
O primeiro encontro da jornada 11 colocou frente a frente os canarinhos Estoril Praia e FC Arouca, que proporcionaram um bom encontro repleto de golos. 4-3 foi o resultado final, favorável ao Estoril, o que agrava a recente sequência de derrotas do FC Arouca.
No que toca às escolhas iniciais de cada treinador, Ian Cathro, pelo Estoril, promoveu uma única alteração, fazendo entrar Lominadze para o lugar de Orellana. Vasco Seabra, pelos Lobos de Arouca, foi mais longe e trocou Omar Fayed e Trezza por Popovic e Puche.
Dar nota ainda de que o FC Arouca estreou o seu 3º equipamento neste encontro, o qual conta com inúmeros elementos que remetem para o seu brasão e a história de Arouca.
Em jogo corrido ou de bola parada, não faltaram golos!
A primeira chance de perigo do jogo pertenceu aos arouquenses e obteve máxima eficácia: corria o minuto 5 quando os arouquenses procuravam desenhar um ataque pela faixa direita, mas que Gonçalo Costa aliviou. Porém, o alívio saiu mal ao ala, com a bola a acabar nos pés de Fukui que, à entrada da área, disparou para o fundo das redes. Primeiro golo do Arouca no jogo, bem como o primeiro do médio nipónico esta época e também a sua estreia a marcar pelo FCA. A vantagem durou apenas cinco minutos, já que, aos 10’, Fukui marcou um autogolo. O médio tentou intercetar um cruzamento do Estoril, mas acabou por fazer a bola entrar na própria baliza.
O jogo foi-se mantendo equilibrado, com bastante disputa pela posse de bola no meio campo, até à meia hora de jogo, onde o laboratório de bolas paradas dos Lobos de Arouca se apresentou num nível elevadíssimo! De canto, Puche mandou uma bela bola fatiada para o segundo poste, onde Djouara, sozinho, atirou de primeira para o 1-2.
Mais uma vez, a vantagem voltou a ser desfeita passados poucos minutos. Desta vez, passados pouco mais de 10 minutos após o golo arouquense, o Estoril voltou a empatar o jogo. Também de canto, os estorilistas colocaram a bola no coração da área, onde Kévin Boma voou para cabecear a bola para o fundo da baliza defensiva por Mantl. Dois homens do FCA caíram, queixando-se de falta, mas nada foi assinalado. Até ao intervalo, o Estoril havia de fazer o 3-2, por Begraoui na sequência de novo canto, mas, desta vez, o lance foi invalidado por fora de jogo.
A chuva esfriou um jogo bem fervilhante, que voltou a aquecer na reta final
Se o primeiro tempo ficou marcado pela chuva de golos, o segundo foi precisamente o oposto: a única chuva presente foi a precipitação, o jogo ficou mais mortiço e as equipas tiveram mais dificuldades em criar perigo como fizeram nos primeiros 45 mins. Ainda assim, aos 47’, Lee Hjunju teve nos pés a oportunidade de fazer o 2-3, mas tentou tanto colocar a bola que esta acabou por passar ao lado do poste esquerdo. O tradicional dizer “Quem não marca, sofre” aplicou-se de seguida aos arouquenses, já que Holsgrove fez o 3-2 para o Estoril ao minuto 51, fruto de uma bela combinação que efetuou com Begraoui. O mesmo Begraoui que, dois minutos depois, atirou com estrondo ao poste direito e, devido à força que a bola levava, esta acabou por bater em Esgaio e regressar à baliza, batendo agora no poste esquerdo.
Depois deste período inicial ainda bastante mexido, o jogo passou a ser mais pausado e sem quaisquer remates, tanto de um lado como do outro. Tudo mudou ao minuto 74, quando um cruzamento de Djouara acabou diretamente no fundo da baliza do Estoril. Kévin Boma disputou o lance, mas falhou redondamente o corte, traindo Joel Robles, que ficou pregado ao relvado.
O Estoril procurou reagir ao golo, com João Carvalho a desferir um pontapé para boa defesa de Mantl, aos 79’. Um prenúncio do que estaria por vir: a quatro minutos dos 90, Guitane trocou as voltas a Solà com uma pedalada e tocou para João Carvalho que, à queima-roupa, conseguiu bater Mantl. Trezza tentou responder de seguida, quando se colocou na cara do golo, mas, já apertado, atirou para defesa de Joel Robles.
Com este resultado, o FC Arouca mantém-se, à condição, em 15º lugar, imediatamente acima das 3 equipas que estão nos lugares de descida, com os mesmos 9 pontos. Segue-se agora a pausa para seleções, após a qual a equipa de terras de Santa Mafalda se irá deslocar a Fafe para jogo respeitante à 4ª eliminatória da Taça de Portugal (23 de novembro, às 14h00).
Tempo de compensação: 3 minutos na 1ª parte, 4 na 2ª.
Suplentes Estoril:
Martin.T (GR), Ferro, Tiago.P (DF), Patric.P, Tiago.B, Pizzi,(MD), Peixinho, Guitane, A.Marqués(AT)
Suplentes Arouca:
Valido (GR), Alex.P, Omar.F(DF), Pablo. Pedro.S, Van Ee(MD), Trezza, Nandín, Mansilla(AT)
Ficaram de fora Matías Rocha, Mateo Flores (lesão), Vinarcik, Diogo.M, Danté, Jansonas(opção)
Substituições Estoril:
Intervalo – Saíram Pedro.C e Lominadze, entraram Ferro e Peixinho
65 – Saiu Gonçalo.C, entrou Tiago.P
71 – Saiu André.L, entrou Tiago.B
77 – Saiu Peixinho, entrou Guitane
Substituições Arouca:
Intervalo – Saiu Barbero, entrou Trezza
71 – Saíram David.S, Puche e Esgaio, entraram Pablo, Alex.P e Nandín
84 – Saiu Lee Hjunju, entrou Omar.F
Arbitragem:
Cláudio Pereira, Tiago.C, Sérgio.J e Flávio.J. No VAR, Manuel Mota e Paulo.M
Disciplina Estoril:
Cartão amarelo a Lominadze (17)
Disciplina Arouca:
Sem registo

Os onzes titulares de Estoril Praia e FC Arouca
Texto: Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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