
Quem será o próximo candidato do Partido Socialista à Câmara de Arouca? Conversámos com algumas pessoas relacionadas com o Partido e surgem para já três nomes. Será que algum deles terá a capacidade de inverter a tendência de descida?
O primeiro nome que é referido é o da actual vice-presidente da C.M.A, Cláudia Oliveira que está em funções desde 2021. O principal argumento a favor é que tal como Margarida Belém sucedeu a Artur Neves, também ela irá suceder à actual presidente. Isso seria um argumento válido se o lugar de presidente fosse uma sucessão e se vivêssemos em monarquia, mas vivemos em democracia e ganha quem tem o melhor resultado nas eleições, portanto este é um argumento fraco para apontar a actual vice -presidente como sucessora. Quando se fala desta hipótese com pessoas ligadas ao partido Socialista há vozes a favor e vozes contra, dizem que tem anticorpos e nem todos apreciam a sua personalidade, em sua defesa também dizem que Cláudia Oliveira é muito exigente e competente e por isso não será tão popular.
Dentro do PS também referem como próximo candidato aquele que já foi o presidente de câmara, polémico porque apresentou projectos que engrandeceram Arouca na área do turismo e porque foi condenado a três anos de prisão (com pena suspensa) por prevaricação e falsificação de documentos, confirmou o Supremo Tribunal de Justiça em novembro de 2024. A condenação está relacionada com a adjudicação ilegal de obras no estádio local. Artur Neves é apontado como o candidato mais forte mas não será pelo Partido Socialista, possivelmente como Movimento de Cidadãos Independentes. Ainda dentro dos possíveis candidatos socialistas surge o nome do actual presidente da junta de freguesia de Mansores Jorge Daniel Correia Oliveira que está no terceiro mandato e a sua candidatura teve o apoio do PS.
Actualmente o presidente da Concelhia do PS em Arouca é Pedro Sousa que não deverá ser candidato, dizem alguns socialistas, primeiro porque não estará disponível, segundo porque não é tradição socialista em Arouca propor como candidato o responsável pela concelhia.
Facto é que os resultados não são os melhores e têm baixado de eleição para eleição, o PS em 2013 conseguiu 59,48% dos votos, em 2017 baixou ligeiramente para 55,20%, em 2012 baixou para 50% e em 2025 obteve 46%, em votos contados ficou a uma diferença de 433 votos do PSD, sendo certo que o PSD teve a concorrência do Chega que obteve 6,7% (961 votos).
O PSD tem vindo a subir de eleição para eleição, em 2013 obteve 28,35% dos votos, em 2017 subiu para 36,43%, em 2021 subiu para valores significativos com 41,27% e em 2025 ficou a 3% de diferença do PS e obteve 43,20% da votação. Se a tendência para subir se mantiver os Sociais-democratas estão bem posicionados. Não há uma regra absoluta de alternância no poder, mas é certo que o poder desgasta e a sociedade arouquense comece a pedir mudança.
No que respeita a candidatos, o PSD para já mantém o mesmo, Vítor Carvalho, um homem consensual, humanista e próximo da população. Não tem o perfil popular da actual presidente da Câmara de Arouca mas também não é esse o exemplo que querem seguir, antes pelo contrário. Dentro do PSD todos mostram vontade de actuar a nível de infra-estruturas, habitação e até educação como as cantinas escolares que preferem que tenham confecção própria.
Dois estilos completamente diferentes, uns mais virados para a captação de empresas e investimentos outros mais virados para os prémios e galardões turísticos, dizem alguns eleitores que não pertencem nem a um nem a outro partido.
Foto: Carlos Pinho
Margarida Ferreirinha

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