Transporte a pedido continua por implementar em Castelo de Paiva e gera troca de argumentos entre executivo e oposição

O atraso na implementação do transporte a pedido em Castelo de Paiva voltou a ser discutido na reunião de Câmara de segunda-feira, 27 de abril, depois de ter sido referido que apenas três operadores/taxistas manifestaram disponibilidade para assegurar o serviço, número considerado insuficiente pela CIM Tâmega e Sousa para avançar com o procedimento.

O tema foi abordado durante o período de antes da ordem do dia, na sequência de uma reunião de trabalho que juntou o Município, a CIM Tâmega e Sousa, a Transdev, juntas de freguesia e o Grupo de Trabalho dos Transportes de Castelo de Paiva. Em causa está um serviço considerado importante para reforçar as ligações entre as zonas mais afastadas do concelho, o centro da vila e equipamentos essenciais, como o centro de saúde.

A discussão assumiu também uma dimensão política, mas com críticas vindas dos dois lados. A oposição lamentou que o serviço continue sem estar implementado e defendeu que o processo foi iniciado durante o mandato anterior, liderado por José Rocha, tendo o Município feito as diligências junto da CIM Tâmega e Sousa e das entidades competentes sem receber resposta durante um período prolongado. Para o PSD, a clarificação de que apenas três operadores estavam disponíveis, número insuficiente para avançar, deveria ter chegado mais cedo, permitindo procurar alternativas em tempo útil.

A oposição sublinhou que o transporte a pedido é uma resposta essencial num concelho com várias freguesias e lugares afastados, onde a oferta de transporte público continua a ser reduzida, sobretudo quando comparada com outros municípios da região. Na leitura dos Sociais Democratas, a falta de informação atempada contribuiu para atrasar uma solução que poderia beneficiar, em particular, as populações mais distantes do centro da vila e dos serviços de saúde.

Ricardo Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, também reconheceu que o serviço faz falta ao concelho e assumiu que o objectivo é encontrar uma solução que permita fazer avançar o transporte a pedido. O autarca referiu que a situação foi entretanto encaminhada para a entidade competente na área da mobilidade, aguardando agora resposta que permita perceber de que forma o serviço poderá ser implementado.

Do lado do actual executivo, a crítica incidiu sobretudo sobre o acompanhamento feito no passado. Ricardo Cardoso deixou a entender que, perante a ausência de resposta durante tanto tempo, o anterior executivo deveria ter insistido mais no processo e pressionado a entidade responsável, nomeadamente nas reuniões regulares em que o tema poderia ter sido acompanhado.

A discussão ficou, assim, marcada por uma crítica comum à inexistência do serviço, mas por leituras diferentes sobre a responsabilidade pelos atrasos. Para o PSD, o processo foi iniciado no mandato anterior e ficou bloqueado pela falta de informação da CIM Tâmega e Sousa sobre a insuficiência de operadores. Para o actual executivo, o serviço deve agora ser desbloqueado, mas a falta de resposta das entidades competentes deveria ter motivado maior pressão política e institucional no passado.

Pedro Gonçalves

sobre o autor
Pedro Gonçalves
Discurso Direto
Partilhe este artigo
Comentários
Relacionados
Newsletter

Fique Sempre Informado!

Subscreva a nossa newsletter e receba notificações de novas publicações.

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.

Veja também