Manuel Bastos: morreu o mestre da doçaria conventual

A morte de Manuel da Silva Bastos foi conhecida na passada segunda-feira, dia de Ano Novo. Arouca ficou mais pobre perdendo aquele que ao longo das últimas décadas cultivou a preceito a arte secular dos doces conventuais, que se constituíram como verdadeiros ‘ex-libris’ das terras de Santa Mafalda. O contributo para a recuperação e divulgação dos doces foi sempre reconhecido. A abertura da Casa dos Doces Conventuais, no coração da Vila, contribuiu e muito para a ascensão dessa notoriedade.

Numa entrevista que nos concedeu em janeiro de 2022, Manuel da Silva Bastos fez “uma retrospetiva da sua rica e frutífera carreira, partilhando curiosidades e experiências”, onde revelou que todas as receitas de doçaria conventual chegaram até si por via de tradição familiar: “quem me ensinou foi a minha mãe, e por sua vez, quem ensinou à minha mãe foi a afilhada de uma das últimas duas monjas, que havia sido sua dama de companhia”.

O seu primeiro negócio aconteceu por volta dos anos 70, na sua moradia, na Vila. Na altura da referida entrevista fez salientar que “todos os doces que a marca Manuel da Silva Bastos fábrica são «receitas do Mosteiro», como Barrigas de freira, Manjar de Língua, Arroz de casamento, Charutos, Castanhas doces, Roscas, Morcelas, Bolas, Pão de São Bernardo, aprendidas e herdadas da maneira que anteriormente foi referida, à exceção das Pedras parideiras, os Ovos de pega e a Pedra broa, iguarias produzidas posteriormente.

Foto: Carlos Pinho

*Para ler a notícia completa adquira a nossa edição impressa, sexta-feira (5 de janeiro) nas bancas;

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Oscar Brandão
Discurso Direto
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