Professor de Moral e Religião, que lecionou em Arouca e foi acusado de praticar crimes de abuso sexual a menores arouquenses, foi libertado

A Polícia Judiciária (PJ) efetuou a detenção de um professor, de 45 anos de idade, pela suspeita de praticar «crimes de abuso sexual de menores dependentes, aliciamento de menores para fins sexuais e de pornografia de menores, de que foram vítimas três crianças», conforme consta no comunicado da PJ. Contudo, segundo informou o Jornal de Notícias, o mesmo, depois de ser presente a interrogatório no Tribunal de Santa Maria da Feira, foi libertado.

De acordo com o Jornal de Notícias, todos os menores aliciados são alunos de uma escola em Arouca, tendo idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos. O professor lecionava Educação Moral e Religiosa e pagava entre 100 a 200 euros a troco de imagens ou vídeos de cariz sexual.

«Na sala de aula, apurou o JN, o professor aliciava os jovens com conversas de teor sexual, para, depois, os contactar pelas redes sociais. Oferecia-lhes, então, entre cem e duzentos euros para que estes lhe enviassem fotografias e vídeos, em que estivessem a praticar atos sexuais. O docente aumentava o montante aos rapazes que concordassem em deslocar-se à sua residência para encontros de teor sexual.», refere o Jornal de Notícias.

Consta que a direção da escola arouquense obteve conhecimento deste caso e denunciou-o às autoridades «após conhecimento da existência de um vídeo em que o suspeito se encontrava em práticas sexuais explícitas com um jovem». Diz o JN que o vídeo, mesmo sendo de visualização única, foi gravado pelo jovem arouquense, que o mostrou a colegas e, posteriormente, o vídeo passou a circular pela comunidade escolar, até chegar à direção. Contudo, quando isso aconteceu, aponta o JN, «o ano letivo já tinha terminado e o suspeito colocado num novo estabelecimento escolar, em Oliveira de Azeméis».

Após a detenção do suspeito e apreensão do telemóvel, «que continha algumas das imagens e das conversas de teor sexual mantidas com os alunos», o JN informa que o professor foi a tribunal e, no final do interrogatório, «foi libertado», tendo ficado apenas «proibido de contactar com testemunhas e com os atuais alunos» e ainda «suspenso de funções e obrigado a apresentar-se, uma vez por semana, na esquadra».

Simão Duarte

Foto: Pexels

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