
Pelas 18h00 deste sábado, o FC Arouca vai defrontar, na Reboleira, o Estrela da Amadora, equipa que ocupa o 14º lugar da tabela. É precisamente para essa posição para a qual os arouquenses poderão saltar, em caso de triunfo frente aos tricolores, já que ambas estão separadas por apenas 3 pontos.
A equipa da Amadora parte para este encontro numa sequência de dois jogos consecutivos sem vencer, tendo já um segundo treinador esta época (João Nuno rendeu José Faria), mas que ainda só venceu um encontro dos 6 já disputados. No plantel, há um misto de novas caras jovens (Sidny Cabral, Atanas Chernev, Alan Godoy, etc) com jogadores bem conhecedores do nosso campeonato e até mesmo do Estrela da Amadora: falamos, por exemplo, de Renan Ribeiro, Jovane Cabral, Kikas ou Rodrigo Pinho.
O recente histórico de confrontos pende a favor dos Lobos de Arouca: somaram duas vitórias nos 4 encontros, com os restantes dois a dividirem-se ao meio entre o empate e a vitória dos tricolores. Nas duas idas à Amadora, as duas jogadas em dezembro, ambas as equipas marcaram.
Nesta reta final do ano civil, os arouquenses têm uma oportunidade de ouro de terminar o ciclo negativo, dar a volta e iniciar uma sequência positiva, um pouco à imagem do que sucedeu em 2024, precisamente com Vasco Seabra ao leme. Até porque, dos próximos 4 adversários (contando com o Estrela), só o Gil Vicente está acima da metade da tabela.
Referir ainda que Esgaio e Fontán, por castigo, bem como Mateo Flores, ainda entregue ao departamento médico, são ausências confirmadas, obrigando a nova mexida na defesa, o setor mais fragilizado esta temporada.
Na conferência de antevisão ao duelo, o treinador do FC Arouca, Vasco Seabra, efetuou uma análise ao momento dos arouquenses, ao adversário e também abordou a atualidade, na qual, de acordo com a imprensa desportiva, existiu uma reunião para debater o seu futuro como treinador dos arouquenses. Estas foram as questões colocadas ao técnico:
“Mais do que tudo é a obrigação connosco mesmos. É o facto de estarmos feridos no orgulho, mas não na vontade, na atitude que queremos ter. Independentemente dos adversários que vamos ter, nós já provamos a nós mesmos que somos capazes de competir com equipas grandes, com equipas menos grandes, de fazer ou perder pontos com os diferentes lugares da tabela. Nós temos que olhar para nós com essa convicção e essa certeza de reação, pela forma como queremos mexer connosco mesmos, porque temos confiança interna, no caminho a seguir, naquilo que fazemos.
Seja o adversário que for, agora é um adversário difícil, num campo difícil na mesma, que vai exigir de nós jogar na raça, na atitude, na crença, na convicção dos processos que temos, mas, essencialmente, na ligação que temos uns com os outros, porque agora é um momento de oportunidade fantástica que nós temos para podermos ganhar. É verdade que se olharmos para a tabela, estamos muito próximos de muita gente. Independentemente disso, não é a tabela que neste momento nos preocupa, naturalmente não estamos felizes com os resultados que temos tido e não estamos felizes com o lugar na classificação. Essa é uma realidade, não fugimos dela, e, portanto, que essa realidade nos leve para a responsabilidade de darmos o melhor de nós, e esse é o caminho que queremos seguir.”
“Um adversário que mudou de treinador, está com a implementação das ideias novas também, tem muitas alternativas dentro do próprio jogo. Por exemplo, em Alvalade utilizou diferentes formas de pressionar e de atacar, de jogo para jogo também varia com muita facilidade, portanto, é uma equipa que é um bocadinho camaleónica e que nós temos que olhar muito para nós, sabendo o que é que está a acontecer no jogo, sentir o jogo, ter essa maturidade competitiva, e num campo que nós sabemos que é sempre um campo de exigência de alto nível.
Vamos, mais uma vez reforço, com essa oportunidade de olharmos para nós e de nos desafiarmos a nós mesmos e sentirmos que é essa a responsabilidade que a gente quer ter, independentemente do adversário que vamos ter pela frente, nós ligarmo-nos uns aos outros e sentirmos que o caminho que queremos seguir é muito claro, evidente, e que temos essa oportunidade e responsabilidade de fazermos bem”
“A gente deu continuidade a isso, mas nós só tivemos praticamente 15 minutos para fazermos isso, ou seja, era um jogo contra uma equipa que coloca realmente muita gente entrelinhas e na frente, sentíamos que a equipa precisava eventualmente dessa solidez para conseguirmos ter depois os nossos criativos e a capacidade para sairmos. Os primeiros 10, 15 minutos sabíamos que iam ser de alguma adaptação àquilo que queríamos encontrar, queríamos, num primeiro momento, explorar essa profundidade, mas depois o nosso jogo iria entrar com normalidade, pelo menos era essa a nossa convicção, que acabou por ficar por terra logo aos 15 minutos com a expulsão do Fontán.
Essa foi uma solução para aquele jogo, uma solução em particular. Nós, naturalmente, sentimos que queremos baixar o nosso número de golos sofridos, dar consistência em termos da nossa capacidade de organização defensiva e de impedir os adversários de fazerem golos. Temos muito poucos golos sofridos da equipa a batermos em organização, portanto, têm sido muitos erros individuais que, por vezes, nos dificultam a nossa reação. Queremos é superar esse tipo de erros, porque temos a capacidade para o fazer e mostrarmos a nossa identidade, seja com mais um jogador na primeira linha, seja com menos um jogador.”
“Quando um jogador comete um erro, ninguém fica mais triste do que ele próprio, e depois logo de seguida o seu treinador, e depois restante estrutura, adeptos. A verdade é que nós temos que lhes mostrar que eles são capazes de fazer jogos e jogos sem cometermos um erro.
Nós tivemos um verão que choveu muito pouco, entretanto agora começou a chover muito. Nós estivemos na nossa fase de muita chuva, e também sentimos que essa fase vai mudar, e ela não muda só de clique, não muda só de estalar dedos, ela muda com muita convicção, muita dedicação, muita serenidade, emocionalmente a equipa a sentir que lutamos juntos, que vamos juntos e que uns confiamos nos outros. Dessa forma, nós sentimos que conseguimos inverter, e conseguiremos inverter, e vamos conseguir dar essa sapatada e esse caminho que queremos que seja de vitórias e de felicidade.
Nós sabemos que, quando nós não sabemos muito bem o que está a acontecer, ficamos um bocadinho perdidos e a coisa parece-nos um bocadinho mais difícil por essa impotência que acabamos por sentir. Aqui nós sabemos que há coisas que nós temos que melhorar em termos de organização defensiva, em termos de organização ofensiva, é um processo que é contínuo, mas também sabemos que há coisas que são falhas nossas, que partem do treinador, sempre com responsabilidade máxima, mas que sabemos muito claramente que temos um caminho definido e que sabemos que quando conseguirmos sair dele, neste momento que está menos feliz, que as coisas vão inverter tal como inverteram o ano passado, e este ano com uma convicção de que será ainda melhor.”
“Há momentos em que, às vezes, a gente está em casa, se deixar a janela aberta, qualquer coisinha entra para nos fazer mal, não é? E a verdade é que o Fontán, eu acho que ele ainda não tinha tido três expulsões a carreira toda como profissional.
Sentimos que é um momento muito particular dele, um momento negativo muito particular dele, e ele não é o perfil do jogador de ficar no chão a chorar sobre o leite derramado. É um dos capitães, tem uma personalidade fantástica, moeu-lhe, os primeiros dois, três dias foram duros para ele, continuou a competir em treino e a ser muito sério.
Naturalmente com mais carga negativa em cima dele, bastava olhar para ele, mas pela superação também que tem, já acabou a semana com uma vontade muito grande e com uma energia muito grande que passa para os colegas, com vontade é de amanhã, mesmo estando cá, mandar essa energia positiva para os colegas conseguirem vencer”.

Os onzes prováveis de Estrela da Amadora e FC Arouca
Simão Duarte
Foto: Estrela da Amadora

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