
2026 já chegou e, ao terceiro dia deste novo ano, o FC Arouca regressa aos relvados. Após a receção e o empate frente ao Gil Vicente, seguem-se dois jogos, fora de portas, para os Lobos de Arouca. O primeiro é esta tarde, às 15h30, no Estádio João Cardoso, casa do CD Tondela. Trata-se do regresso dos arouquenses, três anos depois, à Beira Alta: o último encontro foi em março de 2022, com um empate a duas bolas.
Frente a frente estarão duas equipas bastante próximas na tabela (arouquenses em 16º lugar, tondelenses em 17º), mas que, para além da distância de 5 pontos que as separa, o momento de forma de ambas é bastante distinto: os Lobos de Arouca vivem a melhor fase da época, estando há 3 jogos consecutivos sem perder (uma vitórias e 2 empates), onde têm solidificado o momento defensivo, sofrendo apenas 2 golos nestes 3 jogos. Já os beirões perderam os últimos 3 jogos (tendo inclusive perdido 10 dos 15 jogos para a Liga), ainda não têm qualquer vitória em casa esta época e são o pior ataque da Liga: marcaram apenas 9 golos.
O histórico de confrontos, tanto de um modo geral como apenas para a Primeira Liga, é favorável aos arouquenses, que venceram, pelo menos, metade dos encontros: para a Liga, foram 3 vitórias nos 6 duelos. O cenário mantém-se quando olhamos para os encontros disputados na casa do Tondela: foram 3 os jogos aí disputados para a Liga e o Arouca venceu 2 deles.
Um encontro para o qual Mateo Flores, por lesão, e Danté, por estar na seleção, são ausências certas, mantendo-se a dúvida da presença ou não de Dylan Nandín, que se lesionou na véspera da receção ao Gil Vicente.
Na conferência de antevisão ao encontro, o treinador do FC Arouca efetuou uma análise ao adversário, tanto tática como ao momento do mesmo, e falou ainda do mercado de transferências, no qual poderão ser esperados mais reforços para equilibrar o plantel. Estas foram as questões colocadas ao técnico:
“Jogo de dificuldade elevada, como são todos, num campo difícil de jogar. Muito difícil para as equipas, pela dimensão e pela envolvência que os adeptos do Tondela acabam por criar, porque estão muito próximos do relvado. Jogo de exigência, muito físico contra uma equipa que se organiza muito bem. Difícil de bater, porque é muito organizada defensivamente e depois é uma equipa que, tudo o que é bola parada, tenho a certeza absoluta, treina muitas situações, porque apresenta muitos argumentos. Portanto, equipa difícil na bola parada e muito agressiva defensivamente.
Ofensivamente, processos muito simples, com chegadas muito rápidas à baliza, que nos vai obrigar a estar num nível de concentração muito alto. Duas equipas separadas na classificação por pontos, sendo que o Tondela que tem menos um jogo, estamos muito próximo um do outro. Naturalmente, acrescenta essa importância que já sei que toda a gente lhe dá.
Para nós, a importância é porque é o próximo jogo. Não é um jogo decisivo para nada. É um jogo decisivo para que nós possamos manter o nível de responsabilidade e o nível de exigência máximo para que possamos sair com os 3 pontos de um adversário que vai vender caro cada segundo e cada metro de terreno no campo. Sabendo disso, vamos preparados para as dificuldades, sabendo que temos também capacidade para chegar, batalhar, trabalhar muito e estamos capazes de conseguir sair com os três pontos. Mas, para isso, temos de estar no máximo da nossa capacidade.”
“Sim, temos vindo a melhorar o momento defensivo, é verdade. Tivemos dois jogos seguidos sem sofrer, agora sofremos dois golos de bola parada. Portanto, em termos de jogo corrido, a equipa sente-se mais segura, mais confortável e mais capaz. De qualquer das formas, obviamente, crescimento para a bola parada, que também é importante para este jogo.
E é uma equipa que, o (Cristiano) Bacci entrou há pouco tempo, já se nota diferenças relativamente àquilo que estava para trás. Não quer dizer que seja melhor ou pior, mas notam-se diferenças, porque é a ideia também do treinador. E nota-se que é uma equipa que, independentemente de ter marcado menos golos, tem vivido também de uma solidez defensiva forte. Quando o treinador chega, é natural que procure olhar mais para uma vertente do que para a outra. A verdade é que é uma equipa muito vertical e muito capaz do ponto de vista da chegada. Tem muita gente a chegar de trás para a frente.
Na transição, é uma equipa que joga muito para a frente, portanto, é um momento que temos de estar com uma preparação da perda muito forte, porque esse é um momento em que o Tondela aposta bastante. Depois, naturalmente, tem jogadores muito físicos, capazes de construir a três, capazes de construir a quatro, com largura máxima de um extremo e de um lateral. Outras vezes, até mesmo com a projeção do próprio lateral direito. É uma equipa que vai tendo a sua mobilidade e vai cada vez mais conseguindo chegar mais à frente.
Nós sabemos que vamos defrontar um adversário que vai meter muita gente na nossa primeira linha, ou na nossa última linha, se formos olhar para trás, na nossa última linha defensiva. Vai meter lá muita gente e vai fazer um jogo muito vertical. Portanto, temos de ser fortes na primeira bola, fortes na segunda bola e diminuir os espaços para o adversário poder jogar. Mais do que aquilo que tem sido apresentado, é este crescimento que nós sabemos que eles têm vindo a ter e que temos de estar preparados para ele.”
“Abriu o mercado e é natural que possam chegar mais jogadores e que possam ser contextualizados e apetrechados, para que o plantel fique mais equilibrado. Em todos os mercados, é natural que surja uma ou outra solução. A verdade é que neste momento o próximo reforço que queremos que chegue rápido é o Mateo (Flores). Acreditamos que vai chegar já bem depressa, por isso vai ser o reforço que a gente neste momento mais espera.”

Os onzes prováveis de CD Tondela e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: CD Tondela

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