Barbero fez o primeiro corte de cabelo nas Aves e o FC Arouca arranca a segunda volta com uma vitória (0-1)

O primeiro encontro da segunda volta da Liga Portugal levou ao reencontro do FC Arouca com o lanterna vermelha AFS, que os arouquenses bateram na primeira volta. Com as várias distâncias entre esse jogo e o deste final de tarde, certo é que o desfecho foi igual: triunfo da equipa de terras de Santa Mafalda, desta feita, pela margem mínima (0-1), que foi conquistado a custo, já que os arouquenses foram quem mais fez para vencer, mas tiveram de agarrar o resultado com unhas e dentes na reta final do jogo.

No que às escolhas iniciais de Vasco Seabra diz respeito, os reforços Arruabarrena, Javi Sánchez e Bas Kuipers foram novidades no onze, a par com Fukui, que rendeu o lesionado Pedro Santos.

Trabalhar, trabalhar, trabalhar, até marcar

Pouco depois do pontapé de saída, os da casa sofreram um revés nas suas intenções: Devenich, adaptado a lateral direito, chegou tarde a uma disputa com Bas Kuipers e atingiu violentamente, de sola, o lateral dos arouquenses (que passou toda a primeira parte em campo, mas com sinais evidentes de mazelas desse lance). Uma rápida intervenção de VAR e árbitro transformaram o cartão amarelo num óbvio vermelho, colocando, desde bem cedo, os da casa reduzidos a 10 unidades.

A partir daí, o jogo resumiu-se a isto: o FCA teve quase sempre a bola (72% de posse ao intervalo), esteve sempre instalado no meio campo adversário e foi procurando furar as linhas juntas do AFS, que se posicionou em 4x2x3. Apostando maioritariamente em cruzamentos, começaram a surgir chances. Trezza foi o primeiro a disparar enquadrado, aos 9 minutos, para defesa segura do estreante Adriel. Barbero, na busca do seu primeiro golo, cabeceou ligeiramente ao lado do poste aos 18’. Pouco depois, Lee atirou rasteiro para nova defesa do guardião adversário.

Os Lobos de Arouca estavam bastante subidos no terreno, em contraste com as linhas baixas adversárias, mas isso fez também parte da estratégia dos caseiros: ao fecharem a sua defesa povoando-a densamente, obrigavam o FC Arouca a subir linhas e, ao fazê-lo, abriam-se espaços atrás, que os velocistas extremos Akinsola e Perea foram procurando explorar. Foi uma situação constante, que a defensiva arouquense foi conseguindo conter, mas, a partir da meia hora de jogo, estes conseguiram soltar-se mais. É nesse mesmo período que Pedro Lima encheu o pé e atirou para a primeira defesa de Arruabarrena no regresso: o ângulo, pela faixa esquerda, era apertado, mas o disparo ia direitinho à baliza e a defesa do guardião arouquense foi de alta qualidade.

Até ao intervalo, numa altura em que os arouquenses mantinham algumas dificuldades em furar as linhas adversárias, surgiu o golo dos Lobos: cruzamento atrasado de Fukui para o coração da área, onde Barbero ganhou a frente à marcação e cabeceou para o fundo das redes. Estreia a marcar do ponta de lança espanhol, que enviou a bola ao canto inferior direito, com Adriel a não conseguir evitar que esta entrasse.

Tranquilidade nos Lobos, com um susto grande pelo meio, que levou à apreensão até final

O segundo tempo registou uma toada de jogo praticamente igual à do primeiro tempo, mas disputada a um ritmo mais baixo. Havia tranquilidade nos Lobos de Arouca, pelo resultado e por tudo o que o jogo indicava, mas a tranquilidade teve sustos. Se até à hora de jogo o encontro resumia-se a circulação de bola dos arouquenses e a procura por espaços abertos que não existiam na defensiva adversária, daí em diante o AFS começou a provocar sustos, aproximando-se da baliza de Arruabarrena. O grande susto deu-se aos 62 minutos, quando Pedro Lima acabou mesmo por marcar, mas o lance foi invalidado por fora de jogo. Dada a conjuntura dos eventos, Vasco Seabra soube precaver-se e promoveu substituições para solidificar o meio campo e refrescar o ataque. Deram frutos imediatos, já que o FCA voltou a ter tudo sob controlo e os da casa regressaram ao registo de jogo com pouca ligação.

Até ao final da partida, notava-se a apreensão natural dos arouquenses e haviam razões para isso: não só o resultado era curto como a equipa foi-se encolhendo, isto enquanto os da casa foram crescendo novamente, ainda que os seus argumentos nunca fossem muitos.

Com este triunfo, o FC Arouca soma agora 17 pontos e subiu até ao 13º lugar, ficando agora à espera do Santa Clara (vai receber o Famalicão) para saber se lá permanecerá antes da receção ao Sporting, na próxima jornada.

Tempo de compensação: 3 minutos na 1ª parte, 6 na 2ª.

Suplentes AFS:

Trigueira (GR), D.Spencer, A.Santos, L.Rivas (DF), J.Grau, Algobia, G.Neiva (MD) Nenê, D.Duarte (AT)

Suplentes Arouca:

Valido (GR), Fontán, D.Monteiro, Danté(DF), Mateo, Pablo (MD), Puche, Mansilla, Jansonas(AT)

Ficaram de fora P.Santos (lesão), Vinarcik, Mantl, Popovic, O.Fayed, Solà, D.Simão, Yellu, Nandín (opção)

Substituições AFS:

53 – Saiu Perea, entrou D.Duarte

72 – Saíram Roni e Tomané, entraram Algobia e Nenê

80 – Saíram P.Lima e G.Mendonça, entraram J.Grau e Neiva

Substituições Arouca:

Intervalo – Saiu Kuipers, entrou Danté

67 – Saiu Lee Hjunju, entrou Pablo

72 – Saíram Barbero e Fukui, entraram Mansilla e Mateo

84 – Saiu Djouara, entrou Puche

Arbitragem:

João Pinheiro, Bruno.J, Luciano.M e Vítor.F. No VAR, João Bento e Pedro.S

Disciplina Arouca:

Cartão amarelo a van Ee (10), J.Sanchez (38), Barbero (58), M.Rocha (79), Arruabarrena (89), Mateo (90+6).

 Disciplina AFS:

Cartão amarelo a G.Mendonça (11), J.Grau (83), R.Semedo (90+3). Vermelho a Devenish (4)

Onzes iniciais de AFS e FC Arouca

Texto: Simão Duarte

Foto: Pedro Fontes

sobre o autor
Simão Duarte
Discurso Direto
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