
17 jornadas já estão cumpridas e agora, da 18ª até ao final, repete-se o ciclo de jogos, mas ao contrário. Depois de, na jornada inaugural, o FC Arouca ter recebido e vencido o AFS por 3-1, pelas 18h00 desta tarde, os dois clubes reencontram-se. Os arouquenses terminaram a primeira volta com um desaire em Tondela e o AFS perdeu em casa frente ao Moreirense.
Um triunfo esta tarde vai colar o FCA aos adversários diretos Santa Clara e Nacional (dependendo, claro está, dos resultados nos seus encontros) e será uma resposta perfeita ao desaire na jornada passada, que interrompeu um ciclo de 3 jogos sem perder. O AFS, último classificado, ainda não sabe o que é vencer: têm 4 empates e 13 derrotas nas 17 jornadas. Também o histórico de confrontos abona a favor dos arouquenses: 3 jogos para a Liga, 2 vitórias dos Lobos e um empate.
Pedro Santos não é opção para este encontro, no qual se espera a estreia de Arruabarrena no seu regresso a terras de Santa Mafalda.
Na conferência de antevisão ao encontro, o treinador Vasco Seabra efetuou uma análise ao adversário, ao momento de forma dos arouquenses e deu a conhecer também os reforços que chegaram entretanto. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico:
“Os jogos agora são todos importantes. Já eram desde o início, agora, iniciando a segunda volta, a importância aumenta. Até porque queremos, acreditamos e continuamos a perseguir o objetivo de fazermos melhor do que a época anterior. Para isso acontecer nós temos que, na expressão comum, dar ao canelo. Temos que ir com tudo o que é a nossa responsabilidade, a nossa personalidade.
Acreditamos muito no processo no último jogo. Tivemos uma derrota, mas tivemos, tirando os lances da bola parada, que obviamente são uma fragilidade que a gente quer corrigir de imediato. Tirando essa parte, nós sentimos que dominamos o jogo. Criamos oportunidades, estivemos por cima do jogo. Ou seja, em termos de processo a equipa demonstrou qualidade, mas agora, além do processo, nós precisamos de pontos. Nós não queremos acabar os jogos a dizer que estivemos muito bem e que não conseguimos os três pontos.
Nós queremos os três pontos, é para isso que trabalhamos todos os dias. Sabemos que vamos ter um adversário que também está numa luta grande para conseguir amealhar pontos. O treinador entrou há pouco tempo, portanto, naturalmente, agora tem um processo mais consolidado e mais de acordo com aquilo que são as suas ideias também.
Sabemos que vamos ter um adversário que se vai entregar ao jogo e que vai dar tudo. E que nós temos que estar no limite máximo, com uma confiança também boa por aquilo que temos vindo a fazer. Mas com a responsabilidade de queremos, no final, ter os três pontos para começarmos a pontuar, a amealhar e a fazermos aquele percurso que a gente pretende fazer.”
“Nós sentimos que ficamos aquém, na primeira volta, daquilo que foi os nossos desempenhos. A quantidade de golos sofridos e os golos sofridos de bola parada têm naturalmente que ser responsabilidade nossa e que nós temos que, obviamente, reforçar para não acontecerem as mesmas coisas. E em termos de processo, creio que foi muito bom de início. Uma fase mais instável a meio e este final de primeira volta creio que o processo já foi muito mais capaz novamente, com a equipa muito mais segura naquilo que é o seu processo defensivo e o seu processo ofensivo.
Dá-nos essa segurança para olharmos para a segunda volta com a convicção de que será muito melhor que a primeira e muito capaz para conseguirmos atingir os objetivos a que nos propusemos de início, que seria ficarmos melhor e fazermos melhor do que a época anterior.
Perseguimos o mesmo, um jogo de cada vez, com uma responsabilidade máxima. Muita confiança interna por aquilo que os jogadores nos demonstram todos os dias. E, portanto, nesse objetivo de que isso passe para o jogo e que a gente consiga amealhar esses pontos e seguir naquilo que é o nosso percurso.”
“Nós insistimos sempre nas fragilidades, mas também naquilo que são as coisas boas porque tentamos, obviamente, maximizá-las na mesma. A verdade é que temos sido castigados por diversos lances de bola parada, temos os penaltis, temos algumas situações em que temos sofrido e tendo a nossa baliza sem ficar a zero por esses motivos. E isso, naturalmente, retira-nos mais capacidade para pontuarmos mais vezes.
Todos temos consciência disso e isso é reforçado em treino e é também reforçado na responsabilidade que tem de ser individualizada e coletiva perante aquilo que nós todos fazemos. Estamos com esse foco de melhoria. Temos vindo a fazer, acreditamos muito naquilo que também tem sido o desenvolvimento dos jogadores e acreditamos que esse não será um problema na segunda volta, a começar já pelo jogo da manhã.”

Onzes prováveis de AFS e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: AFS

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.