
Depois do desaire em Rio Maior diante do Casa Pia (3-2), o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, reconheceu algum demérito dos arouquenses, mas reforçou as péssimas condições do relvado e apontou também o dedo à equipa de arbitragem.
“Não sou muito de procurar desculpas, até porque vão perceber durante a minha análise, que há demérito nosso também, é verdade. Parece-me é que, estando na elite do futebol português, não pode ser só contra os grandes, ou quer que seja, que a Liga intervém neste tipo de relevado, porque isto até é perigoso para a integridade física dos jogadores. E eu sei que as intempéries têm sido incríveis, sei que estamos a viver um inverno mesmo muito difícil, mas o campo, por exemplo, da última semana, nós jogámos em casa e também estava a chover muito, e não estava neste estado. Este estado é mesmo muito complicado, muito complicado para as equipas que querem promover um jogo, e retira fluidez, velocidade, capacidade de ligação, é muito difícil”, começou por referir na flash-interview da Sporttv.
De seguida, o técnico efetuou uma análise mais tática ao encontro, explicando a generalidade das incidências do mesmo: “Não é só por causa disso, obviamente, nós tivemos capacidade para entrarmos a vencer o jogo, tivemos demérito no momento em que acabamos por permitir a reviravolta do Casa Pia, porque estávamos com os setores largos, ou seja, mesmo em posse de bola, nós estávamos com a equipa muito espaçada, e nesse momento permitíamos transições, que era uma coisa que nós sabíamos que o Casa Pia iria fazer. Nesses momentos devíamos ter estancado melhor o jogo, principalmente com a nossa capacidade de ter a bola, porque o Casa Pia não estava extremamente agressivo na 1ª fase de construção nossa, nós tínhamos a capacidade de conseguir ligar, e não tivemos tão bem, essencialmente, na primeira parte a esse nível. Na segunda parte, eu creio que nós fomos tentando, não conseguimos ser tão efetivos nos momentos de chegada ao último terço, o Casa Pia teve sempre muitas dificuldades em conseguir conter a nossa construção. De qualquer das formas ficou algum demérito pela nossa incapacidade de criar mais oportunidades que desejávamos”.
Por fim, o técnico deixou uma palavra à atuação da equipa de arbitragem, tendo apontado o facto de que o FC Arouca ainda não teve qualquer penálti a favor e já teve vários contra: “Há lances de penálti que é demasiado fácil, o 8º penálti que é marcado contra nós, nós temos 0 penáltis a favor. Se vamos pelo mesmo critério daquele pisãozinho, que eu acho que se vê tantos no nosso campeonato, principalmente em lances de área, também tem que, no final da 1ª parte, marcar o nosso penálti a favor, em que há um agarrão claro no Barbero. Se vamos começar a entrar nestas coisinhas, acho que não pode ser tão fácil marcar penaltis contra nós, e ser tão difícil para nós termos um penalti a nosso favor”.
Simão Duarte
Foto: Sporttv

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