Mais uma reviravolta à moda dos Lobos de Arouca! (3-2)

Num invulgar horário (18h45), deu-se o duelo canarinho entre Arouca e Estoril, no final da tarde desta segunda-feira. Esperava-se, como é tradição, um encontro entretido e ambas as equipas trataram de o garantir. Os estorilistas entraram a vencer com um grande golo, mas os arouquenses consumaram uma nova reviravolta à moda de Arouca, vencendo por 3-2. Um resultado conquistado à imagem do que já fizeram frente ao Estoril noutras ocasiões e também esta temporada, na receção ao Vitória de Guimarães.

Quanto às escolhas dos treinadores, Vasco Seabra promoveu o regresso de Barbero, não podendo contar com Alfonso Trezza, que não esteve na ficha de jogo (dado que cumpriu o 2º jogo de suspensão, pelo que se pressupõe que o recurso dos arouquenses não foi aceite).

Por mais jogos assim!

Nas épocas festivas, como na Páscoa, é tradição os portugueses juntarem-se em família e confraternizarem, com algum álcool à mistura, como é o caso do champagne. Em Arouca, não é exceção e este encontro foi prova disso, dado que ambas as equipas proporcionaram um encontro entretido, mesmo que nem sempre bem jogado, com quatro golos, dois para cada lado, nos primeiros 45 minutos. Apesar das nuances em que se distinguem, vimos duas equipas a praticarem um futebol positivo, com blocos subidos, em que os estorilistas exploraram as costas da defensiva arouquense e os da casa capitalizaram as “ofertas” adversárias.

Xeka encertou a champagne sem meias medidas, estourando a garrafa. Corria o terceiro minuto de jogo quando Robles enviou uma bola longa para as costas da defensiva caseira, com João Carvalho a dominar e a fazer o que melhor sabe: assistir para golo. O camisola 8, à entrada da área, desferiu um pontapé em arco que acabou no fundo das malhas.

Não tardou até aparecer a resposta arouquense. Depois de uma perdida incrível de Barbero, o espanhol redimiu-se logo de seguida, ao capitalizar um lance que começou com um passe falhado de Robles.

Dois momentos altos de um encontro que, após o quarto de hora inicial, perdeu a chama, isto quando a chuva se intensificava. As duas equipas pressionavam-se mutuamente com os seus blocos altos, o que condicionou a ambas a 1ª fase de construção de jogo, sem a qual os dois emblemas canarinhos tiveram dificuldades em ligar os seus setores. Só à meia hora de jogo é que se voltou a ver momentos dignos de registo: nova jogada pela esquerda do ataque, onde André Lacximicant teve tempo e espaço para tocar para Begraoui, que assinou o seu 19º tento certeiro para a Liga. À atenção de Mohamed Ouahbi, novo selecionador de Marrocos!

E por falar em André Lacxmicant, este voltou a estar em evidência quatro minutos depois. João Carvalho procurou-o na profundidade e o avançado, com sorte à mistura, colocou-se na cara de Arruabarrena e picou a bola por cima deste. Teria sido o 1-3 para o Estoril, não fosse o golo ter sido anulado porque o avançado tocou com a mão na bola.

No último lance do primeiro tempo, o Arouca resgatou o empate. Djouahra enviou a bola para o coração da área, onde Barbero estava solto de marcação para assistir Fontán, que só teve de encostar. Passividade da defensiva do Estoril, dado que concederam muito espaço aos arouquenses.

Aumentou a chuva, diminuiu o perigo

Num contraste disruptivo com o clima dos últimos dias, todo o segundo tempo deste encontro disputou-se sob fortes chuvadas. Coincidentemente, o encontro perdeu fulgor. O intervalo não beneficiou as equipas, mas os arouquenses entraram bem, pois marcaram. Ao minuto 55, Esgaio efetuou um lançamento longo para a área, onde, no primeiro poste, ninguém a conseguiu jogar, acabando na cabeça de Pablo que, apesar do seu metro e 71 de altura, cabeceou para o fundo das redes. Estreia a marcar do camisola 10 esta época, que levou amarelo nos festejos por puxar a camisola até à cara….

Daí em diante, o jogo perdeu encanto, sendo cada vez mais encarado de forma calculista, com os arouquenses a quererem e a conseguirem anular o Estoril, que nada conseguiu criar. Só já nos últimos minutos é que apareceram mais chances de perigo. Puche, solto no coração da área, cabeceou ao lado. Para o Estoril, destacou-se a chance de Pedro Carvalho, que também não teve pontaria no jogo aéreo. Houve ainda tempo para a estreia de Fally Mayulu pelos arouquenses e para uma ida de Joel Robles à área adversária já para lá da hora.

Com este resultado, os arouquenses somaram o 2º triunfo consecutivo, tendo agora 32 pontos e a manutenção cada vez mais próxima. Na próxima jornada, há uma deslocação ainda mais exigente a Braga, o 4º classificado, para a qual Arruabarrena é ausência de peso confirmada, pois viu o 5º amarelo neste encontro.

Espetadores: 1419

Tempo de compensação: 1 minuto na 1ª parte, 6 na 2ª

Suplentes Arouca:

Valido (GR) Popovic, D.Monteiro, Danté (DF)  P.Santos, Mateo (MD), Mayulu, Puche, Mansilla (AT)

Ficaram de fora Trezza (castigo), Nandín (lesão), Vinarcik, J.Silva, M.Rocha, O.Fayed, Yellu (opção)

Suplentes Estoril:

Turk, D.Dias (GR) P.Carvalho (DF) Pizzi, Lominadze (MD) Peixinho, Marqués, L.Gomes (AT)

Substituições Arouca:

77 – Saiu Pablo, entrou Puche

82 – Saíram Fukui e Barbero, entraram Mansilla e P.Santos

90 – Saíram Lee e Djouahra, entraram Mateo e Mayulu

Substituições Estoril:

65 – Saíram P.Amaral, J.Carvalho e Xeka, entraram P.Carvalho, Pizzi e Marqués

73 – Saiu A.Lacximicant, entrou Peixinho

Arbitragem:

António Nobre, Francisco.P, Gonçalo V.F e Teresa.O No VAR, Manuel Oliveira e Rui.C

Disciplina Arouca:

Cartão amarelo a Pablo (56), Arruabarrena (90+1) e Puche (90+7)

Disciplina Estoril:

Cartão amarelo a Holsgrove (23) e A.Lacximicant (70)

Onzes iniciais de FC Arouca e Estoril Praia

Simão Duarte

Foto: Pedro Fontes – FCA

sobre o autor
Simão Duarte
Discurso Direto
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