No final do desaire frente ao Braga (0-4), naquela que foi a 5ª derrota consecutiva, Vasco Seabra, técnico dos arouquenses, manteve-se esperançoso pelos melhores dias em perspetiva, lamentou o facto de os azares acontecerem todos de uma só vez e considerou ter condições para se manter ao leme dos arouquenses. Estas foram as palavras do treinador na conferência pós-jogo:
“Deixam-nos, essencialmente, a perceber que não vai chover todos os dias e que o sol vem e vai voltar. É um facto que é uma frustração nós prepararmos o jogo e aos 15 minutos temos um jogador expulso. E depois todas as incidências, que acabam por nos retirar do jogo. É o penálti que bate nas costas do Nico Mantl e entra. É o lance do autogolo que acaba por ser também caricato.
E as incidências do jogo acabam por nos retirar dele e por nos deixar com essa sensação de frustração e um sentimento de amargo muito grande porque sentimos que temos condições para competir, que temos condições e capacidade para fazer mais e para conseguirmos mais. E estas coisinhas estão a suceder-se todas. Sentimos que esse clique vai acontecer e vai acontecer com trabalho, maturação nossa e com este sofrimento que está a doer muito. Mas que nós sentimos que temos essa coragem e essa capacidade interna para conseguirmos dar a volta a isso.”
“Nós procuramos reentrar logo à partida sem fazer substituições com o Nais Djouara, fazendo aquele género de híbrido a defender, porque o Braga coloca muita gente entrelinhas e à largura, ou seja, implica que nós, para conseguirmos pressionar e para conseguirmos impedir que as ligações entrem por dentro, por vezes precisámos de defender um pouco mais à largura e precisávamos que isso acontecesse. Esse momento em que tiramos o Arnau Solà e colocámos o Nais Djouara a fechar um pouco mais para que o Omar Fayed pudesse estar por dentro na posição central.
E esse foi o objetivo depois da expulsão, foi nós conseguirmos defender em 5x3x1, sabendo que podíamos saltar fora com mais agressividade para impedir que o jogo de corredor do Braga fosse tão forte. O objetivo era depois, no passo atrasado, conseguirmos seguir pressão e conseguirmos recuperar a bola. No momento de recuperação, tentarmos sair com a melhor qualidade que pudéssemos ter, sabendo que o Braga é uma equipa que reage normalmente bem à perda da bola, porque é uma equipa que, atualmente, dos últimos jogos, já demonstrou essa agressividade maior que tem vindo a ter e nós procuramos que os nossos movimentos fossem mais exteriores.
Penso que a segunda parte demonstra o espírito de sacrifício da equipa porque lutamos muito, trabalhamos muito para que o resultado não se avolumasse. Procuramos sair num ou outro momento de transição. Claro que com o cansaço, num ou outro momento, a última decisão não foi a melhor, mas conseguimos sair por onde queríamos e foram esses os desafios que fomos tentando ultrapassar para, perante os socos que levamos, nos conseguíssemos levantar e não fôssemos no fácil, entre aspas, que seria largar um pouco mais o jogo e ficar descrente porque a fase era mais dura e quando se leva a estes socos seria mais fácil cair.”
“Sim.”
Simão Duarte
Foto: Liga Portugal

O envio da nossa newsletter é semanal.
Garantimos que nunca enviaremos publicidade ou spam para o seu e-mail.
Pode desinscrever-se a qualquer momento através do link de desinscrição na parte inferior de cada e-mail.