Com uma segunda volta a roçar a perfeição, ACRD Mosteirô cumpriu a sua melhor temporada na I Divisão

Equipa de São Miguel do Mato lutou até às últimas jornadas pela inédita subida ao SABSEG

A 18 de janeiro de 2026, o Mosteirô terminava a 1ª volta da I Divisão – Zona Norte com uma derrota caseira por 1-2 perante o já líder Argoncilhe, concluindo a 1ª metade da época em 12º lugar, com apenas 15 pontos. A vantagem para o GD Fajões, o primeiro dos dois conjuntos nas duas posições de descida, era de apenas 4 pontos.

Daí em diante, os comandados de António Mendes (Toninho) entraram num ciclo vitorioso, que culminou com uma vitória em Argoncilhe (1-2), a qual consagrou um inédito 3º lugar, com 46 pontos. Terminando a época a 7 pontos do Carregosense e a 10 do líder Argoncilhe, o Mosteirô foi um dos candidatos à subida na 2ª volta do campeonato, pelos excelentes resultados e as várias vitórias conquistadas.

Nos 13 encontros da 2ª volta da I Divisão, somaram 9 vitórias, um empate e 2 derrotas. Destes resultados, destacam-se as goleadas ao Paivense em casa por 7-1 e em Ronda por 6-2 e também os triunfos fora de portas na Arrifana (1-2), em Sanguedo (2-3) e em Argoncilhe (1-2). Denotar também que, do final de janeiro até ao início de março, viveram a melhor fase, atingindo 7 jogos sem perder, dos quais os primeiros 6 foram só vitórias.

Trata-se da melhor classificação de sempre do emblema de São Miguel do Mato na I Divisão, superando o registo anterior de dois 5º lugares, em 18/19 (onde voltaram a estar bem próximos da subida) e em 20/21. É importante salientar que, nessas duas épocas, os quadros competitivos da prova eram distintos dos atuais e, no caso da época 20/21, o campeonato viu-se forçosamente interrompido à 4ª jornada devido à pandemia.

A esta excelente campanha no campeonato, aliou-se uma boa campanha na Taça Pecol – Prof. José Valente Pinho Leão, onde, pela 2ª época consecutiva, o Mosteirô foi o emblema de Arouca a ir mais longe na prova, até à 3ª eliminatória, caindo sempre de pé perante emblemas do Campeonato SABSEG (RD Águeda, na época passada, e Fiães esta temporada). São as segundas melhores prestações na prova, dado que, por duas vezes (07/08 e 22/23), chegaram à 4ª eliminatória.

Para além da estrutura do clube, presidido por Filipe Paiva (a cumprir o 2º mandato, foi anteriormente atleta do emblema desde o ano da fundação, atuando durante 12 épocas), e da equipa técnica, comandada por António Mendes (Toninho, a cumprir a 2ª temporada), o destaque vai para o plantel. Igor Gomes esteve em campo em cada um dos 31 jogos desta época. Joel Magalhães, com 42/43 anos de idade, só falhou um encontro e foi uma voz de comando na linha defensiva.

O meio-campo dividiu-se essencialmente entre 5 protagonistas, a saber, Mauro, Gabriel Andrade, Simão Cunha, Apolo Silva e Aristide Bakyono. Na frente de ataque, Miguel Plácido superou a marca da temporada anterior (assinando 12 golos e 8 assistências) e Jonatas Santos renasceu: apelidado de Joca, o avançado brasileiro voltou a ser opção regular, algo que na sua carreira não se sucedia desde a época 19/20. Às 26 partidas disputadas, aliou os golos – 17 – que são mais do que o conjunto dos golos que marcou nas últimas 4 épocas, por U.Lamas, LAAC, Esmoriz e ACRD Mosteirô na época passada. Nesta 2ª época pelo clube, foi o melhor marcador da equipa e o 2º melhor marcador da I Divisão.

Simão Duarte

Foto: 21 Project – Tomás Rodrigues

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