Montenegro mantém confiança no ministro da Educação e critica “aproveitamentos” em torno dos exames

Primeiro-ministro reconheceu a ansiedade dos estudantes e das famílias, mas defendeu que a situação não deve ser agravada com declarações que contribuam para “assustar as pessoas”.

Luís Montenegro garantiu, esta segunda-feira, em Castelo de Paiva, que mantém a confiança no ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, apesar dos problemas e das sucessivas alterações no processo de classificação dos exames nacionais.

À margem da cerimónia de assinatura do auto de consignação da ligação da EN222 ao nó de Canedo da A32/IC2, em Lavagueiras, o primeiro-ministro assegurou que o Governo está a fazer “tudo aquilo que é possível” para cumprir o calendário previsto e devolver tranquilidade aos estudantes e às famílias.

Montenegro reconheceu que um processo de mudança pode trazer imprevistos e dificuldades técnicas, mas criticou aquilo que considera serem tentativas de agravar a situação.

“Há sempre alguns imprevistos, há sempre algumas dificuldades técnicas e há depois também alguns aproveitamentos que tentam exacerbar, quase mesmo desejar que as coisas corram mal”, afirmou.

O chefe do Governo disse compreender a ansiedade dos alunos e dos encarregados de educação, mas defendeu que essa preocupação não deve ser alimentada por declarações que contribuam para aumentar o alarme em torno do processo.

“O que eu acho é que não é preciso agravá-lo, andando permanentemente a assustar as pessoas com este desenvolvimento processual, que é delicado, mas que está a ser feito com muito profissionalismo”, declarou.

O primeiro-ministro destacou ainda o trabalho dos professores responsáveis pela classificação das provas e de todos os profissionais envolvidos no acompanhamento e na monitorização do sistema.

Questionado sobre se mantinha a confiança em Fernando Alexandre, perante os problemas registados nas últimas semanas, Luís Montenegro respondeu de forma afirmativa.

“O ministro da Educação, como os secretários de Estado e como o primeiro-ministro, está no Governo para resolver problemas, não é para se queixar dos problemas, nem para esmorecer quando eles aparecem”, sustentou.

Montenegro acrescentou que os membros do Governo estão sujeitos diariamente a situações de pressão e que devem ter capacidade para encontrar respostas quando surgem dificuldades.

“Hoje é o ministro da Educação, amanhã é outro ministro. Todos estão sob uma pressão quotidiana e, estando no Governo, é porque têm, naturalmente, competência para encontrar as soluções para os problemas”, afirmou.

Fotos: Facebook Luís Montenegro

Pedro Gonçalves

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