Mayulu estreou-se em campo e Pablo estreou-se a marcar na nova reviravolta dos arouquenses esta época

Uma análise ao momento recente de forma e aos acontecimentos do FC Arouca 3-2 Estoril

Pela 2ª vez esta temporada, especificamente na 2ª volta do campeonato, o FC Arouca alcançou o registo de 2 vitórias consecutivas. Esta união em torno do número 2 verificou-se na receção dos arouquenses ao Estoril, um duelo canarinho em que o FCA, também pela 2ª vez nesta segunda volta (a 3ª, se contarmos o campeonato por inteiro), operou uma reviravolta. Neste artigo, vamos analisar todos estes detalhes.

Um crescimento evidente e de se salutar!

Na primeira volta do campeonato, choveram críticas à equipa do FC Arouca, sendo que o lugar de Vasco Seabra como treinador chegou a ficar seriamente em risco. Mas o técnico, a sua equipa técnica, a estrutura do clube e grande parte do plantel (isto porque aí registaram-se saídas em relação à 1ª volta da Liga), provaram que seriam capazes da mudança necessária.

Assim sendo, neste preciso momento, o FC Arouca está no meio da tabela, em 10º, com 32 pontos e 7 pontos de vantagem para com os clubes na linha de água. A confirmação da manutenção está bem próxima!

Um facto alimentado pela 2ª volta muito capaz, em que já somaram mais pontos (18) do que na 1ª (14), a par com uma melhoria do registo defensivo, dado que sofreram apenas 15 golos (em comparação com os 42 da 1ª volta) e estiveram 4 jogos sem sofrer. Para além disso, no que ao ataque diz respeito, a pontaria está bem mais afinada: foram marcados 19 golos, sendo que, com os 3 rubricados frente ao Estoril, ultrapassaram o registo da 1ª volta (18 golos marcados).

O duelo canarinho é o que regista maior faro de golo!

Falando do FC Arouca 3-2 Estoril em específico, começar por salutar o facto de que, olhando para os dois confrontos desta época, registaram-se 12 golos no total, 6 para o FC Arouca (3 em cada jogo) e 6 para o Estoril (4 no 1ª, 2 neste 2ª). E, tal como destacou o zerozero, trata-se do confronto desta edição do campeonato que, nos dois embates, mais golos registou, tal como o Estrela da Amadora x Casa Pia.

Análise às exibições dos Lobos de Arouca

Efetuando uma análise individual aos Lobos de Arouca que estiveram em campo, o principal destaque vai para Barbero, o homem do jogo em nosso entender. O ponta de lança espanhol, depois de toda uma primeira volta sem qualquer golo, provou que a arte de marcar está-lhe no sangue. Desde a estreia a marcar na ida ao terreno do AFS, fez o gosto ao pé por 6 vezes. A última foi na receção ao Estoril, onde somou também a 2ª assistência, quando tocou para Fontán marcar. Para além disso, destacou-se como um pivot na frente de ataque, segurando muito bem a bola com um bom jogo de pés, e somou ainda outras ocasiões para marcar.

O seu compatriota Pablo Gozálbez também esteve em bom plano. Substituindo Trezza, o camisola 10 estreou-se a marcar esta época de forma invulgar: de cabeça! No alto do seu metro e 71, foi o autor do golo da vitória, confirmando a reviravolta.

Um jogo onde houve espaço para a estreia de Fally Mayulu, possante avançado francês que esteve em campo no período de compensação do 2º tempo, pelo que não teve muito tempo para se mostrar.

Para concluir, efetuamos um breve retrato dos restantes setores, bem como dos suplentes utilizados.

Guarda-redes e defesa: Arruabarrena não teve qualquer culpa no 1º golo e, no 2º, ainda que a bola tenha entrado onde não podia entrar (no 1º poste, que estava a ser tapado pelo guardião), certo é que a potência do remate de Begraoui era alta, dificultando-lhe a defesa. Esgaio fez toda a faixa, melhorando exibicionalmente ao longo do encontro, sendo o autor da assistência para o golo de Pablo, dado que ninguém conseguiu tocar na bola a não ser o camisola 10 depois de Esgaio a lançar para a área. Defensivamente, tal como Javi Sánchez, tiveram muito trabalho e foi pelo lado direito da defensiva arouquense que o Estoril criou os golos. Javi Sánchez, assim como Bas Kuipers, estiveram um pouco abaixo do que nos habituaram. Em relação a estes, Fontán esteve melhor, especialmente porque marcou. Ainda assim, coletivamente, este setor melhorou à medida que o encontro foi avançando e, especialmente no 2º tempo, deu pouco espaço ao ataque adversário, já bastante desgastado.

Meio-campo: Não foi dos melhores jogos da dupla Espen van EeTaichi Fukui, mas ambos estiveram bem, assim como Lee Hyunju, que trabalhou muito, mostrou uma maior capacidade física nos duelos e tentou a sua sorte na relação com a baliza adversária, com um remate que a defensiva do Estoril cortou.

Ataque: Depois de destacarmos Barbero e Pablo, falta apenas falar de Djouahra, que esteve diretamente ligado às grandes ocasiões de golo, especialmente do 1º tempo. Foi ele quem assistiu Barbero para o falhanço deste ao minuto 12 e voltou a fazê-lo no minuto seguinte, quando este fez o 1-1. Também foi Djouahra quem bateu o livre do lance do 2-2. Ainda no 2º tempo, esteve ligado à chance de Lee Hyunju aos 60 minutos.

Suplentes utilizados: Para além de Fally Mayulu, entraram em campo Puche, Pedro Santos, Mansilla e Mateo Flores. Nenhum deles teve muito tempo para mostrar muito serviço, contudo, Puche ficou marcado pela incrível perdida que teve ao minuto 84, quando, de frente para a baliza, num penálti em movimento, cabeceou ao lado. Sobre si, recaiu certamente uma maior esperança de marcar, dado que foi isso que fez, em condições idênticas, na partida anterior.

Fally Mayulu estreou-se, mas teve pouco tempo para se mostrar

Simão Duarte

Fotos: Pedro Fontes – FCA

sobre o autor
Simão Duarte
Discurso Direto
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