
Uma das principais áreas de interesse do povo português e também dos nossos assinantes e leitores é o mundo desportivo. O ano de 2025 foi bastante rico nesse sentido, em vitórias nas mais diversas competições e desportos, mas também na vertente administrativa, com alguns clubes a obterem uma melhoria nas condições das suas casas.
No início do ano, em fevereiro, a árbitra mansorense Raquel Pinho foi promovida a árbitra internacional. Aos 24 anos de idade, integrou um lote restrito de 7 árbitras assistentes portuguesas que obtiveram essa possibilidade de arbitrar jogos de competições europeias e internacionais (seleções). Nesse mesmo mês, demos conta da evolução dos desportos de natureza, ao falarmos com Rafael Soares, um dos fundadores e guia do Clube do Paiva e também com Pedro Teixeira, sócio-gerente, diretor e guia da Just Come. Contamos ainda a história do golo de Diogo Pinho, um jovem guarda-redes arouquense que, aos 19 anos de idade e a cumprir a sua primeira época como sénior pela UD Fermêdo, marcou um golo de baliza a baliza.
Reportamos, em março, o renascimento do atletismo em Rossas, modalidade que esteve interrompida durante a pandemia, mas que regressou ao ativo, como sempre, pela Associação Unidos de Rossas. Demos também conta dos 20 anos do Taekondo Clube Paivense, de que o arouquense Pedro Quaresma foi campeão nacional de Fitness e que o também arouquense Flávio Soares deixou o FC Arouca e assumiu as suas funções de diretor desportivo no Gil Vicente.
No final de abril, o Quintãs Equestrian Center acolheu, pelo terceiro ano consecutivo, o Concurso Nacional de Saltos A da Federação Portuguesa Equestre (FPE). Um ano de sucesso para a família Ferreira, que foi desbravando terreno além-fronteiras, com Luís Ferreira a conquistar prémios e lugares de destaque em provas um pouco por todo o mundo.
Ainda neste mês, demos conta de que o Santos FC, emblema brasileiro, não pagou atempadamente ao FC Arouca o valor da transferência de João Basso. Um caso que obteve desenvolvimentos durante o ano, com o emblema brasileiro a ganhar tempo, “empurrando com a barriga” o caso, já que, ainda que a FIFA tenha condenado o clube a pagar a dívida (com um acréscimo de meio milhão de euros, dado o atraso no pagamento), o Santos adiou o julgamento e o pagamento em junho. Até ao momento desta publicação, nada aconteceu.
No final de maio, estivemos no último jogo da época 2024/25 da equipa sénior de futsal do FC Arouca que, ao vencer a ADRE Palhaça por 5-2, sagrou-se campeão da 2.ª Divisão Distrital e garantiu, consequentemente, a subida de divisão, regressando ao Campeonato Grande Hotel do Luso.
Durante o verão, em agosto, estivemos em São Martinho de Sardoura para acompanhar o início do futebol feminino no CCR São Martinho. Também entrevistamos o treinador de futebol arouquense Luís Figueiredo e referimos a presença, com destaque, da jovem Margarida Araújo no Campeonato do Mundo de Skyrunning. Na reta final do ano, demos conta ainda de que Sérgio Almeida foi campeão mundial de Kung-Fu Tradicional e entrevistamos Eduardo Lopes, um exemplo de vitalidade no futebol, encontrando-se de momento como treinador do Nespereira apenas e só porque não existiu uma proposta adequada para continuar a jogar.
Um ano que ficou marcado também pelo falecimento de Jorge Brandão, piloto arouquense que faleceu num acidente no Rallye du Maroc, em Erfoud, Marrocos.
Para além do surgimento do Quintãs Equestrian Center, todos os estádios de futebol em Arouca foram intervencionados durante o ano. Mansores teve um novo sintético, Fermêdo uma nova iluminação (apesar das exigências de um novo campo, um segundo, dado o número considerável de atletas na formação) e o Mosteirô uma manutenção do relvado natural, o único para além do existente no Municipal de Arouca (também esse renovado em 2025). O Vila Viçosa foi o último campo pelado, em terra batida, tendo agora um sintético, que, infelizmente, foi afetado pelas chamas do grande incêndio, pelo que o emblema alvinegro tem alternado entre manter-se em Alvarenga ou fazer uma viagem mais curta até Nespereira.
Sendo o futebol o desporto-rei, iremos concluir esta retrospetiva de 2025 com uma nota breve acerca da prestação dos clubes dos nossos concelhos.
FC Arouca (Arouca) – Liga Portugal
O principal emblema arouquense iniciou o ano civil com um triunfo no terreno do Boavista, terminando aí a primeira volta da época 24/25 em 15º lugar, com esse mesmo número de pontos.
O arranque da época 25/26 começou a descarrilar a partir do final de outubro: daí até 7 de dezembro, os arouquenses somaram 6 derrotas consecutivas, uma delas para a Taça de Portugal, com a eliminação no terreno do Fafe, da Liga 3. Apesar disto, o ano termina com uma nota positiva, já que, apesar da equipa de terras de Santa Mafalda manter-se num dos 3 lugares de descida (o 16º, com 14 pontos), estão numa sequência de 3 jogos sem perder.
ACRD Mosteirô (Arouca) – I Divisão, Zona Norte
Na época 2024/25, a equipa de São Miguel do Mato garantiu a manutenção na I Divisão – Zona Norte, ao terminar no 10.º lugar, com 29 pontos. Destacou-se na Taça PECOL – Prof.José Valente Pinho Leão ao ter sido a equipa, dos nossos concelhos, que mais longe foi na prova: caiu de pé, na 3ª eliminatória, frente ao RD Águeda, do SABSEG.
Em 2025, e com a primeira volta prestes a terminar, o Mosteirô acaba o ano em 6º lugar no campeonato, com 15 pontos e em fase ascendente (3 vitórias consecutivas e 5 jogos seguidos sem perder). Na Taça, que coincidiu com o último jogo do ano, voltaram a ser a única equipa que alcançou a 3ª eliminatória e voltaram a cair apenas perante uma equipa do SABSEG (Fiães).
CCR Vila Viçosa (Arouca) – II Divisão, Zona Norte
Na temporada 24/25, o Vila igualou a posição no campeonato que registara na época anterior, terminando assim em 11º lugar. Na Taça, foi eliminado na 1ª eliminatória, no grupo 5, não tendo somado qualquer ponto.
Ao contrário dessa época, em que o emblema alvinegro perdeu 61% dos jogos que disputou, esta primeira volta da temporada 25/26 tem sido bem-sucedida: apesar de terem sido eliminados na Taça nas mesmas condições (último lugar, 0 pontos), no campeonato estão em 6º lugar, tendo 11 pontos.
UD Fermêdo (Arouca) – II e I Divisão, Zona Norte
Na época 24/25, o emblema fermedense lutou até perto do fim para garantir a subida de divisão, porém acabara no 5º lugar da II Divisão Distrital. Por decisão administrativa, foram promovidos à I Divisão, mas, até ao momento e desportivamente falando, não tem sido uma experiência de sucesso.
Isto porque a UDF termina 2025 no fundo da tabela da I Divisão, com apenas 2 pontos ao fim de 10 jogos, não tendo ainda somado qualquer vitória para o campeonato: a única vitória que tem até agora foi conquistada na Taça, ainda que tenham sido eliminados na fase de grupos. Há que se denotar a ousadia da nova direção do clube, que montou o plantel para esta época maioritariamente com produtos da sua própria formação, incluindo o treinador Tiago Casanova, antigo coordenador e treinador dos juniores.
UD Mansores (Arouca) – I e II Divisão, Zona Norte
Em 24/25, o emblema mansorense caiu da I Divisão para a II, ao terminar essa temporada em 13º lugar, com 22 pontos. Foi a segunda descida consecutiva, já que a UDM tinha caído do Campeonato SABSEG para a I Divisão na temporada anterior.
Atualmente, na época 25/26, com uma remodelação geral, são indiscutivelmente a equipa dos nossos concelhos que melhor se encontra: na Taça não conseguiram avançar da fase de grupos, mas, na Liga, lideram a II Divisão – Zona Norte, com 24 pontos. Estão invictos, tendo vencido todos os jogos da prova até ao momento, sendo o melhor ataque (26 golos marcados) e a melhor defesa (apenas 4 golos sofridos).
CCR São Martinho (Castelo de Paiva) – II Divisão, Zona Norte
O São Martinho vai registando um crescimento sustentado. Na temporada 24/25, no campeonato, terminou a prova em 8º lugar, com 46 pontos, mais do dobro registado na época anterior. Na Taça, foram eliminados na fase de grupos.
Nesta temporada 25/26, após eliminação novamente precoce na Taça, lutam pela liderança no campeonato: estão em 2º lugar, com 19 pontos e estiveram próximos de reduzir a distância para o líder Mansores, mas perderam no terreno destes no último jogo do ano (2-1).
SC Paivense (Castelo de Paiva) – I Divisão, Zona Norte
Em 24/25, o Paivense foi eliminado da Taça na fase de grupos e, no campeonato, terminaram em 9º lugar, com 36 pontos. Uma época em que superaram ligeiramente os registos da anterior.
Esta temporada, na Taça, avançaram até à 2ª Eliminatória, mas foram eliminados com uma goleada diante do Valecambrense (4-0). No campeonato, vão sempre alternando entre a vitória e a derrota e ainda não registaram qualquer empate. Estão em 7º lugar, com 15 pontos (os mesmos que o Mosteirô).
Simão Duarte

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.