Bola parada tem sido calcanhar de Aquiles do FC Arouca: nos últimos dois jogos, foram sofridos 5 golos nesse momento

Sendo reconhecida a melhoria no momento defensivo do FC Arouca, há ainda um momento em que esta tem sido permissiva: a bola parada defensiva, situação que já fora reconhecida no decorrer na temporada 2024/25. Neste momento, em jogo corrido, os Lobos de Arouca conseguem estancar o poderio ofensivo dos adversários, mas em lançamentos/cantos/livres/penáltis, nem tanto.

Na ida a Tondela, o último encontro da 1ª volta, todos os 3 golos sofridos começaram numa bola parada. No 1-1, Maviram inaugurou o marcador de livre direto. Um lance, como referimos na nossa crónica de jogo, onde o gesto técnico de Mantl o “auto-sabotou”, já que, ao preparar-se para o remate, deu um pequeno salto para a sua esquerda e deixou de ter hipóteses de conseguir chegar ao esférico, afastando-se da mesma, que entrou no lado direito. No 2-1, Hodge, de canto, cruzou rasteiro para o primeiro poste, com a enorme passividade da defensiva arouquense a permitir o desvio de Maviram para o segundo poste, onde Jordy só teve de encostar. Por fim, no 3-1, canto para o Tondela e Rodriguez cabeceou para o fundo das redes. Ao contrário dos outros dois lances, neste era praticamente impossível, para defesas e guarda-redes negar o golo, de tão bem que saiu a cabeçada ao adversário.

Antes disso, na receção ao Gil Vicente, também os dois golos sofridos não foram em bola corrida (onde os gilistas tiveram dificuldades em criar perigo), mas sim de bola parada. Depois de um primeiro susto, com um cabeceamento ao poste de Espigares (minuto 26), na sequência de um canto, nesse mesmo tipo de bola parada, Pablo fez o 2-1 com um cabeceamento cheio de precisão. No segundo tempo, a partir de um lançamento, Murilo aproveitou uma segunda bola para tocar para o fundo das redes. Neste lance em específico, nota para o facto de que ele foi inicialmente invalidado, com o árbitro a entender existir falta de Espigares sobre Omar Fayed, mas o VAR reverteu a decisão.

Vasco Seabra, na conferência de imprensa pós-jogo, reconheceu que é necessário melhorar neste momento do jogo: “Temos que nos responsabilizar a todos. Os jogadores trabalham, dão-nos sensações positivas de que conseguem fazê-lo e, portanto, temos que manter. Só conseguimos reverter as coisas quando nos focamos e trabalhamos muito. Não é talento, é uma coisa que temos que trabalhar e temos que todos unidos com a responsabilidade individual, mas coletivamente sermos capazes de resolver”, apontou.

O técnico também abordou o tema na flash-interview da Sporttv: “Mais do que falarmos de coisinhas que deveríamos ter feito, que podíamos ter feito, a verdade é que nós demonstramos que, na bola parada, temos forçosamente que melhorar. Não há como fugir a isso. Nós estávamos alertados para isso, treinamos muito para que isso não acontecesse. A verdade é que nós nos últimos dois jogos sofremos golos únicos exclusivamente de bola parada. Os adversários não nos criam perigo de organização, digamos assim”.

Simão Duarte

Foto: Pedro Fontes – FCA

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Simão Duarte
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