
A equipa do FC Arouca já se encontra em São Miguel, onde irá defrontar, às 20h30 desta noite, o Santa Clara, que se encontra no lugar imediatamente acima do FCA. Separadas por 3 pontos, este duelo será o 3º que os açorianos irão fazer num espaço de 5 dias: deslocaram-se a Braga na segunda (derrota por 1-0), receberam na quinta o Sporting, para a Taça de Portugal, um jogo polémico, que continuará a dar que falar e que foi a prolongamento. Com cinco baixas e desgaste acumulado no plantel, não será surpreendente se a equipa adversária apresentar algumas limitações/desgaste físico.
Se o Santa Clara vem de duas derrotas seguidas, os arouquenses conseguiram finalmente quebrar o longo ciclo de desaires, na receção ao Alverca (1-0), a qual terminaram como vencedores e sem sofrer qualquer golo, algo que ainda não havia acontecido esta temporada. Em caso de novo triunfo, o segundo consecutivo, a equipa de Terras de Santa Mafalda irá saltar para o 13º lugar.
O histórico de confrontos dá vantagem aos arouquenses, que venceram metade dos encontros: 8, se olharmos para o histórico de todas as competições (16 jogos) e 3, se tivermos em atenção apenas os 6 duelos para a Liga Portugal. Porém, se olharmos apenas para os jogos em casa do Santa Clara, de um modo global, o empate é rei (4), mas segue-se uma ligeira vantagem dos da casa, com 3 vitórias, perante duas do FC Arouca. Para a Liga, em São Miguel foram jogados 3 duelos, com 2 a terminarem com triunfo caseiro e só um (22/23) foi vencido pelos arouquenses.
Mateo Flores, ainda a recuperar de lesão (o regresso estará para breve), e Amadou Danté, que se encontra ao serviço da sua seleção no CAN, são as únicas ausências dos arouquenses para este encontro.
Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, efetuou uma análise ao adversário e à fase atual do mesmo e garantiu que ninguém se deixou deslumbrar pelo triunfo frente ao Alverca, salientando que é preciso continuar a trabalhar afincadamente.
Estas foram algumas das questões que lhe foram colocadas:
“Pusemos fim a um ciclo que não queríamos e demonstramos, nesse momento, resiliência, confiança no processo e crescimento dentro da adversidade. Isso foi um momento de festejo naquele dia, e depois a seguir de responsabilização, porque aquilo que fizemos não chega e temos que continuar a fazer mais e melhor semana após semana para conseguirmos atingir aquilo que nos propusemos, que sentimos que temos capacidade interna para fazer e que também a exigência da competição assim obriga.
É um campeonato muito competitivo, muito difícil, que nos obriga a estar sempre em alerta e sempre no limite. Conquistamos uma quebra num momento que não gostávamos, agora queremos entrar num momento que desejamos positivo. Para isso temos que nos entregarmos com tudo e aumentarmos essa exigência e resiliência que mostramos lá atrás, trazê-la para agora e aumentá-la.”
“Equipa difícil, demonstrou ainda agora nestes últimos dois jogos, contra Braga e Sporting. Muito combativa, muito competente, capaz de jogar também, nestes últimos dois jogos, de uma determinada forma, noutros para trás de outra. Portanto, capacidade para poder jogar em diferentes sistemas e nuances que trazem ao jogo também diferentes posicionamentos, num campo que é sempre tradicionalmente muito complicado de jogar.
Nós temos que tentar explorar aquilo que nós sentimos que podem ser espaços para nós e tentar nos proteger desses mesmos ataques que o Santa Clara faz e dessas formas de jogar que provavelmente poderão acontecer no jogo. Foco muito grande, equipa muito difícil, momento importante nosso que fizemos no último jogo, consistência para darmos continuidade.”
“Compreendo a pergunta, mas nós sentíamos que a equipa estava resiliente, que não largou nunca o processo, e nós sentíamos que, às vezes, incidências do jogo aconteciam-nos quase sem nós sermos provocados a tal. Eram coisas que, às vezes, aconteciam quase no caos do jogo, que nos fugiam muitas das vezes em alguns momentos. Por vezes, parecem socos no estômago, mas que nos tornam também mais fortes e mais capazes de superar.”
Nós sempre dissemos que a nossa equipa tinha uma coisa que era comum a este clube, que é não ficar no chão, em desespero, em sentimento de vitimização. Nunca foi o nosso foco, não é esse o espírito desta casa, nunca vejo aqui ninguém a vitimizar-se de que aconteceu isto, que aconteceu aquilo, somos uns coitadinhos, está tudo a acontecer-nos,
O nosso espírito foi, está difícil, está duro, temos que combater, temos que lutar, temos que ser nós a conseguir com as nossas garras ir lá e fazer mudar as coisas. Demorou, foi duro. Mostrou-nos uma coisa: nós não queremos voltar ali, e como não queremos voltar ali, queremos agarrar-nos à responsabilidade de, essas mesmas sensações foram positivas para nós, é claro que ganhar é maravilhoso, é aquilo que nós buscamos e procuramos todas as semanas. Agarrar nessas sensações e percebermos, responsabilidade total, porque não queremos voltar de onde estivemos e sabemos que é mau, e este que é o lugar bom, temos que dar tudo para nos mantermos nele, é a narrativa que fazemos entre nós.”
“Queria, gostava e continuo a ter uma convicção grande de que eles vão fazer vários golos cada um. Eu quero ganhar jogos junto com a minha equipa e com o meu grupo e com o clube, mas obviamente que, para o ponta de lança, fazer golos, é um momento de êxtase e eles vivem também desses golos.
Tenho a certeza que eles têm dado tudo pela equipa, têm ajudado muito e aquilo que lhes falta é a cereja no topo do bolo para poderem desfrutar. O treinador reconhece-lhes o esforço que eles dão, aquilo de que vive um ponto de lança e que sei que os valoriza e que sei que os entusiasma e os leva ao êxtase, é o golo. Eu acredito que ele (o golo) está a tardar em aparecer, quando aparecer vai criar-lhes também mais naturalidade nas decisões e nas finalizações deles. Tenho essa confiança neles e ficava feliz que a gente pudesse ganhar com golos deles.”

Onzes prováveis de Santa Clara e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: CD Santa Clara

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