Bruno Duarte: “O meu principal objetivo, sonho, passa por conseguir ser convocado e ter alguns minutos na equipa profissional”

Jovem avançado da formação arouquense, que integrou duas pré-épocas dos seniores, tem o sonho de somar minutos em campo

Bruno Duarte, avançado de 19 anos, foi o entrevistado da rubrica “No Futuro”, da mais recente edição da Revista Lobos. Conhecido por Batata, um apelido de família que atravessou gerações, a começar pelo seu avô, o jovem arouquense começou por relatar a sua experiência de treinar com a equipa principal do FC Arouca.

“A experiência de fazer a pré-temporada e treinar com regularidade com a equipa sénior foi extremamente enriquecedora. Desde os primeiros dias percebi que o nível de exigência é muito maior, tanto em termos físicos como táticos. Tive a oportunidade de aprender com os jogadores e com os treinadores, observar a forma como se preparam, como comunicam em campo e como lidam com a pressão diária. Ao longo destes meses, fui ganhando confiança e senti que a equipa técnica e os jogadores me ajudaram muito na integração. Tanto a mim como aos meus colegas. Fomos sempre muito bem recebidos. Sinto que esta pré-temporada me tornou um jogador mais maduro, tanto dentro como fora de campo. Estou muito grato pela oportunidade que tenho tido e espero continuar a evoluir para poder retribuir essa confiança da melhor forma possível”, referiu.

Tendo sido um dos que pôde estar ligado tanto aos juniores, da formação, como aos seniores, da equipa principal do FCA, Batata apontou que as principais diferenças entre os dois escalões são a intensidade, a exigência e a responsabilidade: “A intensidade é muito mais alta e não há tanta margem para erro, sendo que nos temos de adaptar. Outra diferença é o nível físico e a competitividade. Os jogadores são mais fortes, mais experientes e sabem gerir melhor os momentos do jogo. Além disso, a componente tática é bastante diferente, visto que na equipa sénior existe uma qualidade técnica muito maior do que a formação e mais incidência na análise de adversários. No fundo, é um nível onde a responsabilidade aumenta. Tive a possibilidade de fazer os jogos de pré-temporada contra equipas profissionais e senti que fui melhorando de jogo para jogo. Essa experiência tornou-me um jogador mais capaz e com recordações que vou levar para a vida”.

Dentro desse crescimento, esta temporada, pelos juniores, é o detentor da braçadeira de capitão. “Ser capitão é uma sensação muito especial. É um orgulho enorme saber que os meus colegas de equipa e a equipa técnica confiam em mim. Ao mesmo tempo, sinto uma responsabilidade extra em ter de dar sempre o exemplo dentro e fora de campo e ajudar a manter o grupo unido. Acima de tudo, é algo que me motiva e faz-me querer trabalhar ainda mais, apoiar os meus colegas e representar este emblema da melhor forma possível”, confidenciou.

O seu grande sonho, que não é uma obsessão, é “conseguir ser convocado e, depois, conseguir ter alguns minutos na equipa profissional”. “Sei que não é fácil, pois estamos a falar do patamar mais alto do futebol português, como é a Primeira Liga, mas tenho vindo a trabalhar todos os dias para estar preparado, caso um dia surja essa oportunidade única”, complementou.

Simão Duarte

Foto: Pedro Fontes – FCA

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