
Depois de garantir a manutenção na jornada passada, com o empate em casa frente ao Santa Clara (2-2), o FC Arouca foi a Barcelos dar continuidade à tradição, perante um Gil Vicente na luta pela Europa. 1-3 foi o resultado final de um encontro em que os arouquenses estiveram muito bem dentro de campo e, ao atingirem o objetivo definido por Vasco Seabra (fazer melhor que na época passada), deleitaram-se com um bom arroz de cabidela.
A celebrar o seu 102º aniversário, o Gil Vicente entrou melhor na partida, tendo colocado a bola junto da baliza arouquense ainda dentro do 1º minuto de jogo, onde Esgaio, com um corte atento, evitou que Agustín pudesse encostar. O ângulo era algo apertado, mas foi um primeiro aviso, confirmando o domínio nos primeiros 10 minutos. Os gilistas instalaram-se no meio-campo arouquense e sufocaram a sua saída de jogo curta, com essa pressão intensa. Mas isso não se traduziu em perigo: Konan foi o único a atirar, de fora da área, ao lado, no decorrer do minuto 8. Mesmo não conseguindo sair a jogar, os arouquenses souberam proteger a sua baliza e a sua área, onde os gilistas não estavam a conseguir entrar.
Daí em diante, os Lobos de Arouca superiorizaram-se, fortalecendo o seu jogo e enfraquecendo o jogar adversário. Aos 12’, Barbero fez o primeiro remate (do FC Arouca e da partida como um todo) à baliza, para encaixe seguro de Dani Figueira. Já para lá da meia hora, um cabeceamento deste teve o mesmo desfecho. Trezza também tentou a sua sorte, por três vezes (um remate foi intercetado, os outros para fora), e Djouahra encheu o pé à entrada da área, mas também atirou ao lado. O único que conseguiu meter a bola no fundo das redes foi Javi Sánchez, ao minuto 18, na sequência de um canto, mas estava claramente fora de jogo.
O sucesso arouquense na fatia maior do 1º tempo deveu-se essencialmente a uma pressão alta, tal como a que o Gil Vicente lhes aplicara, mas com uma maior agressividade, com o duplo-pivot composto por Espen van Ee e Taichi Fukui a roubarem muitas bolas a meio-campo (até em zonas mais adiantadas), impedindo o avanço adversário, especialmente ao “secarem” a referência da construção de jogo adversária, Luís Esteves. O Gil conseguiu soltar-se das amarras arouquenses na reta final, mas sem qualquer ameaça. Ao intervalo, o resultado adequava-se, mesmo que os arouquenses tenham tido mais chances que os da casa.
A segunda parte iniciou-se pautada pelo equilíbrio, com as duas equipas a igualarem-se nos índices de pressão e agressividade. No capítulo do remate, os da casa foram mais ameaçadores nos primeiros minutos, mas foram os arouquenses quem inauguraram o marcador à passagem do minuto 61, com a estreia a marcar de Bas Kuipers. Na sequência de um lançamento para a área de Esgaio, a bola sofreu um desvio ao primeiro poste e acabou na cara do golo, onde o lateral neerlandês encostou de cabeça.
Os da casa deram uma resposta praticamente imediata, com Luís Esteves a fazer o 1-1 à passagem do minuto 63. Gustavo Varela recebeu de costas na área e tocou para o médio, que estava desmarcado e efetuou este bom disparo. Uma desatenção da marcação arouquense, um dos raríssimos erros cometidos pelo duplo-pivot, levou a que o médio conseguisse receber e rematar, tendo espaço para tal.
Quando o Gil já se preparava para encostar os arouquenses à parede e colocarem-se na frente do marcador, o FC Arouca fez o 1-2. Pablo, com um excelente passe para Barbero, lançou o avançado na profundidade. O ponta de lança ganhou a frente a Elimbi e, só com o guardião Dani Figueira pela frente, tirou-o do caminho e meteu a bola dentro da baliza deserta. Excelente assistência de Pablo e um bom trabalho de Barbero, ambos a capitalizarem o facto da defensiva gilista estar subida.
Mais uma vez, os da casa estiveram perto de dar uma resposta imediata, quando, ao minuto 70, Murilo, de livre, esteve próximo de marcar um golaço, mas a quina esquerda da trave negou-lho. Ele que, aos 78’, rematou de fora da área para encaixe seguro de Arruabarrena.
Mas o FC Arouca conseguiu dilatar a sua vantagem, com Fukui a inverter os papéis: se, no lance do golo de Luís Esteves, deu muito espaço ao médio para marcar, agora foi Fukui a ter muito espaço para disparar à entrada da área. Com força, o médio nipónico fez o 1-3 ao minuto 83. Até final, já no desespero, os da casa tentaram reentrar na discussão do resultado, mas sem sucesso.
Com este triunfo, os arouquenses conseguiram atingir a meta definida por Vasco Seabra, tendo superado a pontuação da temporada passada. Subindo ao 10º lugar, têm agora 39 pontos e poderão chegar aos 42, caso vençam o Tondela, em casa, no último jogo da época.
Tempo de compensação: 1 minuto na 1ª parte, 4 na 2ª
Suplentes Gil:
Lucão (GR), Hevertton, Espigares (DF), Cáseres (MD), Bermejo, Hernández, Joelson, Martín, C.Eduardo (AT)
Suplentes Arouca:
Vinarcik (GR), D.Monteiro, J.Silva, O.Fayed, (DF), Yellu, Mateo (MD), Nandín, Mansilla, Mayulu (AT)
Ficaram de fora Valido, Puche (lesão), Lee (suspensão), Popovic, Danté, P.Santos (opção)
Substituições Gil:
Intervalo – Saíram Zé Carlos.F e Agustín, entraram Cáseres e Joelson
64 – Saíram Santi.G e G.Varela, entraram Martín e H.Hernández
83 – Saiu Konan, entrou C.Eduardo
Substituições Arouca:
75 – Saiu Trezza, entrou Mateo
81 – Saíram Barbero, entrou Nandín
90+1 – Saíram Pablo e Djouahra, entraram Mansilla e J.Silva
Arbitragem:
Miguel Fonseca, João.M, David.M e Humberto.T. No VAR, Tiago Martins e Cátia.T
Disciplina Gil:
Cartão amarelo a Agustín (22) e H.Hernández (89)
Disciplina Arouca:
Cartão amarelo a Fontán (43)

Os onzes iniciais de Gil Vicente e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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