
Em 18 duelos para todas as competições, 13 para a Liga Portugal, há um resultado que nunca aconteceu nos encontros entre Gil Vicente e FC Arouca: uma vitória da equipa de Barcelos, sendo uma das 5 equipas com as quais o FCA nunca perdeu para o campeonato. Esta invencibilidade arouquense, a par com o objetivo de fazer uma melhor pontuação/posição na classificação do que na época passada, são duas das principais motivações para os Lobos de Arouca, que vão defrontar os gilistas pelas 20h15 desta segunda, dia 11 de maio.
A equipa de Barcelos, comandada por César Peixoto, ainda luta por um lugar que dê acesso às competições europeias, um cenário que não é impossível, mas que se tem tornado mais difícil, dados os tropeções recentes. Os arouquenses, com a manutenção já assegurada, vão lutar, como já referido, por manter intacta a invencibilidade e ainda por fazer melhor que na época passada: e, para isso, bastará vencer neste encontro, chegando assim aos 39 pontos (foram 38 os pontos conquistados na época passada).
Um jogo para o qual Dylan Nandín, já recuperado, figurará na lista de convocados, ao contrário de João Valido e Puche, ausências por lesão, e Lee Hyunju, castigado. Também Vasco Seabra não irá estar no banco, por ter visto cartão vermelho no último encontro.
Estas foram algumas das questões colocadas ao treinador do FC Arouca, na conferência de imprensa de antevisão ao encontro:
«Sabemos que é uma equipa muito capaz, com uma intensidade muito alta no jogo, representa sempre um momento defensivo difícil de ultrapassar. Coletivamente é forte, muito bem treinada, muito compacta e muito coesa, tem distâncias boas no campo, no seu 4x4x2 ou 4x2x4, em função da forma como acaba por pressionar. Tem sempre distâncias muito boas, timings bons, os centrais basculam muito ao corredor sem receio, são uma equipa corajosa, também tem qualidade individual depois com bola.
«Nós sabemos que é um adversário difícil de ultrapassar, sabemos que é um bom adversário, que está a lutar pelo 5º lugar. À 33ª jornada, uma equipa a lutar pelo quinto lugar representa que fez um campeonato muito capaz.»
«Nós vamos com a mesma ambição, seriedade, entusiasmo, paixão gigante por conseguirmos vencer o jogo, temos que ter uma capacidade competitiva muito alta, sabermos muito bem o que vamos fazer tanto com bola como sem ela. Vai ser um bom jogo para assistir, acredito que serão duas equipas com uma alma muito grande e nós temos que entrar com esses predicados, com esse padrão de jogo, porque é a nossa filosofia, é a nossa ambição, queremos muito conquistar pontos».
«Tudo aquilo que nós fazemos no dia a dia tem de representar uma forma de estar, de ser, de viver. Nós vivemos este clube com uma alma muito grande. Se eu exijo e obrigo que os meus jogadores cheguem todos os dias com uma ambição grande, com uma energia alta, para fazermos aquilo que mais gostamos, que é a nossa profissão e que é uma profissão que nós amamos, nós temos que enfrentar todos os dias sem desperdiçar.»
«As coisas podem correr bem, podem correr mal, nós podemos, num ou outro jogo, não ter os melhores desempenhos, isso acontece, acontece com todas as equipas do mundo, aconteceu-nos connosco em alguns momentos dentro de alguns jogos, alguns jogos de forma completa, mas a alma e a aura que trazemos tem que ser sempre de competir, de conseguirmos olhar para o adversário, para o jogo.»
«Independentemente da parte histórica, que acaba sempre por funcionar como mais uma motivação ou não, nós temos que olhar para isso sabendo que, este ano, nós vamos enfrentar um adversário que está a lutar pelo 5º lugar, que tem muita qualidade individual e coletiva. Nós temos que ter mais ambição ainda que o adversário, que está a lutar por um objetivo de chegar ao 5º lugar, e nós estamos a lutar pela nossa afirmação, por terminarmos a época da forma como a gente ambiciona e deseja.»
«Sabermos que, nos momentos em que lambemos as feridas, tivemos que andar juntos e lutar muito para conquistar coisas, isso tem que ser a nossa vida, aquilo que nós fazemos para conseguirmos chegar lá e mostrarmos que, aconteça o que acontecer no final do jogo, que nós não deixamos uma pinga de suor por verter».
« Eu vou a jogo e vou estar perto dos jogadores até uma hora e pouco antes do jogo. Uma hora depois do jogo também voltarei a estar com eles. Treinamos muito bem durante a semana. Os jogadores sabem aquilo que eu espero e que eu penso.»
«O Cláudio (Botelho) é o treinador adjunto que fica de pé mais tempo, o Nuno Diogo está preparadíssimo também, em termos de bola parada já é sempre ele que assume esses momentos. E em alguns momentos até que eu estou a conversar com o Cláudio, ou vice-versa, eles assumem também a pasta da equipa. Têm liberdade total para a comunicação com o jogo. Tenho confiança total na equipa técnica.»
«A presença vai estar muito próxima, porque o discurso, tanto do Cláudio (Botelho) como do Nuno (Diogo), como do Jorge (Batista) e o Bruno (Pereira), que estão nos bancos suplementares, são comunicações que estão muito alinhadas com aquilo que eu quero.»
« Fico triste de estar longe do jogo, vai-me custar, porque eu gosto de estar a viver o jogo e desfrutar dele, porque esse também é o prazer da profissão, chegarmos à competição e estarmos a desfrutar. Mas não será possível, temos que seguir viagem, e eles têm é que ganhar o jogo para depois podermos festejar outra vez.»

Os onzes prováveis de Gil Vicente e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Gil Vicente

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