Arouquenses têm criticado a poluição visível no Rio Paiva e no Frades

Deputado municipal Pedro Bastos registou, no local, o panorama e apresentou nova queixa

Há já algum tempo que os arouquenses têm discutido, na praça pública e nos locais das decisões políticas (Assembleia Municipal), a visível poluição que é encontrada no Rio Paiva e também no Rio de Frades. Nas redes sociais, especialmente no Facebook, multiplicam-se as publicações e comentários acerca desta tema, sendo que, das várias críticas, há um ponto de concordância entre os arouquenses: exigem que as autoridades competentes resolvam a situação, que consideram ser vergonhosa e triste.

Pedro Bastos, deputado municipal do CDS-PP eleito pela coligação «Primeiro Arouca», deslocou-se recentemente a ambos os rios e, mesmo que as imagens falem por si, deixou também algumas palavras nas publicações que efetuou.

No Paiva, encontrou «espuma acumulada junto às margens e entre as rochas», a qual «era visível em vários locais». Para além disto, referiu também «o cheiro intenso e desagradável que a água apresentava». No de Frades, encontrou um cenário idêntico, como as fotografias o comprovam, dada a cor do rio e a espuma.

Também Óscar Valério mostrou o estado do Rio Paiva, existindo banhistas que, apesar da visível poluição, não se inibiram de nadar.

Já no Rio de Frades, Pedro Bastos declarou ter percorrido «os diversos afluentes que conheço e que desaguam no Rio de Frades», para poder «identificar a eventual origem da ocorrência». «Em todos eles a água apresentava características normais, com exceção de um afluente da Ribeira de Tebilhão», referiu, salientando de seguida que encontrou, no seguimento desse afluente para montante, «uma obra atualmente em execução junto à linha de água. Nas proximidades foi possível observar movimentações de terras, materiais finos suscetíveis de arrastamento e vestígios que aparentam indicar uma recente mobilização de sedimentos para o curso de água por motivos desconhecidos».

Preferiu, por não dispor de «elementos que permitam afirmar a origem da ocorrência», apontar o dedo a uma entidade em específico, mas considerou que existe «uma possibilidade de relação entre os trabalhos em curso e a alteração observada na qualidade da água». Como tal, declarou ter efetuado «participação formal à Agência Portuguesa do Ambiente, SEPNA/GNR, Município de Arouca e Junta de Freguesia, solicitando a realização de averiguações e inspeção aos cursos de água alterados».

Este cenário mantém-se neste estado há já algum tempo, tendo inclusive motivado uma denúncia de Pedro Bastos à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em setembro de 2025. Pouco falta para que esta denúncia faça um ano, mas o objeto da mesma mantém-se inalterável.

Simão Duarte

Fotos: Pedro Bastos e Óscar Valério

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