
Pela primeira vez na história, o FC Arouca irá defrontar o FC Alverca, um duelo de FCA’s, tornando o duelo duplamente inédito, já que, pelo menos na Primeira Liga, os arouquenses nunca defrontaram um FCA.
O emblema alverquense encontra-se tranquilamente no meio da tabela, em 9º lugar, com 17 pontos. Contam com um plantel totalmente remodelado em relação à época passada, exceção feita a Diogo Martins, o único “sobrevivente”. Se no arranque da época acreditava-se que o facto do plantel ser repleto de caras novas e de tudo quanto é lado (tanto em nacionalidades como em campeonatos), a verdade é que isso rapidamente deixou de ter importância, com os comandados de Custódio a partirem para este encontro num ciclo de três jogos consecutivos sem perder, sendo que venceram os últimos dois, buscando em Arouca a 3ª vitória consecutiva.
Por outro lado, os Lobos de Arouca procurarão dar sequência à combatividade demonstrada no jogo passado e procurar lutar de igual para igual com o Alverca, com o objetivo em mente de quebrar o ciclo de 6 derrotas seguidas e, se possível, também não sofrer golos, situação que também ainda não se verificou.
Um jogo que pode ter várias coincidências relacionadas com o número 14: neste encontro da 14ª jornada, que se irá disputar neste dia 14 de dezembro, o FC Arouca (que tem 14 golos marcados), em caso de vitória, irá subir provisoriamente para o … 14º lugar. Na época passada, foi precisamente na jornada 14 que Vasco Seabra conquistou o primeiro triunfo pelos arouquenses, quebrando um ciclo de 6 jogos sem vencer.
Alex Pinto e Taichi Fukui foram expulsos na Amadora e, juntamente com o lesionado Mateo Flores, vão falhar este encontro, para o qual Tiago Esgaio e Fontán voltam a estar disponíveis.
Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, analisou o jogar do adversário, o estado mental do plantel, entre outros assuntos. Estas foram algumas das questões colocadas ao técnico.
“Equipa motivada pelas duas vitórias, que teve um início em que os pontos também lhe fugiram e estava a ter bons desempenhos. Manteve a estabilidade, o processo e as coisas acabaram por reverter e ter agora um momento em que consegue estar mais serena no jogo. Uma equipa que tem qualidade na 1ª fase de construção, de uma forma de jogar muito clara, identificada, mas que tem bons jogadores, que, no início, a maioria deles, nós desconheceríamos. Mas é uma equipa que se apetrechou, que tem qualidade, que vem serena para o jogo. E que vem com essa ambição de dar continuidade. E nós exatamente no inverso, mas com qualidade.
Ou seja, momento delicado em termos de resultados que não gostamos, não queremos ter. Portanto, que a nossa resposta, temos vindo a falar nas últimas semanas, que tem que acontecer. E, não querendo ser enfadonho, nem estar a dar mais do mesmo, essencialmente é nós sabermos a qualidade que temos interna. E aquilo que tem que ser o nosso grito da Arouca e o nosso grito de conquista.”
“É, porque nunca tinha tido tantas derrotas seguidas, por isso é. Eu acredito sempre que, se alguma coisa está a acontecer, é porque ela tem que me estar a preparar, a mim e aos jogadores, para algo que tem que ser absolutamente extraordinário que venha à frente. Agora, o que nós não podemos é ficar a chorar e a achar que tudo o que nos está a acontecer é uma tristeza, é uma fatalidade que nós não temos capacidade para inverter.
Se temos isto, é para nós. Se fosse para os outros, não era possível de ser feito. Por isso, nós temos essa possibilidade de o fazer, porque temos essa convicção, essa força, essa coragem. Temos um grupo cheio de coragem, ainda no último jogo, a resposta que demos perante todas as fatalidades, de ficarmos com um jogador a menos aos 28 minutos, outro jogador a menos após fazermos o 2×1 com menos um jogador aos 67 minutos, portanto, acabar aos 67 minutos com menos dois jogadores e ter oportunidades para conseguir empatar o jogo. Só de uma equipa que está viva, que quer muito lutar, sair da situação em que está, que tem uma resiliência grande.
Muito feridos, nunca resignados, com uma vontade muito grande de também darmos uma alegria aos nossos adeptos, a nós mesmos e à nossa administração.”
“A partir do momento em que ele for, eu vou-me preocupar com isso. Porque nesta fase o meu foco é muito claro, é um treino de cada vez, um jogo de cada vez, com uma energia máxima de convicção. Quando o Danté eventualmente tiver que sair, nós encontraremos soluções internas e iremos à luta e à busca. E teremos as mesmas condições para conseguirmos ganhar, pontuar, crescer a classificação e estarmos seguros daquilo que fazemos.”

Os onzes prováveis de FC Arouca e FC Alverca
Simão Duarte
Foto: Simão Duarte

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