Após o apito final do FC Arouca 1-2 Sporting CP, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, declarou na conferência de imprensa pós-jogo que os arouquenses efetuaram um jogo completo, explicando o que pretendeu fazer e o que foi mudando durante o mesmo, dando também ênfase ao crescimento da equipa nos últimos jogos e o desejo forte de fazer uma segunda volta melhor que a primeira.
Estas foram as questões colocadas ao técnico:
Uma primeira análise ao encontro
“Eu acho que nós fizemos um jogo muito completo, concedemos pouquíssimo ao Sporting. Em termos de grandes oportunidades, creio que nós ficamos à frente nas grandes oportunidades que podíamos fazer golo. Na segunda parte, acabamos por ter mais remates à baliza do que o Sporting, menos posse de bola do que na primeira, mas muito mais aproximações e claras oportunidades além do golo.
Tivemos mais duas oportunidades muito claras para fazer golo e acabamos por sofrer o golo num momento em que nós estamos isolados, e em transição, o Sporting acaba por fazer o golo da vitória a 30 segundos do final. Eu estou muito orgulhoso dos meus jogadores.
Na primeira parte, nós não fomos tão agressivos na pressão quanto desejávamos. Nós queríamos engatilhar a pressão um bocadinho mais alta, para conseguirmos roubar bolas um bocadinho mais à frente, mas, de qualquer das formas, fomos controlando, com exceção de quando éramos arrastados a um corredor, principalmente ao corredor direito, e o Sporting rodava a bola, e os movimentos de rotura do Maxi (Araíujo) à esquerda, que depois um deles acaba por dar o golo, mas há mais duas situações de perigo também a surgirem da mesma coisa.
Aquilo que procuramos corrigir ao intervalo foi precisamente os apoios do Tresa para conseguir, por pescoço, analisar melhor os movimentos do Maxi, mal o Inácio ou o Matheus Reis colocavam olhos para poder jogar à profundidade. E depois, aquilo que queríamos era que o Lee e o Barbeiro conseguissem aumentar um pouco mais a nossa pressão para conseguirmos ficar com os metros um bocadinho mais à frente.
A verdade é que fomos conseguindo, no início da segunda parte foi muito forte a nossa pressão, fizemos o golo, podíamos ter virado o jogo por duas vezes, e depois o Sporting, naturalmente pela qualidade também que tem, acabou por conseguir empurrar-nos novamente para trás. Nós estávamos a sair bastante bem em transição e estávamos estáveis a controlar o domínio mais territorial do Sporting.
Eu creio que nós fizemos um jogo completo, preferíamos não ter sido tão remetidos para trás nos últimos 10 minutos, mas faz parte também daquilo que é a força do Sporting. Nós procuramos ser ainda pressionantes, nem sempre conseguimos sê-lo da melhor forma, mas estou muito satisfeito com os jogadores, pena de não termos conseguido levar pontos deste jogo, porque acho que era merecido.”
O que faltou na primeira parte e que corrigiu no intervalo?
“A equipa, com bola, esteve sempre bastante tranquila quando a ganhava, e principalmente quando conseguíamos dificultar a pressão do Sporting. Nós, em primeira e segunda fase, o Sporting teve sempre muitas dificuldades em conseguir-nos pressionar, mas nós depois estávamos a não ser tão acutilantes na chegada à baliza, ou seja, nós, primeiro e segundo terço estávamos muito bem, no último terço não estávamos tão agressivos, porque também a equipa como estava a correr tantas vezes atrás da bola, naturalmente quando ganha a bola nem sempre quer acelerar porque quer também poder respirar com ela, e isso nem sempre é identificado de forma tão natural.
O jogo está menos dividido, porque o Sporting tem mais tempo a bola, e naturalmente, quando nós a ganhamos, temos também jogadores e equipa que gosta de ter essa posse para desorganizar e depois entrar na finalização, acabamos por não estar a fazer isso tão bem.
Na segunda parte, aquilo que pedi à equipa foi precisamente isso, para podermos sentir mais quando era o momento em que podíamos acelerar, porque muitas das vezes o Sporting cria abafar, e tínhamos espaço para conseguirmos sair para a frente e para conseguirmos criar oportunidade mais nas costas do Sporting. Felizmente, a equipa interpretou bem, mas mais do que isso, tem a ver com o talento dos jogadores, com aquilo que é a confiança e a convicção deles.”
Crescimento da equipa nos últimos jogos e a confiança que este jogo poderá dar a esse crescimento para a segunda volta
“A confiança e a convicção é exatamente essa, é de que, na segunda volta, vamos fazer um campeonato com muito mais pontos, e uma segunda volta com muito mais pontos conquistados. Hoje não conseguimos pontos, não existem vitórias morais, porque nós vivemos é de pontos e a classificação faz-se de pontos, mas aquilo que são as sensações do jogo, os comportamentos da equipa, a coesão da equipa, o espírito que ela tem, e a respiração que a gente sente da equipa, dá-nos esses sinais e essa confiança que não podemos baixar deste patamar e deste nível, mas obviamente temos que palmilhar caminho e conseguir transformar aquilo que são as boas exibições em pontos, tal como estávamos a fazer nos últimos cinco jogos. Hoje infelizmente fizemos boa exibição, não conseguimos pontos, temos que dar continuidade a essa conquista.”
Simão Duarte
Foto: Simão Duarte

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.