
Em declarações prestadas ao Discurso Directo durante a tomada de posse de Vítor Arouca como líder da concelhia do PSD de Arouca, Almiro Moreira mostrou-se confiante quanto à capacidade do partido para voltar a conquistar as câmaras de Arouca e de Castelo de Paiva nas próximas eleições autárquicas. O dirigente social-democrata falou de “um novo ciclo” em Arouca, apontou uma “dinâmica nova” em Castelo de Paiva e sublinhou ainda a importância dos avanços registados nas variantes dos dois concelhos.
Em relação a Arouca, Almiro Moreira lembrou que o PSD esteve perto da vitória nas autárquicas de 2025 e considerou que a nova direcção concelhia surge num momento politicamente relevante. Na sua leitura, a impossibilidade de recandidatura da actual presidente da Câmara abre uma nova janela de oportunidade para o partido no concelho.
“Não vencemos as eleições autárquicas em 2025 por muito pouco. Estivemos muito perto de poder liderar aqui a Câmara Municipal, mas agora inicia-se um novo ciclo”, afirmou, mostrando-se “muito confiante” na equipa liderada por Vítor Arouca.
A esse propósito, associou também a nova fase do partido em Arouca ao simbolismo do acto realizado no dia da tomada de posse, em que foram plantadas 16 árvores. Para o dirigente, esse momento representou a vontade de “plantar raízes” e de afirmar um projecto político com continuidade no terreno.
Na mesma linha, disse ver na nova estrutura local “energia, coesão, união e ambição”, defendendo que essas características poderão ser determinantes para que o PSD volte a disputar a liderança do município com reais possibilidades de sucesso. “Estou muito certo de que, em 2029, o PSD vai vencer em Arouca”, afirmou.
Já quanto a Castelo de Paiva, Almiro Moreira traçou um enquadramento diferente, recordando que o PSD exerceu funções no município durante um mandato, mas não conseguiu manter a presidência da Câmara. Ainda assim, sustentou que o partido está a reorganizar-se localmente com o objectivo claro de recuperar o concelho nas próximas autárquicas.
Segundo referiu, a nova direcção da concelhia paivense tem a ambição de fazer ao PS aquilo que os socialistas fizeram ao PSD: reconquistar a Câmara ao fim de quatro anos. Na sua perspectiva, existe neste momento “uma dinâmica nova, diferente”, marcada por uma forte proximidade às populações.
Nesse contexto, destacou o perfil do actual presidente da concelhia, que anteriormente desempenhou funções como presidente de Junta, sublinhando precisamente essa ligação de proximidade com as pessoas. Essa característica, considerou, poderá ser decisiva no trabalho político a desenvolver até ao próximo acto eleitoral.
“Estou certo de que nós vamos, em Castelo de Paiva, conseguir fazer com que daqui a quatro anos os paivenses vejam que se enganaram desta vez e que vão voltar a dar ao PSD a confiança de liderar o concelho”, declarou.
Questionado também sobre os avanços recentes nas variantes de Arouca e de Castelo de Paiva, o dirigente social-democrata classificou-os como um passo “muito importante” para os dois territórios. Na resposta, fez questão de atribuir um papel central ao primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Almiro Moreira defendeu que o chefe do Governo foi “absolutamente preponderante” no desbloqueio destes processos, argumentando que, sem essa intervenção, as duas obras correriam o risco de voltar a cair em sucessivos adiamentos, novos estudos ou espera por futuras linhas de financiamento comunitário.
Segundo explicou, perante a impossibilidade de enquadrar as intervenções no PRR por causa dos prazos de execução, a decisão passou por garantir o seu financiamento através do Orçamento do Estado. Para o social-democrata, foi essa opção que permitiu dar um novo impulso a duas empreitadas há muito reclamadas pelas populações de Arouca e Castelo de Paiva.
Pedro Gonçalves

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