
A relação entre o Cante alentejano e o 25 de Abril vai muito para além da senha “Grândola Vila Morena”. O Cante foi um símbolo de resistência e de identidade, uma afirmação cultural, uma denúncia silenciosa das vidas difíceis e da dureza do trabalho, no Alentejo. Com a liberdade, veio a possibilidade de as mulheres também o cantarem, e multiplicaram-se os grupos de Cante, num caminho que culminou no reconhecimento, desde 2014, pela UNESCO, como Património Cultural e Imaterial da Humanidade.
Pedro Mestre é um dos rostos deste caminho. Com 25 anos de carreira, tem sido um verdadeiro guardião do Cante, ao fundar e ensaiar corais alentejanos, mas também ao trazer novas gerações para esta música tradicional do Alentejo, ao levá-la às escolas, onde, desde 2006, ensina a tradição a alunos do 1.º ciclo, no Baixo Alentejo.
No concerto comemorativo do 25 de Abril, actuou também o Orfeão de Arouca, numa partilha de estilos, entre o Cante e o Cancioneiro de Arouca.
Fotos: Carlos Pinho



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