Vereador Rui Vilar, deputado Pedro Bastos e vários arouquenses deixaram críticas aos constrangimentos no Serviço de Urgência Básica de Arouca

A área da Saúde vive um contraste em Arouca: por um lado, a Unidade de Saúde de Chave foi requalificada e já está em funcionamento; a obra do Parque da Saúde segue a bom ritmo; o Centro de Saúde de Arouca realiza exames pré-operatórios, evitando deslocações dos utentes ao Hospital S.Sebastião. Mas há um tema, que tem gerado cada vez mais críticas e, tendo em conta os relatos dos arouquenses, vem-se arrastando há já algum tempo.

O tema foi levantado por Rui Vilar, vereador sem pelouros do atual executivo, em Reunião de Câmara, apontando a existência de « constrangimentos que se verificam no acesso ao Serviço de Urgência Básica de Arouca», tendo o mesmo questionado «se a Câmara tem conhecimento da situação e, em caso afirmativo, que medidas têm sido tomadas para a minimizar». Margarida Belém apontou que «têm chegado notícias positivas e negativas, destas se dando nota à Direção da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga, com o pedido de adoção de medidas que possam eliminar esses constrangimentos», como consta na ata da Reunião de Câmara do dia 7 de abril.

Rui Vilar voltou ao tema no passado dia 23. No seu entender, a «quase obrigatoriedade da triagem por telefone», que é uma das alterações que têm sido amplamente referidas pelos arouquenses, tem levado «muitos utentes a serem encaminhados para outros serviços, resultando numa DIMINUIÇÃO SIGNIFICATIVA da utilização de um serviço que é essencial para a nossa população», escreveu, numa publicação no Facebook.

O vereador do PSD recordou que «já em julho do ano passado, reunimos com o Conselho de Administração da ULS Entre o Douro e Vouga precisamente para alertar para estes riscos. Infelizmente, os relatos que continuam a chegar-nos confirmam que os CONSTRANGIMENTOS CONTINUAM». Apontou também que é inaceitável que «nos venham dizer que é necessário REDUZIR O HORÁRIO de funcionamento, atualmente assegurado 24 horas por dia, ou, no limite, ENCERRAR O SERVIÇO, com base numa quebra de procura que resulta, em grande medida, das dificuldades de acesso impostas pelo próprio modelo».

A publicação mereceu várias reações, entre as quais a do deputado municipal do CDS-PP, Pedro Bastos, que recordou intervenções feitas por si em 2024 a esse propósito. «Infelizmente, o Município não deu a devida importância a estes sinais nem adotou, até ao momento, medidas concretas para contrariar esta tendência. Hoje estamos precisamente perante o cenário que foi antecipado: menos acesso, menos utentes e um serviço essencial cada vez mais fragilizado. É por isso fundamental assumir responsabilidades e, acima de tudo, agir, enquanto ainda vamos a tempo de defender um serviço que é vital para a população de Arouca», apontou.

Também os arouquenses, de um modo geral, deixaram dezenas de comentários, todos eles mostrando desagrado para com a situação. Deixamos abaixo alguns dos comentários efetuados:

  • «Agora fala-se cada vez mais em chamadas e consultas por videochamada… mas alguém parou para pensar na realidade? Temos pessoas, sobretudo mais idosas, que nem sequer sabem usar um smartphone. Como é que se espera que consigam aceder a cuidados de saúde assim?»
  • «Já há algum tempo que aconteceu comigo, liguei para a saúde 24… e queriam encaminhar para um centro de saúde na feira. Eu expliquei que tinha cá em Arouca, e diziam que não aparecia lá no sistema… A muito custo lá consegui explicar que tínhamos serviço de urgência, e ainda assim, quase que não me encaminhavam para as urgências de Arouca…»
  • «Muitos de nós já sentimos na pele estas dificuldades de acesso. Defender a nossa Urgência Básica 24h é defender a segurança de todos os arouquenses. É fundamental denunciar estes constrangimentos antes que seja tarde demais.»

Simão Duarte

Foto: Município de Arouca

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Simão Duarte
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