
Sendo o jogo desta noite o primeiro desde que o mercado de inverno fechou, naturalmente que as 4 movimentações que se registaram no último dia dessa janela foram tema na conferência de antevisão do FC Arouca x Vitória SC.
Tendo começado pelas saídas, Vasco Seabra contextualizou a saída, por empréstimo, de Arnau Solà com a chegada de Bas Kuipers, pela maior segurança defensiva, e, com isso, Solà saiu para ter maior regularidade de jogo e dimensionar a sua margem de progressão. “Sentíamos que precisávamos de um bocadinho mais de equilíbrio na parte defensiva, principalmente na ala esquerda, para criarmos uma competitividade interna maior. O Arnau, pelo talento que tem e pela projeção que pode vir a ter, sentíamos que precisava de jogar com mais regularidade. Procuramos um contexto nesse sentido e, portanto, foi também de agrado do jogador”, explicou.
A saída de Romualdas Jansonas seguiu essa linha de pensamento: “Com o Jan, mais ou menos dentro do mesmo padrão, ou seja, um jogador muito jovem. O clube fez um contrato com ele de longa duração pela forma como acreditamos também no jogador. Teve um desenvolvimento muito grande connosco, desde que chegou até o momento atual, mas sentíamos que era um jogador que, perante esse desenvolvimento que tem vindo a ter, perante a profissionalização que aqui exigimos e que ele responde sempre com um carácter gigante, e perante aquilo que eram as características dele, sentíamos que estar cá para ter muito poucos minutos, seria contraproducente para a evolução do jogador.
“Tentamos também encontrar um contexto que fosse próximo do nosso, em termos de competitividade, ou seja, manter-se a jogar no campeonato português, onde vai aculturar-se também de outra forma, de forma mais rápida também. Podendo ter mais minutos, também nos ajudará a que possa voltar na próxima época mais forte e a competir melhor”.
Acerca dos reforços, qualificou Fally Mayulu como um avançado distinto de Dylan Nandín e Barbero, mais associativo e coletivo, e que contribuirá para a competitividade interna, uma ideia-chave de que Vasco Seabra não abdica. “É um ponta de lança que traz também uma competitividade diferente, também de características diferentes dos restantes que ficaram.
“Um jogador com uma dimensão física muito grande, teve um percurso bom na Áustria, não correu tão bem no Championship (2ª Liga Inglesa), mas estava num contexto muito alto, de dinâmica, em que se encontrava. Sentíamos que era um jogador que pode fazer um percurso ascendente, tem referências para poder ser associativo e coletivo, tem características que podem também dimensioná-lo na parte da profundidade. Portanto, sentimos que é um jogador que tinha algumas diferenças relativamente ao Dylan e ao Barbero e, portanto, sentimos que poderia ser interessante colocá-lo na competitividade interna que sempre dissemos que queríamos acrescentar ao plantel”, comentou.
Por fim, relativamente a José Silva, justificou a chegada do mesmo não só pela saída de Alex Pinto, mas também pelas capacidades em momento ofensivo que o jovem lateral emprestado pelo Sporting agrega: “Pela saída do Alex, sentíamos que precisávamos de um lateral com mais projeção ofensiva. O Diogo (Monteiro) tem estado a treinar nessa posição e tem estado a treinar muito bem, criando desafios também ao Esgaio. De qualquer das formas, sentíamos que a projeção ofensiva que, neste momento, pedimos aos nossos laterais era necessária colmatar e o Zé traz isso, traz irreverência, criatividade ofensiva também. Sentimos que é um jogador que podemos ajudar a crescer e que nos pode também ajudar em termos internos e depois em jogo, obviamente”.
Simão Duarte
Foto: Simão Duarte, Pedro Fontes – FCA e Sporting CP

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