
Após o desaire, pela margem mínima (1-0), na deslocação a Famalicão, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, reforçou o crescimento da equipa, que terá de trazer pontos numa 2ª volta de campeonato onde a meta fixa é de fazer melhor que na temporada anterior.
Estas foram as questões colocadas ao técnico na flash-interview da SportTv:
“É bom é levar pontos e nós não levamos, levamos 0. A verdade é que nós defrontamos um adversário bom, competente. Eu acho que a 1ª parte foi muito dividida. Nós melhores com bola na 1ª parte do que o Famalicão, sempre a conseguirmos bater a pressão com qualidade e capacidade. Nos momentos em que entramos entrelinhas, não tivemos a capacidade para definir tão bem quanto nos é habitual, e por isso não terminamos tantas vezes na baliza com a mesma dificuldade para o Famalicão, porque acho que nos faltou só essa qualidade na definição, ou porque escorregávamos ou porque tropeçávamos na bola. E normalmente são jogadores altamente refinados, ou seja, conseguimos encontrá-los com qualidade.
Contra uma equipa que defende bem e ficou difícil da gente conseguir criar mais oportunidades. Acho que tivemos aproximações prometedoras e boas. Mas acho que tivemos, na 1ª parte, apesar de ser equilibrada, estivemos ligeiramente por cima.
Na 2ª parte, acho que o Famalicão aumenta a pressão, sobe um bocadinho mais as linhas e fica mais agressivo na pressão mais alta. Ainda assim, nós, nas vezes que conseguimos sair, temos as duas melhores oportunidades para conseguirmos abrir o jogo, a do Lee e a do Trezza. Uma do Lee, que vem de pontapé de baliza, em que desmontamos o Famalicão e conseguimos acabar na baliza. E depois a do Trezza que é, numa série de contra transições, que conseguimos também que ele acabe na cara do Carevic.
A verdade é que o Famalicão também tem mérito na pressão que faz, na forma como aumenta as linhas e nos cria dificuldades. E nós começamos ali num período, penso que 10 minutos antes do golo, estávamos a sentir algumas dificuldades. O Famalicão a empurrar-nos mais para trás. O Nacho (Arruabarrena) tem duas boas defesas também.
O jogo estava muito equilibrado, muito dividido. Nesse momento, o Famalicão ligeiramente por cima de nós. E acaba por fazer um golo de recarga, num remate do meio da rua. Mérito para o Rodrigo naturalmente, mas acaba por ser um golo ligeiramente fortuito, com o mérito que ele tem naturalmente, mas um golo que é difícil fazer porque a bola vem no ar, é um remate sem deixar cair.
Eu acho que a equipa competiu muito bem, acho que tivemos capacidade e competimos contra um adversário que é muito forte, mas é frustrante não levarmos pontos”.
“Aquilo que queríamos, e no momento em que metemos o Dylan (Nandín) também é um jogador com características diferentes do Barbero, precisamente para tentarmos encontrar esse espaço à profundidade, porque a linha estava muito alta do Famalicão.
A verdade é que nós precisávamos ter a bola aberta e não estava a ficar. A bola aberta, quero eu dizer, os nossos jogadores terem espaço para conseguirem ligar à frente. E não estávamos a conseguir encontrá-la, porque a pressão estava muito alta e nós estávamos a demorar um bocadinho de tempo no momento em que podíamos criar essa mobilidade, para que os nossos médios se pudessem virar para a frente. As vezes que conseguimos encontrá-la, acabamos na baliza, mas tivemos dificuldades em sair com tanta regularidade quanto nos é habitual”.
“Nós estamos à procura de consistência e de consolidação. A equipa já demonstra essa consistência, já demonstra energia para conseguir competir nos jogos, demonstra uma frieza muito forte no assumir do jogo e assumir a bola. Temos que nos penalizar por não termos conseguido fazer e termos concedido um golo. Infelizmente faz parte, mas nós não vivemos vitórias morais, vivemos de desempenhos e de comportamento que nos traduzam pontos e resultados.
A equipa tem vindo a demonstrar esse comportamento muito ligado, muito comprometido com todos e isso tem que nos dar pontos. Temos agora o jogo do Benfica, temos que conseguir conquistar e ir buscar esses pontos que não conquistamos agora”.
Já na sala de imprensa, ao efetuar uma análise ao encontro, o técnico vincou a ideia acima referida: “São duas boas equipas, que propuseram um jogo bom, muito disputado, competitivo, com uma energia alta. Acho que houve boas oportunidades para as duas equipas, sendo duas equipas difíceis de bater. O Famalicão muito agressivo, muito intenso. Nós também estivemos a um nível bom. Concordo com a sua afirmação de que o jogo podia ter dependido para qualquer um dos lados. Eu acho que, quem fizesse o golo primeiro, realmente partiria em vantagem grande, porque obrigaria o outro a ter que tomar as rédeas muito mais fortes e isso permitiria outro tipo de espaço. Infelizmente pendeu para o Famalicão. Orgulhosos da equipa, mas infelizmente temos que seguir, temos que conseguir pontuar, fazer mais pontos. A equipa está num momento forte em termos de proposta de jogo e em termos daquilo que faz em jogo, mas isso tem que nos traduzir pontos e acreditamos que eles vão regressar o mais rápido possível”.
Questionado sobre a meta para o que resta da temporada, o técnico confessou a meta de fazer melhor que na época passada: “Temos uma meta clara de tentarmos fazer melhor que o ano anterior, é atrás disso que a gente vai, um jogo de cada vez. Nós não gostamos de falar de manutenção, gostamos de falar de pontos conquistados para conseguirmos fazer melhor que o ano anterior. Temos capacidade e condições para isso, temos qualidade individual e coletiva para conseguirmos fazer, acreditamos muito no que vamos fazer. Estamos tristes pela derrota, mas estamos confiantes naquilo que vai ser esta 2ª volta”.
Simão Duarte
Foto: SportTv

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