
Num encontro claramente pautado pela organização de ambas as equipas, só um golaço quebrou tudo isso. Rodrigo Pinheiro disparou de fora da área, Arruabarrena pouco poderia ter feito, e os famalicenses marcaram assim o único golo do encontro, do qual o FC Arouca terminou como derrotado (1-0), mantendo-se a tradição da exigência destes jogos e a dificuldade em quebrar as organizações das duas equipas para marcar golos.
Em relação à última jornada, Vasco Seabra promoveu os regressos de van Ee e Lee Hyunju para os lugares de Pablo e Mansilla. Popovic ocupou o lugar de Javi Sánchez (a Sporttv informou que estava disponível, mas, já em Famalicão, teve de se ser riscado) e Diogo Monteiro manteve-se como lateral-direito, apesar de Esgaio ter regressado de castigo (não constou da ficha de jogo).
Como se previa, o cunho tático de ambas as equipas técnicas esteve bem vincado em todo o 1º tempo, explicando o porquê do desenvolvimento dos acontecimentos. Os arouquenses entraram bem na partida, com dois remates nos primeiros 5 minutos: Kuipers, aos 4, atirou à malha lateral. No minuto seguinte, Fukui aproveitou uma perda de bola a meio campo e, apanhando Carevic adiantado, enviou à bola na direção da baliza. O remate passou a rasar a trave!
Os da casa começaram a soltar-se do 9º minuto em diante, somando algumas chances, às quais Arruabarrena foi respondendo atentamente. Gil Dias, aos 9, e Elisor, aos 16, esbarraram nas mãos do guardião uruguaio. Já Joujou, aos 18 e em esforço, atirou às malhas laterais.
Durante a grande parte do 1º tempo, a pressão foi o fator diferenciador: isto porque ambas as equipas, com posse, conseguiam registar uma boa 1ª fase de construção de jogo, mas, regra geral, esbarravam na organização adversária na zona do meio campo. Quando libertavam-se e entravam no meio campo adversário, conseguiam chegar com bola a zonas próximas da área (denotar que o Famalicão canalizou a grande maioria das suas iniciativas pela faixa esquerda). Ora, como a organização de cada equipa não se quebrou, os remates foram escasseando a partir do minuto 20.
Aos 23, os arouquenses marcaram, mas o lance foi anulado por fora de jogo: van Ee avançou pela direita, tocou para Lee e Barbero colocou a bola no fundo das redes de calcanhar. Depois dessa chance, só existiu mais uma a destacar, um disparo de Rodrigo Pinheiro, dos famalicenses, ao lado.
O jogo partiu-se ligeiramente nos primeiros momentos do 2º tempo, mas as organizações táticas de ambas as equipas continuavam a prevalecer. E, nesse aspeto, os Lobos de Arouca estiveram melhor, já que não só conseguiram secar a frente de ataque famalicense como foram quem criou as melhores ocasiões. Ao minuto 54, numa boa transição rápida, a bola chegou aos pés de Lee que, em arco, atirou por cima.
Como a organização prevalecia, foi preciso aguardar uns quantos minutos até ao próximo lance de perigo. Aos 68, Nandín tocou para Trezza, que rompeu pelo meio da defensiva famalicense. Com um toque subtil, tentou o golo, mas Carevic conseguiu desviar para fora. Também Arruabarrena respondeu à altura aos 72, quando Roméo encheu o pé e o guardião rubricou uma boa intervenção. No canto que se seguiu a esse lance, voltou a agigantar-se, negando um golo certo a Abubakar, mostrando uma amostra das grandes defesas a que habituou os adeptos arouquenses, aquando da sua 1ª passagem pelo clube.
O quarto de hora final foi eletrizante, com os da casa a atacarem com todo o gás e os arouquenses a resistir. Roméo, aos 79, atirou de primeira na faixa direita, fazendo a bola passar a rasar o poste direito, num momento em que os arouquenses voltavam a não conseguir sair da sua metade de campo. Um prenúncio do que estaria por vir: aos 82, Rodrigo Pinheiro veio lançado para aproveitar um alívio da defensiva arouquense e encheu o pé, atirando para o fundo das redes. Arruabarrena nada poderia fazer desta vez, até porque ficou a ideia que o guardião não viu a bola sair do pé do lateral.
Soaram os sinais de alerta nos Lobos de Arouca, que procuraram refrescar-se e subir linhas: Nandín respondeu a um cruzamento de Danté, ao minuto 86, mas saiu com pouca força e Carevic encaixou. Foi a única chance possível, dado o pouco tempo disponível e a muralha defensiva adversária. Os da casa, por Realpe, ainda levaram Arruabarrena a rubricar uma nova grande defesa.
Após a ida ao terreno do líder Porto, os arouquenses sofreram o 2º desaire consecutivo antes da receção ao Benfica, pelas 20h30 do próximo sábado, dia 14 de março. Os arouquenses mantém-se, à condição, em 11º lugar, com os mesmos 26 pontos.
Tempo de compensação: 1 minuto na 1ª parte, 4 na 2ª
Suplentes Famalicão:
Zlobin(GR), G.Garcia, Realpe, Bondo (DF), Omar.M, G.Pastor (MD), P.Santos, Abubakar, Beney (AT)
Suplentes Arouca:
Valido (GR), J.Silva, M,Rocha, Danté (DF), Pablo, Yellu (MD), Nandín, Puche, Mansilla (AT)
Ficaram de fora M.Flores (lesão), Vinarcik, Fayed, J.Sánchez, Esgaio, P.Santos, Batata, Mayulu (opção)
Substituições Famalicão:
66 – Saíram Elisor, Gil.D e Marcos.P, entraram Abubakar, Roméo e Pedro.S
89 – Saiu Joujou, entrou Realpe
Substituições Arouca:
61 – Saiu Barbero, entrou Nandín
75 – Saiu Trezza, entrou Pablo
83 – Saíram D.Monteiro, Kuipers e Lee Hyunju, entraram J.Silva, Danté e Puche
Arbitragem:
António Nobre, Nélson.P, Francisco.P e João.P. No VAR, Rui Silva e Álvaro.M
Disciplina Famalicão:
Cartão amarelo a de Amorim (84)
Disciplina Arouca:
Cartão amarelo a Barbero (51)

Os onzes iniciais de Famalicão e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Pedro Fontes – FCA

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