Variante Arouca – Feira: a perspetiva de deputados municipais quanto à mais recente notícia

No dia 20 de fevereiro, registaram-se avanços relativamente à 3ª Fase da Variante Arouca-Feira: a portaria n.º 91/2026/2, emitida pela Presidência do Conselho de Ministros e Finanças – Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento e Gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas, atribui valores concretos para inúmeras obras, entre as quais a da Variante Arouca/Feira. Trata-se de um valor total de 1 milhão e 200 mil euros, distribuído por 2026, 2027 e 2028 (456 500 €, 693 500 € e 50 000 €, respetivamente).

Sendo um assunto de extrema importância e uma das principais reivindicações dos arouquenses, de há largos anos, compilamos nesta notícia a reação/a perspetiva de várias personalidades da vida política local, a saber: Rui Vilar (PSD), Pedro Sousa (PS), Pedro Bastos (CDS) e o Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal.

Rui Vilar (PSD)

Numa publicação no seu Facebook, começou por recordar a sua reação ao despacho de declaração de utilidade pública de expropriações referentes à 2ª Fase, tendo, à data, apontado que se tratava de um “passo decisivo” para a obra avançar. A publicação da Portaria nº91/2026, no seu entender, “vem agora dissipar dúvidas, aquele passo era fundamental para se dar agora este”.

“Depois da Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/2025, depois do despacho de utilidade pública e urgência das expropriações ainda da 2.ª fase, surge agora a portaria que permite cabimentar e executar a despesa com estudos e ações preparatórias para a 3.ª fase. É assim que as obras públicas avançam. Passo a passo, com base legal, técnica e orçamental”, fundamentou de seguida.

Deixou uma nota final, referindo que “A Variante não se faz com comentários nas redes sociais. Faz-se com decisões formais, publicações em Diário da República e compromisso político consistente. Consistente, seja qual for a “cor” do Governo. E é isso que sempre fizemos e é isso que está a acontecer”.

Pedro Sousa (PS)

Contactado pelo nosso jornal, o deputado municipal do PS assinalou que a Portaria acima referida “é um sinal positivo relativamente à possibilidade de aspirarmos a ver construída o referido troço”. Optou por ser cauteloso, considerando este sinal “positivo, mas mínimo” e que há algo que “nos deve deixar em alerta”. mesmo sabendo de antemão da necessidade destes estudos, o atual Ministro das Obras Públicas não teve pejo em garantir em outubro passado que iria ser lançado o concurso para o projeto de execução em poucas semanas. Ora, sabendo da necessidade de anos de estudos, porquê esta ligeireza em prometer tal concurso?”, inquiriu.

Apontou de seguida que “os estudos referidos, além terem duração prevista de 4 anos, referem-se a um grupo de 16 obras chamadas prioritárias”, pelo que Pedro Sousa entende que “significará, muito provavelmente e dado o volume de investimento que as 16 obras significam, que há o risco de várias ficarem por fazer ou atrasarem-se ad aeternum”.

Em conclusão, e salientando a duração dos estudos e as declarações públicas do Ministro das Obras Públicas, terminou declarando que “há que registar positivamente este passo”.

Pedro Bastos (CDS)

Em declarações ao nosso jornal, na qualidade de deputado municipal do CDS, começou por reafirmar que a Variante é “uma infraestrutura há muito reclamada e absolutamente vital para o desenvolvimento do território”, cuja concretização da obra “deve ser acompanhada de um compromisso institucional claro, rigoroso e responsável quanto aos prazos de execução”.

No seu entender, “a definição de um espaço-canal com expressão territorial significativa acarreta inevitavelmente condicionamentos relevantes para os proprietários e para a dinâmica económica local”, pelo que, tanto o Governo como a Autarquia devem assegurar “previsibilidade, seriedade e rigor nas datas e nas fases de evolução do processo, de modo a minimizar o impacto sobre as populações afetadas”, até porque “a manutenção prolongada de incerteza ou indefinição penaliza diretamente cidadãos e investimentos”.

Apontou para o território de Mansores, “onde o espaço-canal incide sobre diversas classificações de solo e poderá interferir transversalmente com legítimas expectativas e iniciativas dos particulares”, sendo necessário, em seu entendimento, “garantir que os condicionamentos temporários associados ao planeamento da infraestrutura não se transformem em bloqueios duradouros ao desenvolvimento local”

Por fim, salientou que a execução da Variante “mais do que uma ambição, trata-se de uma obra que já deveria estar concretizada”.

Iniciativa Liberal Arouca (IL)

Contactado pelo nosso jornal, o núcleo local da IL optou por “esperar de forma ponderada que as notícias e os desenvolvimentos sejam mais concretos e objetivos”.

Simão Duarte

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