
Como apontamos na antevisão do encontro, o vencedor do FC Alverca x FC Arouca confirmava a manutenção na Primeira Liga. Ainda que os arouquenses tenham dominado na 1ª parte, mesmo tendo ido para o intervalo a perder, os Lobos de Arouca conseguiram voltar a empatar o jogo no arranque do 2º tempo. Ainda assim, foram derrotados por 2-1, sendo que o Alverca já confirmou a manutenção. Para o FC Arouca, esse cenário continua bem próximo, mas ainda não é oficial.
No que toca às escolhas do técnico Vasco Seabra, este optou por Matías Rocha para ocupar o lugar do castigado Javi Sánchez.
Neste duelo de FCA’s, foi o de Arouca quem entrou de pé na tábua, ao somar uma chance de enorme perigo ao minuto e meio de jogo. Pablo combinou com Djouahra pela meia-direita do ataque e, com a ajuda de um feliz ressalto, a bola acabou nos pés do camisola 10. No coração da área, fez a bola passar pelo guardião adversário, mas valeu um corte atento do capitão Sergi Gómez. Logo de seguida, aos 3’, Barbero encheu o pé ao aproveitar uma segunda bola, mas o esférico subiu muito.
Perante a boa entrada arouquense, os alverquenses, no 1º remate que efetuaram numa das primeiras aproximações, colocaram-se na frente do marcador. Após um canto, numa segunda vaga do ataque, Nabil, com conta, peso e medida, enviou a bola da direita para a zona do segundo poste. Naves ganhou a frente a Bas Kuipers e atirou-se para fazer o 1º golo do encontro de cabeça. Nabil esse que, quando recebe o passe antes de cruzar, estava em jogo por meros 14 centímetros.
Daí até ao intervalo, os arouquenses dominaram a partida, instalando-se no meio-campo adversário, mas nunca conseguiram bater a linha de 5 da defesa adversária. Os Lobos de Arouca tinham bola e faziam-na circular muito bem, criando várias vezes situações de superioridade numérica nos duelos, mas embarravam sempre no sólido bloco defensivo do Alverca. Para além disso, a aposta do Alverca pela velocidade nas alas em transições vertiginosas também levaram algum perigo, nas poucas ocasiões em que se sucederam.
Os arouquenses somaram alguns remates, mas todos esbarraram num defensor dos da casa. Exceção feita a um cabeceamento de Barbero, pelo quarto de hora de jogo, que passou por cima da trave, numa das poucas ocasiões em que a bola conseguiu entrar na área sem ser prontamente intercetada.
No arranque do 2º tempo, o Alverca ameaçou dilatar a vantagem, mas o remate rasteiro de Figueiredo acabou nas mãos de Arruabarrena. Os arouquenses, que não tinham conseguido entrar muitas vezes na área adversária no 1º tempo, testaram a opção de explorar a meia distância, que surtiu efeitos de excelência. Num golo para ver e rever, o neerlandês Espen van Ee ensaiou um grande pontapé do meio da rua e a bola só parou no fundo das redes. A trajetória ddo remate pareceu sofrer um desvio, que dificultou a vida a Matheus, mas, independentemente disso, o pontapé era já difícil de defender. O médio dedicou o golo a Puche, um dos ausentes do encontro. Fukui, o seu companheiro no centro do terreno, ensaiou de seguida dois disparos nessa mesma receita: um foi defendido com destreza por Matheus, o outro passou ao lado da baliza.
Pela hora de jogo, o paradigma começou-se a alterar, dado que o Alverca voltou a explorar as rápidas transições e foi conseguindo explorar espaços, essencialmente partindo do meio para as faixas. Os arouquenses foram procurando travar as transições, por vezes em faltas, que foram valendo alguns cartões.
Foi num desses lances que, à entrada para os últimos 20 minutos, o Alverca chegou ao 2-1. Pela esquerda, Chiquinho trocou as voltas a Matías Rocha e serviu o recém-entrado Marezi, que, junto ao 1º poste e solto de marcação, cabeceou para o fundo das malhas.
Um golo que levou Vasco Seabra a colocar a carne toda no assador, começando por refrescar o meio-campo e, logo de seguida, lançando para o campo o avançado Mayulu, passando a alinhar com dois pontas de lança. Uma estratégia que teve pouco tempo para surtir efeito, acabando mesmo por não conseguir superiorizar-se à defensiva do Alverca, que teve mais alma e calma por contar com o resultado a seu favor.
Com este desaire, os arouquenses terão de aguardar pela próxima jornada para confirmar a manutenção. Na jornada 32, o FC Arouca vai receber o Santa Clara, pelas 15h30 de sábado, dia 2 de maio.
Tempo de compensação: 2 minutos na 1ª parte, 5 na 2ª
Suplentes Alverca:
Mateus (GR), Spencer, Baseya (DF), Vasco.M, Zakaria.K, D.Gui (MD), Diarra, Marezi, Nuozzi (AT)
Suplentes Arouca:
Vinarcik (GR), D.Monteiro, Popovic, Danté (DF), P.Santos, Mateo (MD), Trezza, Mansilla, Mayulu (AT)
Ficaram de fora Valido, Nandín (lesão), J.Sánchez (suspensão), J.Silva, O.Fayed, Yellu, Puche (opção)
Substituições Alverca:
68 – Saíram S.Gómez e S.Lima, entraram Baseya e Marezi
82 – Saiu Figueiredo, entrou D.Gui
90 – Saíram Rhaldney e Chiquinho, entraram Spencer e Vasco.M
Substituições Arouca:
59 – Saiu Pablo, entrou Trezza
75 – Saíram van Ee e Lee, entraram P.Santos e Mateo
83 – Saíram Fukui e M.Rocha, entraram Mansilla e Mayulu
Arbitragem:
Diogo Rosa, Ricardo.C, Hugo.S e Flávio.D. No VAR, Rui Soares e Márcio.A
Disciplina Alverca: Sem registo
Disciplina Arouca:
Cartão amarelo a Esgaio (35), Fontán (61), M.Rocha (67), van Ee (70), Trezza (89)

Os onzes titulares de Alverca e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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