
Na conferência de imprensa pós-jogo do Estoril Praia 0-0 FC Arouca, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, efetuou uma análise à partida, apontou que não ficou desiludido com a prestação da equipa, elogiou Arruabarrena, esclareceu a ausência de Javi Sánchez e ainda respondeu a uma questão acerca da influência do vento no encontro.
Estas foram as palavras do técnico:
«Não, eu discordo. Eu acho que nós somos muito dominantes. Eu acho que nós, até aos 75 minutos, tivemos domínio do jogo e, dos 45’ aos 75’, tivemos domínio total do jogo. Aquilo que me apraz dizer é que, na 1ª parte, acho que foi um jogo muito disputado entre duas equipas muito boas, com muito bons jogadores de ambos os lados, com duas ideias de jogo muito claras.»
«Creio que é mérito de uma equipa e de outra termos disputado um bom jogo na 1ª parte e ter, na minha opinião, chegado ao intervalo justamente empatado, com uma oportunidade para cada lado.»
«Na 2ª parte, creio que nós, dos 45 aos 75, tal como estava a referir, tivemos domínio total do jogo. O Estoril estava com muitas dificuldades em conseguir-nos pressionar na nossa construção. Nós criamos oportunidades, tanto que nem sou muito de olhar pelas estatísticas, porque isso vale o que vale, mas acabamos com um xG (Expected Goals/Golos Esperados) superior, precisamente pelas oportunidades criadas entre os 45 e os 75 minutos.»
«Depois, o Estoril, muito bem, nos últimos 15 minutos, empurrou-nos para trás, nós tivemos que sofrer muito, tivemos o Nacho (Arruabarrena) como melhor em campo, porque faz três defesas fantásticas.»
«Creio que o resultado é justo, na minha ótica, creio que nós tivemos até, em oportunidades claras, 4, e o Estoril 3. Mas, de qualquer das formas, creio que a justiça do resultado, pelo que nós fizemos entre os 45 e os 75 (minutos), pelo que o Estoril fez entre os 75 e os 90 (minutos) e pelo que ambos fizeram nos primeiros 45 (minutos), que foi um equilíbrio total, creio que o resultado é justo. Eventualmente seria mais justo ainda com golos dos dois lados».
«Estava-lhe a dizer agora que ele também foi contratado para defender bolas, por isso também tem que defender. Fora de brincadeiras, é um guarda redes que eu já falei várias vezes, dá-nos uma segurança muito grande, é muito comunicativo, tem uma energia incrível todos os dias no treino, todos os jogos que fazemos.»
«Dá segurança a toda a gente, é uma segurança para nós tê-lo connosco. É muito importante, trouxe-nos também essa estabilidade e, em momentos de uma ou outra fragilidade, ele, de verdade, mostra que está presente e tem estes momentos em que consegue dar pontos também à equipa»
«O Javi teve um toque durante a semana, nada de grave, testamos até à última, mas ele não se sentia confortável. Acabamos por não querer arriscar, numa fase tão precoce e tão prematura da época também, não quisemos arriscar, mas creio que na próxima semana já entrará de forma normal e natural».
«Eu creio que sim, não queria estar a falar disso, mas como me pergunta, eu creio que sim. Como estávamos contra o vento, muitas das vezes, as nossas receções, nós dominávamos e parecia que não ficávamos com a bola. Eu estava com dificuldade em sentir no banco se era só culpa do vento, porque do relvado não era de certeza, que estava fantástico.»
«Sentia que era do vento, os nossos jogadores são muito técnicos, não é habitual termos alguns momentos da bola não sair com tanta fluidez quanto saiu hoje. Creio que possa ter prejudicado um bocadinho, mas, na 2ª parte, ao jogarmos a favor do vento, apesar de ter abrandado, creio que nós já estivemos mais tranquilos e serenos.»
Simão Duarte
Foto: zerozero

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