
Helena Jacinto recorreu ao Facebook para dar conhecimento público das falhas que se têm registado nos serviços de transporte escolar. Na sexta-feira, dia 2 de outubro, declarou que «na semana passada, por duas vezes, não houve motorista disponível para assegurar o regresso das crianças a casa», referindo-se especificamente à linha Arouca-Rio de Frades, numa situação que se repetiu na semana em que efetuou a publicação.
«Esta semana, a situação voltou a repetir-se: durante dois dias consecutivos, as crianças ficaram cerca de uma hora à espera do autocarro de manhã, chegando atrasadas às aulas. Estamos a falar de crianças que dependem diariamente deste transporte para poderem ir à escola. Não é aceitável que tenham de ficar à espera durante tanto tempo ou que, por falta de motorista, fiquem sem transporte para regressar a casa. Esta situação está a causar preocupação e transtornos não só aos alunos, mas também às suas famílias», pode ler-se na publicação em questão.
Contactada pelo Discurso Directo, Helena Jacinto afirmou-nos que a Rede UNIR e o Município de Arouca têm conhecimento desta situação, sendo que a UNIR pediu «desculpas pelo sucedido e prometeram averiguar a situação e tentar resolvê-la o mais rapidamente possível», enquanto o Município apontou que «não poderiam fazer nada, porque o transporte é da responsabilidade da Área Metropolitana do Porto».
Apontou que esta situação é um claro contraste do que se verificava nos anos anteriores, onde «funcionou sempre bem» e destacou também a responsabilidade e o cuidado dos motoristas que faziam essas viagens.
Por fim, detalhou ao pormenor um dos casos que se sucederam: «Desde que começou o ano letivo, todos os dias têm sido assim. Na quinta e na sexta, o autocarro veio buscar as crianças às 7h55, e as crianças já estavam à espera do autocarro desde as 7h05. À noite, umas vezes deixa as crianças na Ponte de Telhe, como aconteceu na quinta e que uma criança ligou a chorar para a mãe a ir buscar à Ponte de Telhe, porque o motorista disse que iam aí ficar porque não tinha tempo para vir a Rio de Frades. Já por 3 vezes que a minha filha teve que ir de propósito levar o irmão e o primo à escola para não chegarem atrasados».
Nos comentários dessa publicação, tanto na original mas também nas partilhas que foram feitas, há dois breves relatos de arouquenses que apontam a existência de falhas também em Mansores e também a linha 1020 (Rossio-Escariz).
Simão Duarte
Foto Arquivo: UNIR

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