Depois do sofrimento e da esperança final, FC Arouca perdeu em Braga (1-0)

Num jogo em que os arouquenses estiveram quase sempre a sofrer perante o poderio adversário, os Lobos de Arouca não conseguiram alcançar um inédito ciclo de 3 vitórias seguidas, nem roubar pontos ao 4º grande, dado que o Braga, em modo de gestão, venceu pela margem mínima (1-0). Na reta final, Barbero teve nos pés a melhor chance do encontro, mas na cobrança da grande penalidade atirou à trave.

No que toca às escolhas iniciais de Vasco Seabra, o técnico promoveu a estreia de Vinarcik, sendo que Valido nem no banco esteve, por razões que se desconhecem no momento de publicação desta crónica (não foi sinalizado, na conferência de antevisão, como estando lesionado). Referir ainda que Trezza, mesmo estando de regresso, começou no banco.

É preciso saber sofrer

Perante um Braga muitíssimo capaz com a posse de bola, os da casa promoveram um autêntico sufoco aos arouquenses nos primeiros 45 minutos e prova disso é o facto de que o Braga, ao intervalo, tinha 76% da posse de bola. Assim sendo, o habitual 4x2x3x1 dos Lobos de Arouca teve de, forçosamente, transformar-se num 5x4x1, pois os bracarenses instalaram-se no meio-campo da equipa de terras de Santa Mafalda.

O primeiro lance de perigo pertenceu aos arouquenses, quando Barbero, isolado na cara de Hornicek, atirou ao lado. Um lance que foi anulado por fora de jogo, tal como a melhor chance de todo o primeiro tempo, quando, aos 33 minutos, os bracarenses desmontarem pela primeira vez a defensiva arouquense e Horta, com muita classe, colocou a bola no fundo das redes. Ressalvar que também este lance dos bracarenses foi anulado por fora de jogo.

Tirando isto, foi uma primeira parte sem balizas, com os da casa a circularem a bola por todo o campo, numa incessante procura por espaços abertos na defensiva arouquense, algo que nunca apareceu. A exceção mais clamorosa foi quando Pablo procurou Lee na profundidade, mas Hornicek, à sua imagem, saiu bem dos postes.

Os Lobos de Arouca tentaram, pontualmente, partir para o ataque, mas não só isso foi possível raríssimas vezes como também havia cautelas de não abrir espaços para os da casa explorarem.

A bola rolou mais rápido e acabou no fundo das redes

Assim se manteve a partida no arranque do segundo tempo, apesar do aumento de velocidade do Braga no passe (não na execução da ação, mas sim na velocidade de circulação da bola). Naturalmente, o perigo foi aumentando. Dorgeles, aos 47, atirou forte, mas ao lado. Horta foi quem levou à primeira defesa de Vinarcik, que encaixou a bola a dois tempos já perto da hora de jogo.

Ambos os técnicos começaram a mexer nas peças, por forma a agitar a organização dentro de campo. Sem qualquer razão de causalidade, certo é que foi precisamente nessa fase que apareceu o golo do Braga. Jogada construída pela direita, com a bola a achegar a Fran Navarro que, colado a Javi Sánchez, falhou o remate. A bola sobrou redondinha para o recém-entrado Pau Victor, isolado na cara de Vinarcik, que atirou a contar.

A esperança foi a última a morrer

Naturalmente, os arouquenses subiram linhas, partindo o jogo, ao procurar aproximarem-se com mais frequência da baliza adversária. Numa dessas aproximações, a dez minutos do fim, Gabri Martinez, ao tentar partir em transição num canto para o FCA, acabou por pisar Lee Hyunju dentro da área. O árbitro viu as imagens do VAR e, ao sair da cabine, assinalou grande penalidade, dando o 2º amarelo a Gabri Martínez. Na cobrança, Barbero atirou com estrondo à barra. Antes disso, colocou-se na cara de Hornicek, mas não conseguiu desviar a bola do seu alcance.

A jogar com mais um homem na reta final, perante um Braga que procurou defender o resultado, os arouquenses apresentaram-se com uma face diferente, de carne toda no assador, com Mayulu e Barbero juntos na frente, num 3x5x2 mais ofensivo. Aos 94, Moscardo tirou o pão da boca a Fontán, que tinha tudo para encostar para golo, tendo sido a última chance de perigo.

Com este resultado, os arouquenses interromperam o ciclo vitorioso, mantendo os 32 pontos e sem beliscar a proximidade para conquistar a manutenção. Na próxima jornada, vão receber o Estrela da Amadora.

Tempo de compensação: 2 minutos na 1ª parte, 8 na 2ª

Suplentes Braga:

T.Sá (GR) P.Oliveira, Yanis, J.Noro (DF) Gorby (MD) El Ouazzani, P.Victor, Luisinho, Gabri (AT)

Suplentes Arouca:

J.Silva, Popovic, M.Rocha, Danté (DF)  P.Santos, Mateo (MD), Mayulu, Trezza, Mansilla (AT)

Ficaram de fora Arruabarrena (castigo), Nandín (lesão), Valido, O.Fayed, D.Monteiro, Yellu, Puche (opção)

Substituições Braga:

Intervalo – Saiu V.Carvalho, entrou P.Oliveira

63 – Saíram Horta e Lelo, entraram P.Victor e Gabri

75 – Saiu Moutinho, entrou Gorby

89 – Saiu Navarro, entrou Yanis

Substituições Arouca:

64 – Saíram Pablo e B.Kuipers, entraram Trezza e Danté

85 – Saíram Fukui e Lee, entraram Mateo e P.Santos

91 – Saiu Esgaio, entrou Mayulu

Arbitragem:

Cláudio Pereira, Tiago.C, Sérgio.J e Flávio.J. No VAR, João Casegas e Marco.V

Disciplina Braga:

Cartão amarelo a Gabri (72 e 82)

Disciplina Arouca:

Cartão amarelo a B.Kuipers (55), Fontán (95)

Onzes iniciais de Braga e FC Arouca

Simão Duarte

Foto: Pedro Fontes – FCA

sobre o autor
Simão Duarte
Discurso Direto
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