
O Discurso Directo ouviu a opinião de representes sectoriais, sobre as medidas anunciadas ontem à noite, dia 17 de Setembro, pelo Primeiro Ministro, Luís Montenegro. São medidas para combater a crise de combustíveis, consequência das Guerras em curso na Europa e no Médio Oriente.
Reacção de Carlos Brandão, Presidente da AECA, Associação Empresarial de Cambra e Arouca
“O aumento dos combustíveis é um problema transversal e não apenas do setor dos transportes. Afeta as empresas que têm viaturas próprias, a logística, as deslocações comerciais e também os trabalhadores que todos os dias se deslocam para os seus locais de trabalho. As medidas anunciadas ajudam a atenuar a pressão imediata, mas as empresas de Arouca e Vale de Cambra precisam também de respostas estruturais que reduzam custos de contexto e lhes permitam continuar a investir, produzir e competir.
Acrescentaria apenas que há fatores externos que Portugal não controla, como as guerras, a instabilidade geopolítica, a pressão sobre a energia e as cadeias de abastecimento. Mas é precisamente por isso que as medidas internas devem ajudar a proteger a competitividade das empresas e o rendimento das famílias. As empresas de Arouca e Vale de Cambra estão habituadas a adaptar-se, mas não podem absorver indefinidamente aumentos sucessivos de custos sem impacto no investimento e na capacidade de competir.
Carlos Brandão é o actual presidente da AECA (Associação Empresarial de Cambra e Arouca). O engenheiro electrotécnico e empresário lidera a direcção da associação sediada em Arouca.

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