Porque ela é reveladora destas dimensões.
Texto de Carlos Matos

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