FC Arouca desloca-se a Fafe em busca de regressar às vitórias e seguir em frente na Taça de Portugal

Primeiro encontro entre justiceiros e arouquenses, bem como o primeiro duelo entre os irmãos Pinto

Pelas duas da tarde deste domingo, dia 23 de novembro, o FC Arouca regressa à competição, cumprida que está a pausa para seleções. O adversário é a AD Fafe, num confronto inédito, tanto entre os dois clubes como entre os dois irmãos Gonçalo Pinto (AD Fafe) e Alex Pinto (FC Arouca). A partida terá transmissão televisiva no Canal11.

O Estádio Municipal de Fafe, com capacidade para 4000 pessoas, será o palco do encontro inédito, já que AD Fafe e FC Arouca nunca se defrontaram. Os Justiceiros militam na Liga 3, Série A, na qual se encontram atualmente em 6º lugar (num universo de 10 equipas), com 13 pontos, os mesmos do 4º classificado (o primeiro dos quatro lugares de apuramento de campeão) AD Sanjoanense. Mário Ferreira é o homem do leme, sendo que o técnico, que tem apenas 30 anos de idade, sucedeu a Joel Sampaio, que saiu após as quatro primeiras jornadas onde não conseguiu qualquer vitória (dois empates, duas derrotas). O plantel conta com individualidades com qualidade, tais como, por exemplo, o lateral direito Diogo Castro e o avançado Théo Fonseca.

Do lado arouquense, os comandados de Vasco Seabra procurarão triunfar e avançar na Taça de Portugal, uma prova onde os arouquenses, num passado recente, têm tido sucesso: nas últimas três temporadas, os arouquenses chegaram aos oitavos de final por duas vezes. Uma vitória em Fafe será também fundamental para os arouquenses quebrarem o ciclo recente negativo de três derrotas consecutivas.

Vasco Seabra: “Todos nós temos consciência que jogamos bem, que produzimos muito, mas já não chega falarmos disso. Nós precisamos de pontos, de vitórias”

Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, efetuou uma análise ao adversário e deu o seu parecer quanto ao momento que a sua equipa vive, vincando a necessidade de uma atitude forte para lutar por resultados positivos. Todo o plantel, exceto Mateo Flores, está disponível e pronto para ir a jogo. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico:

  • Desafios que o Fafe poderá colocar e os recentes resultados do FC Arouca

“Temos que fazer mais e falar menos. Todos nós estamos muito centrados nisso, no que temos que fazer. E quando digo falar, não tem a ver com falar para o ar. Todos nós temos consciência que jogamos bem, que produzimos muito, mas já não chega falarmos disso. Nós precisamos de pontos, de vitórias, de ganhar jogos. E, portanto, é essa convicção e essa confiança que nós sentimos no plantel e, portanto, que é um desafio comum.

Eu apresento-me como líder da equipa, mas é um sentimento comum. É o sentimento dos meus jogadores, é o sentimento da equipa técnica, é o sentimento do clube. Portanto, temos uma vontade muito grande de competir, de jogar para ganhar e de, obviamente, chegarmos ao final do jogo e conseguirmos ganhar.

Relativamente ao Fafe, equipa boa, de há uns jogos para cá, principalmente após a mudança de treinador, começou a ter resultados muito positivos. É uma equipa que vem de uma sequência muito boa de vitórias e, principalmente em casa, muitas vitórias seguidas.

Portanto, é uma equipa bem treinada, boa equipa, bons jogadores. Jogadores que já passaram na primeira liga, alguns, inclusivamente, que já foram meus jogadores. Por isso, conheço bem o plantel, conheço a equipa. Os nossos jogadores estão alertados para as dificuldades. Já eliminou, também, uma equipa de Primeira Liga (Moreirense).

Sabemos que é um desafio de exigência elevada e que, muito mais até do que aquilo que o Fafe representa, que é muito, tem a ver com os nossos desafios pessoais e com a forma como nós queremos seguir na eliminatória, como queremos marcar, também, a vitória para que seja, também, um cerrar de ciclo que não é positivo e, portanto, vincular-nos àquilo que é a vitória, que é a aura positiva.”

  • Mudanças no onze

“Vamos entrar com aquele que é, na minha opinião, o melhor onze para poder iniciar o jogo e competir com o Fafe, e os jogadores que irão para o banco, com possibilidade de poderem entrar, exatamente na mesma perspetiva.

É um jogo que nós encaramos como, ainda por cima vimos da paragem, em que precisamos de competir, de ter a equipa na máxima força e onde precisamos de ter as nossas rotinas, o nosso jogo, a nossa identidade bem clara, bem marcada e, essencialmente, a atitude e a forma como colocamos a nossa predisposição para fazermos todas as coisas. É nesse sentido que a gente quer ir. Portanto, vamos com a máxima força, temos só o Mateo de fora, lesionado. Temos o plantel todo à disposição. Por isso, vamos com uma energia muito grande e uma vontade muito grande de seguirmos na eliminatória e de vencermos.”

  • Como foram as semanas de paragem?

“Nós, ano passado, batemos um recorde em que tivemos oito jogos sem perdermos e, nesse momento, não entramos em bajulação, em olharmos para o espelho e nos encantarmos com aquilo que víamos. Sabíamos que tínhamos de seguir na mesma onda de trabalho.

Se me perguntar se todos nós preferimos trabalhar sobre vitórias, é naturalmente mais fácil, é mais saudável. A energia entra sem nós termos de fazer esforço nenhum para o acontecer, porque ela vem. É exatamente como num relacionamento, quando as coisas estão muito bem, ou no nosso trabalho, no trabalho de todos. Portanto, isso é uma coisa comum e é natural.

A verdade é que nós também não podemos entrar e não permitimos que isso aconteça, de entrarmos em depressão e num ciclo de acharmos que está tudo mal o que estávamos a fazer.

Nós sabemos que temos um processo muito claro. O clube também identifica esse mesmo processo. Os jogadores identificam esse processo. Portanto, seguimos todos muito orientados para aquilo que queremos. Os resultados não condisseram com aquilo que nós queríamos, obviamente, porque ninguém quer perder.

Nós queríamos estar melhor classificados na Liga, queríamos ter menos derrotas e mais vitórias. Não há como fugir disso, mas não fazemos disso um drama, fazemos disso uma oportunidade para nos desafiarmos internamente a que, nesses momentos em que estamos mais frágeis e nos sentimos eventualmente um bocadinho menos com aquela sensação de que conseguimos fazer as coisas, que seja essa oportunidade para nós provarmos que, quando passamos essa adversidade, nós vamos estar mais fortes para, a médio prazo e a longo prazo, fazermos uma época da forma como a gente quer, com a consistência que a gente quer e ir para os lugares também que a gente quer.”

Simão Duarte

Foto: AD Fafe

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Simão Duarte
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