Há reuniões de Câmara que são abertas ao público, são efectuadas, regra geral, às terças-feiras, pelas 14h30, um horário que certamente impossibilita a presença de uma larga fatia dos arouquenses, que, a essa hora, estarão a trabalhar.
O PSD Arouca quer transmitir essas reuniões online de forma a que todos possam assistir e levou o assunto à última Reunião de Câmara de 18 de Novembro de 2025. Um cenário que já se verifica nas Assembleias Municipais, transmitidas em direto no Facebook, mas que não abrange as reuniões de Câmara públicas.
O Discurso Directo falou com Rui Vilar, vereador sem pelouros e líder da concelhia do PSD. Este apontou o dedo ao actual executivo e considerou que há falta de abertura democrática,
“O actual executivo tem rejeitado todas as nossas propostas, o que também demonstra pouco sentido e (falta de) abertura democrática. Eu espero que isto seja uma coisa só de início de mandato, espero que haja mais abertura para ouvir a oposição, até porque aconteceu uma coisa que já não acontecia há cerca de 20 anos, em Arouca o partido que ganhou a Câmara Municipal teve menos de 50% dos votos, o que significa que mais de metade da população não votou em quem governa os destinos de Arouca.”
Nessa mesma ótica da representação dos arouquenses, Rui Vilar considerou que deveria existir maior abertura por parte da Presidente “ quem governa tem que saber ler esses resultados e tem que ouvir mais a oposição que representa os votos de milhares de arouquenses. Aliás, quase tantos, no caso do PSD, como os que elegeram a presidente da Câmara Municipal”.
Na sua visão, a falta de transmissão das reuniões públicas leva a uma ocultação do trabalho dos vereadores da oposição.
“As reuniões de Câmara são fundamentais, são muito importantes. Os vereadores da oposição fazem muito trabalho lá, e ainda nos últimos 4 anos eu acompanhei mais de perto o trabalho do Vítor Carvalho, da Célia Alves e da Helena, e eles fizeram, de facto, um trabalho extraordinário, com muita intervenção e muito cuidado na intervenção e nos sentidos de voto. Mas, de facto, não passa cá para fora. Nós gostávamos que passasse, porque os vereadores nunca têm o palco mediático que os vereadores com pelouro têm.
Somos sempre ostracizados e o que me parece é que, ao rejeitarem hoje a proposta de transmissão online dessas reuniões, também visa, de certa forma, ocultar o nosso trabalho. Mas nós vamos continuar a propor esse tipo de coisas.”, concluiu.
Simão Duarte
Foto: Simão Duarte

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