1 ano de Mandato

Por: Artur Miler

Foi no dia 8 de outubro de 2021 que os novos órgãos autárquicos tomaram posse no Município de Arouca, tendo feito este mês um ano de mandato. Foram vários os autarcas que assinalaram este facto, sendo também natural que se faça uma espécie de balanço do que até aqui foi realizado.

Em Arouca, a tomada de posse dos novos órgãos autárquicos ficou marcada pela eleição de uma nova Mesa da Assembleia Municipal da Coligação “Agora os Arouquenses” e pela entrada em funções de uma nova Vice-Presidente da autarquia e de um novo Vereador no que ao executivo socialista diz respeito. A sensação que foi transmitida é de uma certa continuidade, mas com novos protagonistas na equipa, que têm a missão de governar o município. E se existe uma sensação é a de que, de facto, pouco mudou. Pouco mudou no que à visão para o município e na vida das pessoas diz respeito. Infelizmente, diga-se, porque o mundo mudou e muito. Acabamos recentemente de enfrentar uma pandemia e estamos neste momento a viver uma guerra na Europa, com impactos muito concretos e reais na vida das pessoas, cujas consequências exigem soluções por parte dos governantes que permitam contornar as adversidades, de acordo com as suas responsabilidades governativas que, no caso das autarquias, acrescem com o processo de descentralização de competências a avançar em cada vez mais áreas.

Recentemente tive oportunidade de participar em alguns think thank organizados por entidades independentes e de renome cujo objetivo é pensar o futuro de Portugal, organizar ideias, comungar esforços entre a sociedade civil, a academia e as empresas de forma a poder oferecer soluções aos nossos governantes para podermos ver o nosso país a crescer. Num deles, denominado “Portugal por Inteiro”, dinamizado pela AEP, cujo primeiro tema do ciclo de debates incidiu sobre o território e as pessoas, foi exposto um diagnóstico do país relativamente aos índices demográficos e ao valor dessa informação, mais propriamente o quão preciosa é. Nesse diagnóstico, é notória a progressiva perda de população em grande parte do território português fora dos grandes centros, nomeadamente em Arouca, apesar de pertencer à Área Metropolitana do Porto.

Um dos desafios lançados é o de pensar fora da caixa, pensar no fenómeno da imigração como um fator essencial de conseguirmos, por um lado, estancar a perda demográfica e, por outro, conseguir mão de obra necessária e vital para aumentarmos a nossa produtividade.  Retomando o balanço no que concerne ao nosso município, ligando com alguns dos temas e desafios lançados por estes fóruns, a sensação que fica é a de que o município continua com a mesma visão de há muitos anos. O executivo socialista continua a querer aplicar a mesma receita quando os desafios que se afiguram exigem soluções diferentes e mais inovadoras. Exigem visão e arrojo. Este sentimento de continuarmos a trabalhar para os mesmos prémios e com o foco num determinado setor acaba por não transmitir a confiança necessária na fixação dos nossos jovens e na atração de novas famílias para viver e trabalhar em Arouca por forma a tornar o nosso município economicamente pujante.

O Município de Arouca é dotado de condições únicas, pelas suas gentes e pelo seu magnífico território. O executivo socialista, com a descentralização, assume mais responsabilidades, mas ao mesmo tempo deve encarar como uma oportunidade de dar um novo impulso. Esperemos que, no próximo balanço, alguns destes desafios sejam assimilados.

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Artur Miler
Discurso Direto
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